O que é Índole? Livro – Kito Mello

Índole é um livro muito especial. E único. Talvez eu nunca tenha falado do meu fetiche. A saber, sempre gostei de ter livros de bons autores cariocas, mas com a significância de tê-los como amigos. Os autores. Companheiros.

Com o passar do tempo, esta prática foi sendo substituída por outras paixões. Teatro, atores, artistas plásticos, e até gente comum eu colecionei, entendendo que gente é legal. Sempre há um não-sei-quê de deslumbrante.

Todavia, amigos leitores, a minha maior paixão é literatura. E, em sendo assim, eis que me deparo com minha maior paixão. Conhecer escritores. Ter seus livros autografados. Amá-los de forma incondicional.

Kito Mello, além de ser uma pessoa ímpar, busca leveza na humanidade. É homem justo no sentido mais profundo da palavra Justiça.

Judeu ortodoxo (mudou, não sei, escritores mudam sempre), com uma trajetória de vida inusitada. Não por ser um homem que viajou pelo mundo, ou porque ficou afastado do pai praticamente toda a sua vida. Mas por ter índole e caráter de saber exatamente o que quer. A isso eu chamo nobreza.

Sensível e fraterno, tem os olhos azuis mais sinceros que já vi. Olhos que demonstram amor. Amor, aquele sentimento que vai além de poesias, ou hipocrisias. Amor pelo ser humano. Buscador de causas humanitárias, como entender o mundo das favelas, sendo ele mesmo um lord burguês, formado em três faculdades. Educação física, Administração, Autor Roteirista, Pós-graduação em Cinema. Passou de três.

Não basta, a meu ver, ser um escritor, ou seja lá qual for a profissão do homem. O importante é ser gente humana. Ser um homem que acrescenta à humanidade. Esta é a resenha de Kito Mello.

Por que eu estou falando do livro sem tê-lo lido ainda? Porque é apenas uma prévia de uma leitora que teve o privilégio de ler as primeiras páginas do manuscrito.

Agradeço a Deus pela minha sorte.

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14 comentários sobre “O que é Índole? Livro – Kito Mello

  1. Pingback: Almas bastardas e a Índole « Blog da Dai:) A Fênix que Desperta

  2. Bem,

    quanto a preocupação em tornar o roteiro em filme, isso é com a produtora, não tenho que me preocupar com isso, apenas escrevo sob demanda. O mercado é difícil, com certeza, mas eu não tenho problema com nenhuma das duas produtoras que trabalho. Tenho meu valor reconhecido, recebo pelo que faço e estou bastante satisfeito.

    O mercado literário tb não é fácil. Escrever um livro não quer dizer que já estaremos sendo lidos. O trabalho de divulgação é monstruoso e se não temos um bom contrato com uma editora que faça isso, o trabalho fica por nossa conta.

    De qualquer maneira, quem gosta de escrever deve sempre manter o contato com a escrita e correr atrás dos seus interesses.

    Abs.

    Kito

  3. Eu não desisti de ser um roteirista, eu abandonei a ideia de ser um roteirista.

    Se vc e um roteirista, vc tem q ter um diretor, ator, produtor, set, equipamento, distribuidor, editor, figurinista, capital e a lista anda, faltando um deles, seu roteiro e so papel.

    Se vc e um autor de livros, tudo que vc tem q fazer pra ser um escritor e escrever, quantos filmes vc ja viu e pensou, o livro e melhor. Ou seja, mesmo com o dinheiro, mesmo com os atores, mesmo com o diretor, mesmo com tudo isso, a soma do conjunto nao pode competir de igual pra igual com um unico ser, sentado no num lugar qualquer, escrevendo seu livro.

    Quando eu quis ser um roteirista, eu nunca entendia por que eles eram tao menosprezados pelo meio, por que o diretor sempre levava o credito. Bom hoje eu sei a resposta. Um roterista nao e um autor, e se vc nao e um autor, quem se importa.

    abs pra vc tmbm

  4. Marcelo,

    todos os autores que citei foram muito importantes para um embasamento que me preparou para a cena de batalha, quando confrontei os escritos da Torá e fui chegando a inevitável conclusão. Não houve choque, mas apenas um afastamento natural e progressivo, até que não restasse mais nada.

