Antigo
Sabendo das limitações e do copo vazio longe do filtro, as pernas, à s vezes tremem de cansaço, desânimo. A sede podemos saciar, vez por outra, numa lÃmpida e genuÃna vontade de gritar.
Um grito surdo. Para muitos, desnecessário. Entretanto, agoniza de véspera, a redenção tão difÃcil. A carne resfria na chuva. Um corpo é arrastado nas curvas dinâmicas de um tufão. Maremoto. Mar é morto.
Nas dÃvidas a pagar, os evangelhos e as rugas de Metusalém, efe eme i de um Brasil soberano. Prostitutas mirins. Inferno na terra. Ou, simplesmente inferno. Acabou. A rapadura é doce, mas é dura…
Nordeste, paraÃso das meninas de dentes podres, miséria com o padre CÃcero, e o espÃrito dorme. Ronca atrás da porta do esquecimento. Resta minha alma, ó minh’alma encardida sem sabão, só bolhas de um champanhe azedo.
Tudo pode ser falsificado. As companhias de seguro e os correios. O que têm em comum?
A mulher entrou insegura e olhou os selos nos correios. Regularizar o cê pê efe e provar que ainda é viva. Mas suas pernas andam flácidas. Suas noites andam escuras. Ela está só, constata o carteiro galante.
Diz, sorrindo: Ajuda, madame? Ela ri, docemente e mente: Sim.
Dias se passam, o pagamento cai na conta. Reajusta o cinto que a grana aumentou. Comprar tinta suvinil e reformar a sala. Mais o quê? Tarde demais para um sobretudo de couro, sobretudo pelo calor que faz. Rio de janeiro. De janeiro a janeiro tem praia.
O aumento é bom. O chefe, que bonzinho. Uma arma, talvez. Com uma arma, fica mais fácil convencê-lo. O rapaz: Me convencer de quê? Ela, pefumada em flores: Fazer amor.
Ele enrubece como um rapaz do interior: Tem que casar? Ela: Temo que sim. Esqueçamos. Mas ela olha para sua igreja ao longe e se vê em um deserto. Pega o comprovante. O cê pê efe fica legal em dois dias. Até lá eu ando viva. Valeu a pena regularizar o documento.
Este é um documentário. O rapaz muda de idéia e casa. Ela muda de idéia e fica viva. Dois cê pê efes, duas escovas de dente. Amém.

Outubro 19, 2009 Ã s 1:01 pm
lua ah lua…achei-a
lua alucinada anseia
lua ah lua cheia
Pedro Xisto.
Beijos, minha poetisa. Muitos. Sempre
Outubro 19, 2009 Ã s 7:39 pm
“fraguesia” não dá. conserta pra mim? Beijossssssssss
Outubro 19, 2009 Ã s 6:47 pm
Beijos, Erwin.