A verdadeira paixão – eterno Carlitos (agora com Kito Mello)

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A pergunta que te faço, moça que escreve e faz roteiros,

Scripts de humor, tragédia, infantis e amor,

Não fiques triste com o que te falarei,

Não creias que não seja eu o teu amigo porque sou!

Como eu não seria visto que tu me amas além

Das estrelas e das luzes da ribalta…

Não penses que não vejo tuas lágrimas e tua raiva quando não

Terminas um roteiro,

E quando tua câmera de segunda mão se escangalha,

Quando fatos inferiores a ti  distraem a atenção

Da tua verdadeira paixão…

Não suponha que eu não esteja ao teu lado no Documentário,

Nas escaletas, nos tratamentos finais…

Sei até quando tua inspiração te rouba e a leva

Para lugares que não existem,

Para sentimentos menores que você, que te usufruem

A sensibilidade de tua lente e de teu escrever incessante,

Da tua sinopse…

Veja o que passei, tu sabes a minha história

De cor, de salteado, de trás pra frente!

E olha que eu também esqueci de mim muitas vezes

Em nome de um amor inventado, de um argumento forjado

Recortado em páginas de artigos…

Eu também fui triste e quis mudar o mundo

Eu igualmente sonhei com um grande filme

Eu também compus músicas,

Fui garoto, homem e animal, fui flores e vendaval.

Mas não fui corajoso suficiente e desisti de amar,

Desisti de ser qualquer coisa que me afastasse

De minha definitiva paixão:

As telas coloridas de preto e branco, de som e silêncio.

Por isso, moça que não pára de rir

nem diante da morte, do drama, da trágica chuva,

Que não desiste da arte, dos homens, do patrocício,

Que coleciona amigos que te amam

E  fãs que a perseguem pelas vias da publicidade,

Pelos canteiros com tripés, pelas curvas da próxima cena…

Ouça o que te digo em pensamento,

Em imagens fantasmagóricas e dinamizadas de teu sonho:

Transforma tua vida em fita longa e procura

Em cada um olhar aquele que melhor focar

Na tua lente,

E fotografe teu talento em qualquer rolo que tiveres

Mas não deixes  jamais de caminhar

E cantar na chuva.

Presta atenção:

Os melhores filmes começam assim,

Lentos, pausados…

Para que sobre tempo de enquadrar a imagem que levarás

Para sempre.

E na hora do cafezinho, do teu intervalo vital

Olha para o lado

Quem sabe não é este o teu ator

Aquele que procuras para o filme de tua vida?

E que não sejas mais um personagem transtornado

Como este aí em cima…

Não te assustes, é um sonho, tu já vais acordar!

Está na hora de levantar

E continuar a tua luta…

Mas esqueças a pergunta, eu já tenho resposta.

Só não te esqueças do roteiro final,

Está na primeira gaveta de tua cômoda

E tire esta última cena, é inútil

Estragaria  o fim da película…

(Para Kito Mello – Roteirista)

CONVIDO, HONROSAMENTE, MEUS QUERIDOS LEITORES A LEREM O PARECER DO ROTEIRISTA KITO MELLO, NOSSO ‘PINGUIN DO ÁRTICO’, E DELICIEM-SE COM O QUE ESTE GENIAL ARTISTA PENSA DESTE STATUS QUO E QUAIS SUAS POSIÇÕES (CORAJOSAS E DEFINITIVAS) EM RELAÇÃO A MUDANÇAS NESTA ARTE. E O MELHOR DE TUDO É QUE EU SEI QUE ELE, E MAIS ALGUNS, INICIAM UMA NOVA ORDEM MUNDIAL.

OBRIGADA, PINGUIM!

CONVIDO ESPECIALMENTE O GRANDE AMIGO LITERATO ALEXANDRE KOVACS.

http://mundodek.blogspot.com/

E O ESCRITOR DE CONTOS EM ESTILO ÚNICO JEFFERSON MALESKI, A CONHECER O PRUDUTOR ROTEIRISTA. (UNCLE PHILOMENO)

http://www.jefferson.blog.br/

O preconceito de Lolita pela lente underground

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EU TERIA A CADA SEMANA UM MENINO PARA AMAR…”

 LEGADO AOS PEQUENOS PRÍNCIPES

Se eu fosse uma deusa, ou mesmo semideusa,

Decretaria na Terra o fim do Preconceito.

