Servir

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Inspirada no post do amigo Jhônatas, resolvo fazer umas considerações a respeito da nossa convivência. Com tantas filosofias e tantos pensamentos pela rede, vejo, através de blogs dos mais variados segmentos, que ainda nos encontramos desencontrados. A impressão que tenho é que não sabemos bem fazer uso da nossa inteligência.
Dostoievski declarou que a maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é infeliz. Por outro lado Agostinho deflagra a ignorância mais refinada é a ignorância da própria ignorância.
Ora, claro está que somos andarilhos perdidos em nós mesmos. Não quero levantar bandeiras, entretanto, é notável a decadência filosófica da humanidade. Tantas voltas para descobrir que o mundo é redondo. Uau.
O ateísmo, por exemplo, permeia pela blogosfera. Todavia, numa análise mais profunda, sem querer dar uma de antropóloga ou metida a besta, é fácil entender esta sensação de auto-suficiência com as novas ferramentas das novas linguagens com seus hipertextos e afins. Se o sujeito pode comandar, sentado em seu quarto, o seu blog, navegar mundo afora, tendo acesso a todo tipo de informação e imagens, ele se pensa uma espécie de deus. Até porque está onipresente, onisciente na net, e a salvo de qualquer violência. É seu quarto, afinal.
Mas esta sensação é momentânea, como tudo no ser humano. Já andamos por aí sem roupa e sem internet. Neste caso, levando em conta a infinitude das coisas, podemos muito bem esperar por boas novas. E elas sempre vêm.
Não é discurso religioso, nem filosofia infundada, dessas que não chegam a uma conclusão – coisa chata até. Apenas fui inspirada, talvez até por alguém mais esperto e inteligente que eu. Possivelmente, a mesma pessoa que criou os mares, os céus, não?
Bem, a idéia do texto é analisar a falsa auto-suficiência nossa de cada dia. Tem uma mensagem que diz que devemos nos servir uns aos outros. Assim, escrevendo textos sérios que levem à reflexão pacífica entre as pessoas na rede, acho que praticamos, mesmo sem querer, a vontade da sabedoria.
Oxalá.

7 Respostas para “Servir”

  1. Você me deixou tão feliz…

    Quando abrimos mão dessa auto-suficiência, nasce em nós os jardins do ouvir ao outro. Deixamos, ao exemplo de Jesus, que as pessoas aparentemente desprezíveis lavem nossos pés com o mais puro perfume – aquilo de melhor que cada um tem a dar. É nesse servir que acredito que Deus está, no “entre”, no espaço invisível da relação, no hífen…

    Sim, há perdidos dentro da igreja, dentro dos quartos, dentro das religiões, dentro de nós… cada um tem o seu deus ou cada um é o seu deus. Começa a briga, a separação, a ignorância da frase de Agostinho encontra-se bastante refinada. Faço um dueto com você nessa canção de esperança e oxalá que logo cantemos em côro, pois a vontade da sabedoria nos convoca para algo maior que nós.

    Bela inspiração, daquelas de ficarmos sentados no chão proseando, entre as taças de vinho e que, por alguns momentos, nos faz silenciar diante das belezas filosóficas que se apresentam com novas formas de exploração e atitude reflexiva.

    Oração de um criança: “Deus, que os maus não sejam tão maus e que os bons não sejam tão chatos. Amém”.

    Beijão minha amiga!

  2. No momento ando meio caçador de religiões. Quanto menos deus no meio, melhor. Tá na hora da humanidade crescer e assumir a responsabilidade por seus atos.
    Beijos moça.

  3. Vou meter a colher de pau no doce de leite. A melhor maneira de esconder uma folha é numa árvore. Nos pensamentos se aplica a mesma regra. Estamos muito bem informados, reflexionados, e cada vez mais solitários, estilhaçados, despedaçados. Todas as ilusões se foram e ficamos sós. Cada um por si, cada um procurando ser mais forte, ou fingir-se de forte, com medo da dominação alheia, da riqueza do outro.
    Descobriu-se que, entre o nascer e o morrer nós buscamos por alguns momentos de companhia, para vencer o tédio e a solidão. Essa é a essência do ser.
    Fingir que é solidário, no mais das vezes. Mas até que essa solidariedade atinja seus interesses ou julgamentos, aí então, ela se desmorona. Pessoas como você que sentem isso acontecer, se rebelam, se indagam e se aproximam de outras que pensam o mesmo. Mas o número é decrescente, perigosamente decrescente.
    A não ser que possamos ver as coisas muito lá de cima, e para isso o Pégaso é um bom instrumento. Ops, porém ele é fruto da imaginação. Pois então, quem sabe com ela, consigamos melhorar um pouco. Criando mundos imaginários. Vamos nessa? Beijos. Muitos.

  4. Amigos… valeu, mas só posso voltar dia 18 :( Porém, faremos uma festa por aqui.
    Beijo grande. :)

  5. Meninos, creio eu que em determinado momento da vida a solidão fica a mais na gente. perde o sentido nossa tão bem conquistada auto-suficiência. Não digo que devamos todos concordar com uma verdade, porém, é necessário um raciocínio mais ousado a respeito de todas as coisas. Somos iguais quando nos vemos homens simplesmente. Luciano, não há necessidade de religião. O que se busca são respostas mais racionais e que façam sentido. Por que não, Erwin, juntar os estilhaços e fazer um balanço de tudo que vivemos. Jhônatas, estar feliz é um bom estado que é direito de todos.

  6. Acabou meu tempo… mas volto :)

  7. Beijos a todos!!!!!!! :) Bom final de semana!!!!!!

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