Sexta básica
Questão de métrica, medir necessidades, pesar a falta e juntar restos, as migalhas deixadas no passado, e adivinhar qual proteína melhora a consciência de dar e sentir fome. A vontade de roubar, trapacear na divisão dos costumes, arroubas e cesta cheia de lua gorda.
As luzes foscas no corredor e a fila do banheiro, risos alegres de palhaços bêbados, chapéus de mirra borrados de vodka decadente, circo voador, disco em Minas que da janela lateral não via o tempo passar.
Sexta cheia de convites, sexta depois de quinta da boa vista que o cristo redentor ama a lapa e bebe com os convivas, a despeito dos outros monumentos encharcados de turistas e trutas bobas sem vícios nas piscinas ricas dos novos pobres da cultura neo puritana de boas relações com as putas da cidade mais maravilhosa e decadente do hemisfério sul.
Não há sábado sem inveja quando sexta sai para beber e dançar. Uma sexta caótica, mas linda de batom e lança-mísseis na direção do prefeito ignóbil e restaurado da pobreza, nas coberturas da gávea e são conrado.
A sexta é sexta e não abdica dos botecos e teco-teco na bola de gude, até gal costa ainda é uma guitarra eletrônica. Sem cássia.
Basicamente a sexta leva o carnaval e o blues na avenida rio branco com a são joão que pirou caetano e os novos baianos não foram longe; aqui a sexta anda de branco porque é moda e não há sexta envolvida com deuses únicos, sexta é basicamente sexta, dia de sair de si. Bebe a madrugada de melodia e tem gente que desafina na esquina de vinícius.
Sexta básica é ficar em casa, ouvir o som de calcanhoto, kitaro ou zeca pagodinho. Abrir o vinho e ficar pensando no tempo que passa e nada é feito de bom.
Beber e escrever, cantar a mulher do próximo e comprar um livro novo, mesmo um best seller é melhor que os versos apagados no arquivo da tristeza e da azia.
Sexta é perto de morrer quando chega domingo alvorada de pássaros. Sexta é bom. Sexta é básica. Ainda mais assim, na fossa com roberto…

Julho 19, 2008 às 1:42 pm
Dai,
Se vc estiver falando do Marco Antonio romano, não creio q um tenha a ver com o outro, até pq o período em q ambos viveram teve 400 anos de diferença. Talvez seja outro empregado com um nome parecido…
1 abraço.
Julho 19, 2008 às 3:24 pm
Falha nossa, mestre
Valeu
Julho 21, 2008 às 11:21 am
“Dez coisas divertidas que você não faz mais:
1. Dançar como um idiota;
2. Andar de Balanço;
3. Ofuscar as pessoas;
4. Nadar logo depois de comer;
5. Tomar um porre no seu quarto;
6. Namorar gente de dezenove anos;
7. Usar blusas transparentes;
8. Transar com estranhos;
9. Sair de casa sem roupas de baixo;
10. Flertar desavergonhadamente.”
Michael Flocker in Manual do Hedonista.
Que tal?
Beijos.
Julho 21, 2008 às 1:39 pm
Hehehehe!…
Preciso voltar a fazer pelo menos a metade desta lista!
Genial
Beijos Erwin,