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Coisas

Posted in Uncategorized with tags , on Março 27, 2009 by Daisy

briga2

 

 

 

Certas coisas andam sozinhas, principalmente quando desistimos de procurar sentido em tudo. Sem sentido, fica-se olhando navios, e vários deles são mesmo piratas, você pode ser roubado. Mas eu não preciso de explicações, não há regras para um mundo onde insistimos no amor. Já era para a humanidade saber que o amor é mais que um sentimento: deveria ser um estado inteligente de organização social. Parece triste, mas há necessidade de pensar a respeito desse nobre e ordinário sentir.

Amores acabam quando vêm problemas; sejam financeiros, ideológicos, religiosos, ou mesmo quando simplesmente a gente enjoa da cara do parceiro. Que grosseria. Mas enfim… gente é assim mesmo. Só é bom o amor quando tudo está perfeito, cada coisa no seu lugar, cada membro perfeitamente encaixado na hora de dormir. Bons sonhos, sonos perfeitos. Até…

O tão glorificado amor acordar antes de nós e partir. Assim, sem maiores explicações. Lá se vai o mito mentiroso, o culpado de tudo. Haja saco para guardar as lembranças, os bons momentos. Fernando Pessoa já o achava ridículo. Não digo novidade. O novo mesmo é saber-nos comédia porque invariavelmente, ainda que conhecendo as artimanhas desse sentimento, lá vamos nós, de novo dramatizar a vida, e tentar nos desvencilhar da solidão. Esta sim, fidedigna parceira, necessária ao ser humano. Pois somente sozinhos achamos soluções para nossas eternas indagações.

Não obstante, andar a sós prejudica na hora do sexo, este que praticado por apenas um, faz tudo parecer cruel. Podemos viver sem esta sensação, o sexo. Entretanto, soa pouco natural, já que ele existe deve ser praticado. Mas sem amor (!) não tem graça. Vejam ai, sempre o amor. Rendo-me, ô coisa!, eu preciso amar, sou estúpida. Preciso de amor como a flor precisa do sol, e o detento da liberdade. Dependo dele como fosse a droga de minha vida. Sou ridícula assumida, Fernandinho.

Segunda-feira, segunda rápida

Posted in Uncategorized on Março 23, 2009 by Daisy

praiaAcordei dando bom dia Vietnã. O pão estava ruim, o suco aguado, o Guaravita sem gosto e sem açúcar. Andei até a janela e dei de cara com um céu carioca nublado. Troquei de roupa e fui andar pelas ruas, pela praia, por mim e pelo mundo. Olhei o jornal de sempre e pensei nas criancinhas, os simpáticos pequeninos da mídia sem misericórdia. Crimes e castigos, juízes sem padrão ainda de roupão escolhem suas propinas propícias.

Deu vontade de cantar, apesar de tudo e todos. Ontem levei um tombo, mas sorri, vi o pecado e sorri. Fui até pedida em casamento. Sorry. Buscando peixes no mar, olhei marcas na areia. Pés se arrastando, alguém namorara na madrugada, a borracha mo disse. Ainda há namorados românticos e eu enjoei só de pensar.

Arrumei minha casa e tirei o pó, da casa e de minha cara. Usei meu batom novo e gostei. Droga, ainda não larguei o cigarro, mas livrei-me da tosse. Canto e faço poesias, visto um jeans e vou à luta. Sou magra agora e gosto do que vejo no espelho. Ou melhor, do que posso ver, já que escondemos tantas coisas de nós mesmos. Acreditamos em nossas mentiras e elas tornam-se verdades absolutas. C’est la vie.

Olhei para a pedra romântica e tentei contar quanto tempo fazia que eu não namorava lá em riba. Às vezes é chato ser carioca, esta praia está me irritando hoje. Sem sol, ou beijo. Estou sem fome. Aquele pão tava cru.

Joguei livros fora e queimei DVDs. Queimei a língua ao beijar minhas blasfêmeas. Vou filmar minha alma: drama ou comédia? Há que ser decidido. Falarei com o editor de imagens. Sem cores. Só o jeans é azul.

Vontade de ir à Santa Teresa, andar no bondinho da solidão e lá de cima levantar vôo. Mas sozinha, melhor entrar na padaria e pedir um café sem açúcar. Cazuza de novo? Eu não louvarei os mortos. Prefiro fazer silêncio na Capela Sistina. Talvez observar uma obra de arte. Ou fazê-la. Pousarei para o meu inimigo? Nua? Não, faz frio hoje. Fico no café.

Minha alma anda rebelde e imagino que ela reluta em prostrar-se, a carne treme, parece dominar-me, ai de mim. É que esse jeans, sei não. Sinto medo de me apaixonar, são falsos os controles quando se tem saudades. A carne não aceita orar e nem ficar solteira. Chã de dentro, músculos indecentes. Ai de mim.