    Não desista do seu sonho de ser roteirista, vc é bom, talvez não tenha feito os contatos certos, talvez se vc se atualizasse com novas técnicas, perceberia que seu potencial pode encontrar um mercado consumidor.

    Eu não desisti, hj trabalho com duas produtoras. Já fiz alguns trabalhos que estão concorrendo em festivais. Terminei um longa para a Pós na PUC que está sendo trabalhado para atingir o mercado americano.

    O longa deu origem ao meu novo livro que está sendo agenciado para conquistar o mercado português e espanhol. Uma vez lançado lá fora, fica mais fácil ele entrar no mercado nacional com recomendações.

    Legal que vc se descobriu na literatura, é um campo que não abro mão de trabalhar, me realizei com o retorno que tive e estou tendo com Índole.

    Desejo sorte pra vc e tudo de bom.

    Um forte abraço.

    Kito

  5. Nossa Kito que legal, acho q depois de anos recomendando o dawkins para todos os meus amigos, vc deve ter sido o único que realmente leu o livro. A copia q dei a manu tenho certeza nunca foi aberta.

    Outra coisa legal e vc estar caminhando para literatura, uma vez que quando nos conhecemos estávamos todos indo para TV e Cinema. Eu também estou escrevendo um livro, que vou publicar online gratiz, um capitulo por més. Nem penso mais em escrever roteiros, depois q vc escreve (ou no meu caso começa) a escrever um livro, vc percebe que pra ser um autor, somente mesmo na literatura.

    abs

  6. Kito Mello, eu pensei q fosse escrever uma bíblia depois de assistir (ops!). Mas… Só uma frase descreve minha sensação: “O mundo não está perdido!”

    Beijo, querido. Parabéns!

  7. Não há “depois” Daisynha. O caminho até aqui foi árduo, mas não permite um retorno, é solitário, mas ao mesmo tempo é libertador. Todas as experiências de vida que passei, foram ensinamentos que me ajudaram a suportar muita coisa, mas era apenas um apoio. Hj encaro e resolvo meus problemas sem qualquer ajuda. É mais difícil, mas é autêntico, verdadeiro, sem máscaras ou fantasias.

    Boas festas pra vc tb.

  8. O mais importante nessa vida é acreditarmos em nós. Também não levanto bandeiras. Se há Deus, Ele sabe de todas as coisas, inclusive de nossas limitações, mas também das boas intenções. Se Ele existe, deve gostar de nós que amamos-nos uns aos outros. E Deus certamente sabe que não nos conformaríamos com afastamento. Mas sinto a mesma dor do Frankenstein…

    Beijo, amigos ex-judeus ortodoxos-atuais ateus-quem sabe depois? hehehe

    Boas festas!

  9. Obrigado por suas palavras, Daisy. Fiquei bastante emocionado. Espero que goste do livro. Ah! Não sou mais judeu ortodoxo, aliás, que bom que o Marcelo postou, devo a ele meu interesse por Richard Dawkins, Christopher Hitchens e outros ateus declarados, e, depois de voltar a Israel, confrontei tudo o que já sabia sobre a religião judaica e o que acabava de descobrir. O resultado foi um afastamento natural da religião, até minha libertação final. Hj, sou um ateu convicto. Não levanto bandeiras, continuo com os meus valores morais e éticos e não desisti do ser-humano, mas agora posso ajudá-lo sem nenhum muro que nos separe.

    Bjs.

    Kito Mello

  10. Marcelo, meu lindo, eu vou ler ainda hehe . Editei aqui, sorry. Meu computador tá uma merda.
    Beijão, caro amigo pra sempre! :)

  11. Adorei a capa :) So acho q quando for falar de um livro, seria legal contar um pouco sobre o livro, fiquei curioso.

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