Voltaire e algumas dúvidas sobre Jeannot e Colin
O estado de dúvida não é muito agradável mas o de certeza é ridículo.
Acabei de ler o conto Jeannot e Colin, de Voltaire. É um conto light, de cunho moral, bem pouco crítico para os parâmetros voltairistas. Porém, sem dúvidas, uma aula de como escrever bem. Pura excelência.
É a estória de dois amigos que se separam porque o pai de um deles, Jeannot, tem a sorte de enriquecer e mudar-se para a Corte.
Também indico o conto Sonho de Platão onde vemos alguns equívocos cometidos por certos gênios em sua concepção de Universo.
Quando eu era mais garota, costumava pensar em Voltaire como um herói particular. Afinal eu tinha, e tenho, muitas dúvidas.
Admirava sua força em favor da independência religiosa do homem, em favor da Ciência.
Voltaire, de certa forma, ainda me ilumina de forma romântica.
Mas, e hoje? Se pudesse perguntaria ao pensador: ‘E aí, amigão, clones ou Jesus?
A tecnocracia e a busca de Deus têm varrido o planeta. As retóricas nietzscheanas, marxistas e freudianas resistem aos desdobramentos do tempo.
Creio que o pensador me olharia tímido e cansado responderia: ‘Não encana com essas coisas, menina. Não me obrigue a escolher, pois ainda acho que ter certezas é bizarro.’
A primeira lei da natureza é a tolerância, já que temos todos uma porção de erros e fraquezas.

Maio 16, 2008 às 1:08 pm
“O Mestre disse: A fênix não aparece, nenhum signo sai do rio. Estou acabado.”
“O ’signo’ (explicam os comentaristas) se refere a uma inscrição no casco de uma tartaruga mágica. Quanto à fênix (feng), é um pássaro de cores resplandecentes parecido com o faisão e com o pavão real. Em épocas pré-históricas, visitava os jardins e os palácios dos imperadores virtuosos, como um visível testemunho do favor celestial.”
Jorge L. Borges in O livro dos Seres Imaginários.
Não preciso acrescentar mais nenhuma palavra, não é Fênix?
Bjs
Maio 16, 2008 às 1:20 pm
He, he, he.
)
Como eu me divirto com a tua bondade, cavalheiro do intelecto. Tens o dom de iludir-me.
Beijos!
Maio 16, 2008 às 8:03 pm
oi Dai
Valeu pela dica. ótima leitura para uma tarde de sexta, ou melhor, ótima leitura para qualquer tarde de qualquer dia.
abs
Maio 16, 2008 às 8:08 pm
Oi Léozinho

Eu to aqui fazendo isto. Obrigada pela companhia
Beijo.
Maio 16, 2008 às 10:13 pm
Entramos em sintonia nas dúvidas, elas me enchem de vida. Senti inveja da sua conversa com Voltaire, você é ótima. Essa frase sobre tolerância é perfeita, todos temos uma porção de erros e fraquezas, precisamos ser tolerantes, devemos ser. Parabéns pelo renascimento! Bom fim de semana. Beijos
Maio 16, 2008 às 11:31 pm
Oi Sampaio.
Ter você por perto fortalece a minha volta.
Vamos nessa, amiga.
Beijos.
Maio 19, 2008 às 10:44 am
Do Voltaire eu li o Cândido. Ri muito com tudo aquilo. E esse negócio de ter certeza de tudo é bizarro mesmo…. eu acho.
Um abraço.
Maio 19, 2008 às 1:56 pm
he, he…Oi, Luciano!
Cândido é clássico.
Amei a visita,
Beijos.
Maio 19, 2008 às 4:45 pm
“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.” Friedrich Nietzsche
também gosto de Voltaire, tirando um pequeno livro q li dele (acho q se chamava “O Ateu e o Sábio”)… odiei, rsrs
bjos minha linda
Maio 19, 2008 às 6:20 pm
Gostei da citação, Malzinho.
Beijão meu querido.