acabado enfim

o doce vira sal na língua azeda, cansada
enquanto açúcar esfarela garganta abaixo
entre o mel e a viagem insossa que derrama
as minhas ilusões em cada gota áspera
do bruto melado sem gosto eterno
na refinaria de minha alma.
meu coração é pulso forte
que aguarda convalescer da cama
aquela onde beijos e facadas apadrinharam
um casamento de duas afoitas borboletas.
e no arvoredo do quintal
as abelhas riem de minhas feridas
das picadas que incham minha pele
de cor dúbia – sem sangue eu sou.
sem viagem, postagem sem rumo
meu agonizado ser sem paladar
consome e lambe apenas o sumo
do dissabor daquele amor
que mutante
estrangulou a mais doce
ilusão vivida por uma borboleta
virtualmente anônima…
Maio 4, 2008 às 9:06 am
E mo fim, a morte das ilusões.
No fim a morte.
Sempre acaba e morte
Maio 4, 2008 às 11:01 am
só morrendo a gente vive
beijo.