Dia do escritor! – Stanley Tookie Williams e um parecer de Fátima Tardelli
Não deixe de ler o ensaio de Fátima Tardelli.
Stanley Tookie Williams foi um condenado à morte em dezembro de 2005, por matar várias pessoas nos EUA, quando era jovem e fazia parte de gangues.
Não só jovem, como negro, desorientado e sem a atenção imperialista norte-americana que não consegue se desvencilhar do recalque de ter que hospedar afro-descendentes, latinos, cães e orientais em seu solo sagrado.
Williams cumpriu pena de mais de vinte anos, e esgotou todas as possibilidades de receber nova chance na vida, ao menos a prisão perpétua.
Recebeu indicações ao Prêmio Nobel da Paz e da Literatura, visto que demonstrava arrependimento por sua rebelde conduta na juventude.
Escreveu vários livros infantis, numa clara proposta de alertar crianças e jovens do terceiro mundo para não entrarem no sub-mundo do crime.
Acontece que, por razões que fogem à razão humana, nem prisão perpétua o escritor conseguiu nos meandros da Lei.
O então governador da Califórnia, o péssimo ator violento Arnold Schwarzenegger, daquela banda bushiana, agindo talvez como marionete de games assassinos, não só negou o perdão a Williams, como decretou, diante de um mundo boquiaberto, a pena de morte do escritor, por via de injeção letal.
O exterminador do futuro misturou ficção com realidade, neutralizando a boa vontade da solidariedade humana, descabaçando a possibilidade da difusão do amor e salvação da pobreza moral do terceiro mundo infantil através da literatura.
Acredito que o ex-ator nem tenha sabido da grandiosidade de seu ato assassino. Ele não matou o escritor Stanley Tookie Williams, mas uma verdadeira oportunidade de conscientização cidadã em todas as crianças pobres.
Mas pensando bem, o que o Imperador ganharia se crianças negras e pobres começassem a ler?
Eu saúdo a todos os escritores de todos os tempos!
Mas minha homenagem este ano vai para as crianças analfabetas do terceiro mundo, para Stanley Williams e Fátima Tardelli, escritora, e uma advogada idealista que em momentos de ternura visita os blogs dos poetas, deixando um pouco de sua própria poesia.

Julho 25, 2008 às 7:40 am
[...] queria amiga Dai me propôs um tema para reflexão e emissão de parecer nesta postagem. Deu trabalho e resolvi responder (tanto aqui, quanto lá: que ela disse que publicará). [...]
Julho 25, 2008 às 7:43 am
[...] queria amiga Dai me propôs um tema para reflexão e emissão de parecer nesta postagem. Deu trabalho e resolvi responder (tanto aqui, quanto lá: que ela disse que publicará). [...]
Julho 25, 2008 às 11:08 am
Essa robotização, insensibilidade, truculência, misantropia adquire a cada dia que passa índices que ultrapassam a minha capacidade de compreensão. Se houvesse esperança que ele – o governador, o juiz, o próprio Stanley – lesse Sangue Frio (Truman Capote), nada disso teria acontecido.
Mas…
Ele pode se dizer que percebeu, sentiu e se arrependeu.
Entretanto não vivemos para acreditar no outro. Vivemos para repreender, culpar, atribuir responsabilidades e executar. Prosperar e sobreviver.
Melhor seria se fôssemos formigas.
Dias atrás postei uma frase que me chamou a atenção vindo de alguém que pondera, tomo a liberdade de repeti-la em seu espaço. Ela explica tudo em poucas palavras.
“Pois eu sabia que, para sobreviver e prosperar, era importante não sentir nada por ninguém nem por coisa alguma, e eu sabia que queria sobreviver e prosperar”.
Richard Flanagan in O livro dos peixes de William Gould Romance em Doze Peixes, através de Paulo Henriques Britto.
Beijos.
Julho 25, 2008 às 11:33 am
E viva a Fátima! Bjus
Julho 25, 2008 às 12:11 pm
Pois não Daisy,
Entraste em contato conosco.
O que desejas?!
Abraço
Julho 25, 2008 às 3:44 pm
Querida Dia,
Amigos blogueiros.
Senti-me verdadeiramente honrada (e até encabulada, por não achar que sou a pessoa mais indicada para o mister) em representar todos os escritores homenageados.
Fiz o melhor que pude no pouco tempo que tive. Busquei engrandecer todos nós, escritores tanto os grandes quanto os pequeninos (pois todos somos escritores, em maior ou menor escala; virtuais ou em mídia impressa.. e…cada um com seus méritos); e mais: busquei engrandecer a humanidade. Somos todos únicos e temos valores únicos. Stanley reinventou a si mesmo e sua colaboração posterior com a Humanidade já seria suficiente para que recebesse alguma piedade, com a comutação da pena capital em perpétua.
É defeso a todos (quer sejam indivíduos, quer seja o Estado) privar o Homem da dignidade que lhe é inerente.Nada ninguém tem o direito de ceifar uma vida.
Vivam os escritores, que espelham, com seus textos, as almas humanas (mostrando, inclusive, as nossas partes pérfidas….aquelas que queremos colocar embaixo do tapete)!
Viva a Humanidade, que aos trancos e barrancos continua caminhando.
Grande beijo à todos e especialmente à vc, querida amiga Dai.
- que o sol brilhe dentro de cada um de nós -
Julho 25, 2008 às 11:12 pm
Erwin,
Antes de mais nada PARABÉNS por seres um escritor que muito admiro.
Nosso poder é na ponta do lápis. E isso é muito.
Que venha um mundo melhor.
Mil beijos e abraços!!!!
Julho 25, 2008 às 11:14 pm
Aline, minha poetisa!… Parabéns e felicidades. Que sua inspiração continue nos trazendo o prazer da leitura.
Mil beijos e abraços!
Julho 25, 2008 às 11:15 pm
Sinopse do livro:
Entrarei em contato. Obrigada por responder.
Abraço.
Julho 25, 2008 às 11:18 pm
Fátima…
Muito obrigada pela parceria. E sim, que todos os escritores, nossos blogueiros amados sintam-se abraçados neste dia do escritor.
Acredito que a homenagem a Stanley foi justa porque o momento é de discussões sobre humanismo, ética e solidariedade.
Beijo minha querida. Parabéns pelo belo ensaio e seu honesto e digno posicionamento.
Muitos beijos e abraços.
Felicidades a todos amigos da rede!!!!
Julho 26, 2008 às 10:28 pm
Dai, desculpe a demora… mas parabéns a todos os escritores!!! É através deles que conhecemos melhor a alma humana. Sobre o Exterminador e Stanley, bem, quem não pode usar a pena usa a espada não é mesmo? O pior é que pra mim isso não vai ter fim, essa insensibilidade humana de quem manda, enfim, esse é o ser humano, belo e bestial ao mesmo tempo.
Julho 26, 2008 às 10:29 pm
ps: bjos meu amor!!! rs
Julho 26, 2008 às 11:24 pm
“belo e bestial ao mesmo tempo…”
É isso, né? E assim caminha a humanidade.
Valeu Malzinho,
Beijos pra ti também, meu amor.