Archive for the mini-contos Category

Numerologia

Posted in mini-contos on Junho 4, 2008 by Daisy

Dia desses o Zé Roela ganhou na loteria. Não muito, mas pagou dívidas, comprou casa.

Viajou e colecionou algumas namoradas.

Zézinho gastou todo dinheiro e vendeu a casa para as dívidas pagar.

Um, dois, três filhos que nasceram, três chifres e três processos.

Agora Zé Roela descansa em paz; e na terceira cachaça desmaia sobre a nota de três reais.

 

Osso duro

Posted in mini-contos on Junho 4, 2008 by Daisy

O cachorro latiu depois de molhar a perna dele.

Bêbado deprimente, a mulher de camisola esperando o bom marido.

De novo dorme no jardim. O amante demora mais que de costume e a garrafa tá vazia.

No céu uma única estrela o observa e mesmo assim só para rir.

Lá vem o cachorro de novo…

Decepção

Posted in mini-contos on Maio 30, 2008 by Daisy

Cora era envergonhada. Criança estúpida, não falava com ninguém. Anti-social, o fiasco de filha única.

Menina estranha, óculos grossos, pernas finas.

Cora cresceu, foi à faculdade e ainda balbuciando casou-se com Pícaro.

Mas o circo pegou fogo e Cora virou Mulher Barbada.

mulhé

Posted in mini-contos on Maio 24, 2008 by Daisy

Maria Ângela’s picture

 

Acompanhe a saga Vingança ou Justiça?  e participe interagindo com os autores nesta discussão.

 

 

Foi assim mais uma vez se foi.

Mas paraíba

 Tu foi andar por onde, homem de Deus?

Fui pegar mulher na cidade grande!

E pegou mulhé bonita foi?

Que nada, voltei com dor no coração.

Pior que onça, melhor ficar aqui,

Fera danada de bonita e má da peste!

Mas não era boa a tal mulhé?

E desde quando tem que dá felicidade?

Agora sei, é tudo do demo!

Baby, baby

Posted in mini-contos with tags on Maio 14, 2008 by Daisy

O pastor se apaixonara. E agora? Deus ou diabo?
Mas aquela ovelha de largas ancas, boca carnuda… blasfema, minha puta.

Faz de mim o lobo pervertido.

 Não importa se inferno ou céu.
Quero morrer em teus braços, neguinha.

 

Marmelada

Posted in mini-contos on Maio 14, 2008 by Daisy


O celular tocou e combinaram de se encontrar na rodoviária do Rio de Janeiro como se fosse em Veneza. Era verão e beberam até chegar o Carnaval.

Ao amanhecer, olharam-se sem suas fantasias da festa-sodomia.

Um deles puxou o choro como quem chama o bloco pras ruas. O outro, a mulher fatal, sem maquiagem, desmaiou, grávida de incertezas.

 Correu ela para a rodoviária como se fosse o aeroporto e comprou o último bilhete. Adeus.

Renovação

Posted in mini-contos on Maio 5, 2008 by Daisy

Depois do divórcio, Roberta ficara desolada. Não dormia e não mais sentia vontade de comer.
Adoecera e acabou internada com quadro assustador. Perda de peso e depressão.
O jovem enfermeiro cuidava dela com carinho e amor.
O casamento aconteceu dois meses depois.

Susto

Posted in mini-contos on Maio 5, 2008 by Daisy

Quando ele abriu a porta de casa notou imediatamente que tudo fora revirado. Gotas de sangue manchavam o tapete da sala. No chão um bilhete que leu com mãos trêmulas: ’seu gato cortou-se no aquário. Meu peixe morreu e eu fui embora.’

Sexo só

Posted in mini-contos on Maio 5, 2008 by Daisy

Tiraram a roupa e foram para a cama em silêncio absoluto. Duas horas depois saíram do motel, cada um para um lado.
No dia seguinte o telefone dela tinha outro número e nunca mais se viram.

Perdeu!

Posted in mini-contos on Maio 5, 2008 by Daisy

Valdo levantou cedo naquele dia. Disposto a tudo para encontrar um grande amor, invadiu a vida de Daiane, esculhambando as coisas. Desastrosamente apaixonada, a mulher despediu-se de Valdo sem nada entender.