Motos e crimes

Praia e favela - Rio de Janeiro

Engraçado como o tempo passa e as coisas vão mudando, principalmente em paises onde reina a… impunidade? Não! Isso já é mesmo vergonha crônica do brasileiro. Falo de mudanças sutis, que vão aparecendo, estragando mais ainda a sociedade, os costumes e a família como organização social. Falo do absurdo e muito bem organizado Negócio do Tráfico!

Aqui pelo Rio de Janeiro tá tudo bem, continua o velho acerto: ninguém se mete com ninguém, olhos alucinados e vistas grossas do governo em eterno transe.

Mas o assunto era sobre “novidades” existenciais de bandidos pobres e dos elegantes engravatados.

De algum tempo pra cá notei que a informalidade criou um novo meio de subsistência, uma forma de ganhar um dinheirinho extra, enfim, assim como camelôs que vão do Leblon à Copacabana e que deixaram por um tempo o centro de minha cidade uma zona de guerra entre a prefeitura com seus guardas municipais de um lado e os camelôs dublés de traficantes de outro. Mas acabou, nosso prefeito é megalômano e não gosta muito de pobres, inda mais espalhados por essa linda cidade histórica. Menos mal no quesito “tráfico urbano”.

Mas a nova e lamentável modalidade de arrasar com famílias e jovens cariocas é a seguinte: o garoto compra uma moto, se instala em um pseudo ponto de “moto-táxis” e espera tranquila e iludidamente o dinheiro aparecer, quando um orelhão toca e é geralmente um “cliente” pedindo a droga. O menino (tem até de 15 anos!) vai à favela mais próxima (gringo acha bonito as favelas cariocas, mas é por causa de droga e prostituição), ele compra a droga e leva na casa do cliente. Negócio lucrativo, “fácil”. Como são jovens, a maioria de classe mediana, família estruturada, acham que passam despercebidos. Foi o que disse sobre “vistas grossas”.

Nada tenho contra esses meninos, evidentemente, mas uma agulha entrou  em minha espinha crítica quando soube outro dia que o Diego de 22 anos, praticamente meu vizinho, desaparecera, só encontraram sua moto, nova em folha, zero, à venda em uma dessas inúmeras favelas cariocas…

Dizem que foi a “Mineira”, mas este já é outro assunto. =/

Ironicamente o apelido do Diego era “Jovem”

Jovem que ia e vinha  buscando a vida mais bonita

Jovem que ainda tinha esperança e inocência em sua moto

Jovem que arriscava sua pele no trânsito com pressa de chegar

Jovem que ria com a namorada, dinheiro no bolso

Jovem meu jovem que não mais verei em sua moto

jovem com a cara no jornal e o corpo sumido

Jovem de sorriso tão lindo em baixo da terra

e agora onde estará

O Jovem que enfeitava minha cidade com sua beleza…

E seus olhos sorridentes e os dentes tão brancos… (

MAS O RIO CONTINUA LINDO… ISSO VAI PASSAR.

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