Ouço um absurdo silêncio nas janelas de mim. Isso me assusta, vem algo pelaí, ou estarei louca? Nenhuma gaivota me faz companhia, homens emburrados passam, e mulheres sem seus maridos desejam o próximo, que triste. Armadilha de um senhor destino que nunca amou, não sabe o que faz. Mas quem sabe?

Errar é humano. Pedófilos o atestam nos jornais. As criancinhas de Jesus gemem esperando a promessa. A carne é fraca, o doente tem cura? Ai das criancinhas. Sê conosco, socorro.

Derramei o café, distraída com esses homens infiéis, essas moças cruéis. Estou enjoada, vomitarei essas digressões e cantarei uma canção que eu fiz. Lá-rá-rí eu me perdi de você. Ano que vem esqueço e recomeço, afinal amar é preciso. Tomar banho sozinha é monótono. Quem pega o sabonete Nívea?

Quero escrever crônicas. Irônicas crônicas, somos comédias. Eu já fui patética até. Quero escrever qualquer coisa que me tire a solidão. Roteiro ou lista de compras. Tá valendo tudo. Quero ser feliz.

erros de mim

Posted in Uncategorized on Junho 17, 2008 by Daisy

livre como voar em tantos braços

eu sou nítida como foto digital

perversa como o verão que despede-se

 andorinha dormente alucinada

assim eu vou em troça buscar em teu alento

fogo de queimar a paz que não te dei

desta forma remexo meus escritos

e escrevo menos devido enfermo manuscrito

boca aberta passo torto endividado… vê o vazio?!

por que corri pro lado errado


e confundi um mau reflexo

nos estilhaços do vidro

da minha paixão?

provável e científico desprazer

aquela estranha despedida que vai

vai e volta pros meus braços

e jamais acaba e tampouco sacia

haja verão e linha pra andorinha

e os fios trucidam esta mão que ao escrever

descreve tanta mentira e imaginação

do que não existe…

[ou há?]

Livros

Posted in livros on Junho 8, 2008 by Daisy

Psicologia Revolucionária, de Samael Aun Weor. Um tesouro que estou devorando.

Doutor Samel Aun Weor é  fundador da atual Antropologia Gnóstica.

É um livro de grande valor para nós contemporâneos, pois nele sentimos a força de um filósofo que nos empresta as ferramentas emocionais e até espirituais para transcendermos este caótico mundo atual.

Trechos do livro

” Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Para que vivemos? Por que vivemos?…

Inquestionavelmente, o pobre ‘Animal Intelectual’, equivocadamente chamado homem, não só não sabe, como, nem sequer sabe que não sabe…”

“A Essência que cada um de nós leva em seu interior, vem do alto, do Céu, das Estrelas…

Inquestionavelmente, a Essência maravilhosa provém da nota ‘Lá’ (A Via Láctea, a Galáxia na qual vivemos).”

“O Mamífero Racional, equivocadamente chamado homem, realmente não possui uma individualidade definida.

Inquestionavelmente, esta falta de unidade psicológica no hunanóide é a causa de tantas dificuldades e amarguras.”

Num momento em que caminhamos perigosamente para a morada do culto ao materialismo, acredito ser interessante para nós blogueiros mergulharmos em Samel Aun Weor, este antropólogo investigador de rara capacidade que analisa todas as culturas e seus mistérios: Maia, Asteca, Inca, Tibetana, Hindu, Grega, Romana, Druídica, etc…

Experimentar a realidade do Cosmos  e o Conhecimento Universal é a única saída para entendermos definitivamente que não somos, enquanto homens (humanóides), um ser individual.

A unidade é a única saída para este momento de involução e materialismo.

Numerologia

Posted in mini-contos on Junho 4, 2008 by Daisy

Dia desses o Zé Roela ganhou na loteria. Não muito, mas pagou dívidas, comprou casa.

Viajou e colecionou algumas namoradas.

Zézinho gastou todo dinheiro e vendeu a casa para as dívidas pagar.

Um, dois, três filhos que nasceram, três chifres e três processos.

Agora Zé Roela descansa em paz; e na terceira cachaça desmaia sobre a nota de três reais.

 

Espíritos

Posted in Luz e escuridão, Uncategorized on Maio 30, 2008 by Daisy

Imagina tua alma transcendente

 A voar pelas estradas…

Ok, pense então que teus sentimentos

 São como a velocidade e

Que as estradas o fazem derrapar;

As estradas são as vezes

Que alguém te esmurrou

Mas desviando percebes que o tempo passa

Os carros mudam de aerodinâmica e cor,

Porém teu espírito, este é uma criança

Querendo colorir a vida, pois

Entre uma derrapada e outra

O abismo é apenas uma gangorra

No playground da eterna infância.

Abra seu coração…

Posted in Uncategorized on Maio 25, 2008 by Daisy

 

 Quero ser uma pessoa melhor a cada passo; quero sorrir com os amigos e poder escrever sempre que minhas mãos ajudarem-me. E ainda que elas falhem algum dia, estará na lembrança cada momento que compartilho com vocês.

Bom domingo!