Conto rápido
Trágico
Era tarde demais. Sem chaves, Oneida entrou no partamento do vizinho. A porta ficava sempre aberta. Péantepé, vasculhou o armário. Pegou um cobertor e deitou ali mesmo, no chão do quarto. A cabeça rodava, a poesia arrotava. Finalmente dormiu.
Sonhou com o vizinho. Um senhor muito bom. Honesto.
Entretanto, não esperava aquilo dele.

Outubro 15, 2009 às 4:28 am
Dai!
Ah, os senhores honestos…
Beijos!
Outubro 16, 2009 às 12:31 pm
NOTA EXPLICATIVA: esse Comentário chega com atraso porque errou o caminho e foi parar por acidente no blog do Maldito, o Estamos na Merda. Agora, em seu destino certo, lá vai:
Amada Dai, senhora dos assuntos cults… é o seguinte: Ainda não enviei o argumento do roteiro por uma razão bastante simples: Ele precisa de um fim! Trata-se de uma série de 3 episódios e o quarto episódio está travado! Eu simplesmente não sei que fim dar à série.
Mas prometo lhe enviar os três já existentes, até mesmo para você me ajudar a dar um final decente (ou não) à coisa.
então vou gastar o verbo aqui, desculpa a tomada do espaço. A série chama-se Leo & Bia. Se você pensou em Oswaldo Montenegro, ponto pra você.
Léo é um cara estremamente sarcástico e irônico, e Bia não deixa por menos. Os dois tem a personalidade fortíssima (imagine diálogos rápidos e inteligentes e vai ter uma noção do que estou tramando). Acontece que os dois são EX NAMORADOS, e o namoro não deu certo porque os dois simplesmente não se suportam. Alfinetadas e provocações, ironias e brigas são comuns aos dois. Nunca tiveram uma cena realmente romântica, sabe, macarronada no restaurante à luz de velas. Ele é escritor, ela é fotógrafa.
Quis o destino (esse sacana) que o apartamento de Bia está interditado pela companhia de dedetização (nonsense é minha praia) e ela vai ter que passar os quatro dias na casa da única pessoa que ela conhece nessa cidade. Adivinha quem? Para desespero do pobre diabo, Bia chega de mala e cuia, com toda a intimidade que os dois já dispõem.
A verdade é que os dois não se suportam mesmo, não batem. Ele é narcista, arrogante, mimado, cabeça dura. Ela é inteligente, irônica, e CABEÇA DURA.
Mas no fundo, Dai, lá no fundo… os dois se amam pra caralho. Mas nem um dos dois vai dar o braço a torcer.
Posso garantir que a cena do diálogo dos dois dividindo a mesma cama (de costas um para o outro) é hilária.
A idéia é fazer uma observação bem humorada e inteligente sobre o relacionamento tumultuado entre duas pessoas extremamente difíceis e inteligentes. Não chega a ser uma comédia de comportamento, mas carrega ironia e sarcasmo o suficiente para arrancar gargalhadas. Ela sabe mais do que deveria sobre ele, ele entende muito mais do que seria saudável entender sobre ela, uma mulher.
E as coisas pioram quando ela arranja um pretendente.
Mando o argumento dos 3 episodios já escritos para seu e-mail. Daí você me responde falando o que acha, se precisa alterar alguma coisa… e se possível, ajuda no final.
A oficina de elenco vai indo bem, e acho que encontrei a atriz irônica o suficiente para contracenar comigo. Eu acho.
E sobre estar no Rio…
Bom, não mais. Estive aí duas semanas atrás para tratar de alguns contatos, mas já estou de volta a minas. Essa cidade “maravilhosa” pode ser um núcleo cultural, mas faz minha gastrite doer.
Beijo.
Outubro 16, 2009 às 2:49 pm
Que bom que vc conheceu o Maldito…
Vou lá no teu blog e mando por e-mail o que achei do arguemnto. É bom! mas vamos ler tudo, a base é boa. Legal!!!
Beijo
Outubro 17, 2009 às 12:28 pm
uaw…
nunca se espera dos outros aquilo que fazemos por nós…
ou se espera sentado de esperança e desilusão
um abraço
Outubro 19, 2009 às 12:52 pm
Inesperado. O poeta desperdiça o tempo. Se ele o tratar com mesquinharia, poderá se tornar grande, mas será esquecido. Terá que administrar a sua fama. Poeta é aquele que coloca a palavra sangrenta no texto. Sangrenta e inesperada. Com a ajuda do Canetti, minha poetisa. Arrote. Beijos.
Outubro 19, 2009 às 6:50 pm
Marcela,minha querida Maga! Uma honra vc por aqui.
Beijo, minha querida.:)
Outubro 19, 2009 às 6:51 pm
Olha, Erwin… vc me traz paz, imagino como deve ser bom seu habitat de escrever hehe
Beijo, querido.