E por falar em saudade…

Onde ando eu com a cabeça, que não vejo mais o meu amor, meu mar, a minha praia do Recreio, onde desde  criança me acolheu como nenhuma outra; a praia que, democrática se divide em territórios.

Uns vão surfar, outros fazer um pic-nic em família;  e que saudade da minha turma, do meu bar Cultura e Chopp onde tocávamos blues a noite inteira. Lançando moda e movimentos. Depois o Carvatella, massa, vinho e alegria nas violas.

 Em outras cidades eu já morei, de frente pro mar, nas montanhas de Friburgo…

Mas nada se compara à Praia do Recrteio. A minha praia querida.

Quase um mês trancada em casa, lendo e escrevendo. Dormindo em frente à TV, ah! essa mão que rompe o tendão e me engessa em solidão. Rima involuntária, claro.

Acho que a felicidade está nessas pequenas coisas, nas lembranças boas. Principalmente quando a Natureza está envolvida. E só damos valor quando a sensação é de perda ou de saudade.

Sem mais choro nem vela, melhor apanhar um livro na estante.

Poesias de Augusto dos Anjos acho que cai bem.

 

 

2 Respostas para “E por falar em saudade…”

  1. Às vezes parece que vem uma saudade de tudo… A memória não deixa de funcionar para trás, trazendo de volta o passado em vez de guardar o presente que será lembrado adiante.
    Rima involuntária, mas poderosa. Não deixe o tendão rompido engessá-la em solidão, a não ser que queira mergulhar em nostalgia, nas lembranças boas que não foram valorizadas em seu devido tempo. Lembrar é uma forma de reviver. E algumas praias são verdadeiras maravilhas, nos enchem de vida.
    Cuide bem de si, não só do que faz!
    Beijos

  2. Muito obrigada, minha linda.
    Acabou de dar-me uma tremenda força. Lidar com as coisas do corpo às vezes pira. Ainda bem que recebo carinho tão sincero de pessoa maravilhosa como vc.
    Beijo Cris.

Deixar uma Resposta