Conto rápido

dreamcatcher

Trágico

Era tarde demais. Sem chaves, Oneida entrou no partamento do vizinho. A porta ficava sempre aberta. Péantepé, vasculhou o armário. Pegou um cobertor e deitou ali mesmo, no chão do quarto. A cabeça rodava, a poesia arrotava. Finalmente dormiu.
Sonhou com o vizinho. Um senhor muito bom. Honesto.
Entretanto, não esperava aquilo dele.

7 Respostas para “Conto rápido”

  1. Dai!
    Ah, os senhores honestos…
    Beijos!

  2. NOTA EXPLICATIVA: esse Comentário chega com atraso porque errou o caminho e foi parar por acidente no blog do Maldito, o Estamos na Merda. Agora, em seu destino certo, lá vai:

    Amada Dai, senhora dos assuntos cults… é o seguinte: Ainda não enviei o argumento do roteiro por uma razão bastante simples: Ele precisa de um fim! Trata-se de uma série de 3 episódios e o quarto episódio está travado! Eu simplesmente não sei que fim dar à série.
    Mas prometo lhe enviar os três já existentes, até mesmo para você me ajudar a dar um final decente (ou não) à coisa.
    então vou gastar o verbo aqui, desculpa a tomada do espaço. A série chama-se Leo & Bia. Se você pensou em Oswaldo Montenegro, ponto pra você.
    Léo é um cara estremamente sarcástico e irônico, e Bia não deixa por menos. Os dois tem a personalidade fortíssima (imagine diálogos rápidos e inteligentes e vai ter uma noção do que estou tramando). Acontece que os dois são EX NAMORADOS, e o namoro não deu certo porque os dois simplesmente não se suportam. Alfinetadas e provocações, ironias e brigas são comuns aos dois. Nunca tiveram uma cena realmente romântica, sabe, macarronada no restaurante à luz de velas. Ele é escritor, ela é fotógrafa.
    Quis o destino (esse sacana) que o apartamento de Bia está interditado pela companhia de dedetização (nonsense é minha praia) e ela vai ter que passar os quatro dias na casa da única pessoa que ela conhece nessa cidade. Adivinha quem? Para desespero do pobre diabo, Bia chega de mala e cuia, com toda a intimidade que os dois já dispõem.
    A verdade é que os dois não se suportam mesmo, não batem. Ele é narcista, arrogante, mimado, cabeça dura. Ela é inteligente, irônica, e CABEÇA DURA.
    Mas no fundo, Dai, lá no fundo… os dois se amam pra caralho. Mas nem um dos dois vai dar o braço a torcer.
    Posso garantir que a cena do diálogo dos dois dividindo a mesma cama (de costas um para o outro) é hilária.
    A idéia é fazer uma observação bem humorada e inteligente sobre o relacionamento tumultuado entre duas pessoas extremamente difíceis e inteligentes. Não chega a ser uma comédia de comportamento, mas carrega ironia e sarcasmo o suficiente para arrancar gargalhadas. Ela sabe mais do que deveria sobre ele, ele entende muito mais do que seria saudável entender sobre ela, uma mulher.
    E as coisas pioram quando ela arranja um pretendente.

    Mando o argumento dos 3 episodios já escritos para seu e-mail. Daí você me responde falando o que acha, se precisa alterar alguma coisa… e se possível, ajuda no final.
    A oficina de elenco vai indo bem, e acho que encontrei a atriz irônica o suficiente para contracenar comigo. Eu acho.
    E sobre estar no Rio…
    Bom, não mais. Estive aí duas semanas atrás para tratar de alguns contatos, mas já estou de volta a minas. Essa cidade “maravilhosa” pode ser um núcleo cultural, mas faz minha gastrite doer.
    Beijo.

  3. Que bom que vc conheceu o Maldito… :)
    Vou lá no teu blog e mando por e-mail o que achei do arguemnto. É bom! mas vamos ler tudo, a base é boa. Legal!!!
    Beijo :)

  4. Marcela Ortolan Diz:

    uaw…

    nunca se espera dos outros aquilo que fazemos por nós…

    ou se espera sentado de esperança e desilusão

    um abraço

  5. Inesperado. O poeta desperdiça o tempo. Se ele o tratar com mesquinharia, poderá se tornar grande, mas será esquecido. Terá que administrar a sua fama. Poeta é aquele que coloca a palavra sangrenta no texto. Sangrenta e inesperada. Com a ajuda do Canetti, minha poetisa. Arrote. Beijos.

  6. Marcela,minha querida Maga! Uma honra vc por aqui.
    Beijo, minha querida.:)

  7. Olha, Erwin… vc me traz paz, imagino como deve ser bom seu habitat de escrever hehe
    Beijo, querido. :)

Deixar uma Resposta