Quem é o meu leitor…? :)

Eu sempre escrevi pra mim… Suponho ter esta “habilidade” desde há muito, sempre me reconheci escrevendo algo, rabiscos, porcarias, lixos e lindas citações. Sempre analisei eu mesma o discernimento intelectual de minhas palavras para que não parecesse uma profeta desajustada a jorrar em forma de palavras minhas pretensas frustrações.

Sempre caminhei sozinha a buscar nos livros as minhas respostas sobre a minha talvez estúpida crença em minha escrita, como fosse algo que eu pudesse dividir com outras gentes. E quanto mais vagava entre as infinitas páginas dos livros, mais me convencia com o lápis entre os dentes que esta minha compulsiva atividade de escrever teria que ter um freio ou não mais teria aos menos a sanidade de filtrar os legíveis.

Mas eu sempre escrevi pra mim, nada pode ser mais tranquilizante do que eu, somente eu a ler as lavas que escorrem pelo canto de minha boca feito e em forma de palavras, essas que vou despejando, com medo de ser acompanhada por ouvintes a rirem de minha loucura e eis que esta mesma loucura constrange aos incautos que nada sabem de mim, por isso escrevo pra mim!

E era nas simplórias árvores do meu quintal onde comecei a colher alguns pequenos frutos de sabedoria, na vasta biblioteca do meu avô que era assinante de editora oriental, que entre um abacate e outro, eu me lambusava de Lobsang Rampa, Castro Alves e “Revista do Pensamento Oriental”.

Fui moleca como deveria mesmo ser, mas jamais me negava a oportunidade de conversar com alguém mais sábio e na escola fiz questão de escrever em forma de roteiro um simples trabalho de Português… Mas minhas idiossincrasias e as minhas visões do que sejam a vida e o desajustado homem só a mim interessam, por isso escrevo ou tento escrever palavras que possam ser lidas, caso contrário seria de fato um ser enlouquecido coabitando com o nada!

Mas sempre escrevi pra mim, por isso nest Blog tão bacana, eu me peguei pensando que pela primeira vez em minha tão descalculada vida eu tenho possibilidade de ter leitores, mas devo prevení-lo, a você provável e sistemático leitor do Blog, que nada poderá esperar da autora que as suas já conhecidas palavras de contradição e questionamentos a respeito da besta fera humana que somos. )

Vez por outra fico branda e falo de poesia e antropologia de forma lírica, mas não esperem de mim qualquer mechandising elaboral e técnico para atraí-los à mim. Sou tão somente Daisy Carvalho, que tenho essa oportunidade de escrever para talvez algumas pessoas. E embora minhas palavras possam parecer ásperas, não se preocupem, nada tem a ver com vocês que muito eu amo, mas com os espinhos de vivências adquiridos nas estreitas ruas da filosofia e das amargas experiências humanas.

E no final das contas percebo minha própria evolução na busca do meu próprio elo, uma nova visão de comportamento, relacionamento mais atraente que o sexual, a minha cumplicidade com meu futuro leitor!

Tenho certeza de que pra mim é o começo de agradável experiência de comunicação. Sejam bem vindos e os bem vindos serão amados pela autora do Blog da Dai! ;)

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Descrença

 Pobre homem solitário…

Alguns homens se julgam auto-suficientes, o que de cara já faz-me rir. Tem gente que realmente acredita ter poder para cuidar de si e de tudo que há ao seu redor. Pobre homem sem talento e fé. Penso que até para prescindir do Deus lá, é preciso estar atento às armadilhas. Um homem sem fé não deve:

– amar

– sofrer

– odiar

– desejar

– sonhar

– nem mentir…

São atividades de ser humano normal, que sabe que depois de tudo que foi feito ou pensado, ele tem dentro de si uma alma para lhe fazer companhia. Um tal silêncio companheiro, que mesmo que não seja de nenhum deus, é com certeza de algo acima de nossa compreensão…

Este homem sem fé, ao se julgar sabedor e mantenedor de tudo, “peca” em vários aspectos, comete erros primários, como se deixar desvendar aos olhos alheios, o que é muito incoveniente para quem é dono da situação.

Os homens auto-suficientes se esquecem que não estão sozinhios nesse mundo e que sempre haverá de precisar nem que seja de uma flor desabrochando em seu jardim, porque me parece que seria muito triste um jardim sem flores. Essas flores podem ser a companheira, o companheiro, um amor qualquer, nem que seja passageiro, nem que seja de mentira, nem que nem seja…

Mas é preciso que os homens auto-suficientes se recolham a seu silêncio -e deve ter bastante silêncio em sua cabeça-,  e olhar eventualmente para o lado e notar que existe alguém muito a fim de querer participar desse seu mundo “fechado” e deve saber que é muito bom ter companhia de vez em quando e nem precisa ser a de Deus necessariamente… )

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