Não haveria um mortal vivo que praticasse tal crime;

O amor seria pleno e sexo inerente e livre total.

E quem quer que fosse violasse minhas leis seria punido

Com seu órgão genital amputado e sua língua queimada

Para que jamais voltasse a proferir e disseminar o mal.

Lolitas e Humberts não seriam ficção

E todos amariam seus amantes como assim o foi

Na Grécia Antiga!

Meninos e meninas e Renato Russo, Oscar Wilde, Allan Poe

Cazuza, Lauro Corona e Marlene Dietriche

Não teriam sucumbido às más e fétidas línguas da humanidade

Assim como não seria ferida a garotinha Cássia Eller

Pelas sinistras e amargas obscuras profecias

Em êxtase agonizante  dos que procuram a luz

Nas lanternas dos afogados, no desespero das Escrituras…

Mulheres amariam meninos e homens sairiam

das páginas de Nabokov

Para honra e glória minhas.

Haveria festas em meu castelo e os Senhor dos Anéis

Meu convidado principal.

Krshna homem e mulher, e pederastas de um reino longínquo

Trariam os deuses gregos de volta,

Zeus copularia com Lolitas

E Pequenos Príncipes com Rainhas Mães.

Meu reino seria perfeito de amor e liberdade,

Eu teria a cada semana um menino para amar…

E entre vinhos e poesias sânscritas

entregaria meu cálice envenenado

Ao carrasco que a mim atrevera-se   trair

Levando acorrentado

Meu príncipe oriental,

O último a chegar em meu reino.

Toma pra ti, menino dos olhos puxados

Minha nova lei e dinastia;

Segura em tuas mãos meu brasão encandescente

Que a rainha não é má e nem a tua mãe.

Aqui poderás ficar para sempre

Porque em meu reino, além de não existir o Preconceito

O amor eterniza minha carne,

Enquanto os cavaleiros viris tomam conta

De mim…

Niltinho, Saquarema e a Igreja Universal

Recebi uma visita inusitada esta semana: Niltinho! Ele mesmo, de novo. Não nos víamos há uns três ou quatro anos. Como sua família mora no Flamengo, eis que ele resolve aparecer aqui no Rio.

Mas desta vez não há nada muito engraçado para contar. Sei lá, depende do ponto de vista. Pode até ser cômico mas tenho minhas dúvidas se não seria trágico: Niltinho está na Igreja Universal!

Eu também fiquei chocada quando ele chegou em minha casa com uma cara pálida, sem bronze e olhos limpinhos. Sem óculos escuros!

Ele me abraçou saudoso e foi logo dizendo:

_ Estou bonitão, né Daisynha?

Bem… de fato sua aparência era a de um ‘obreiro’ com calça jeans (nunca o vira de calça), camisa social, tênis (só o via descalço), mas não saberia dizer se estava mais ou menos bonito pelo simples fato de eu estar diante de uma outra pessoa!

_ Você está… diferente, Niltinho!…

_ Sou de Jesus agora, na boa! Esta é minha onda. Não fumo mais maconha e nem fico de bobeira pegando onda e pescando peixe pra trocar pela erva.

_ Nossa!

_ É, minha filha, Deus é maravilhoso! Está fazendo uma puta obra em minha vida… e você sabe que fazer qualquer modificação em minha vida demanda talento e perseverança, né?

_ Mas (atordoada), quando isso  começou, cara?

Niltindo se empertiga e saca de sua mochila uma… Bíblia! Eu quase não acredito quando ele começa a cantar a pedra dos Salmos pra mim:

_ “Ele converteu rios em desertos, e mananciais em terra seca;…”

Eu, ouvindo a Palavra em plena sexta-feira:

_ Nossa!

_ Tu já imaginou se o Homem resolve secar o meu marzão?

_ Xiii…

_ Vai vendo, vai vendo!… Que estranho abrir logo nesta parte! – coçando o queixo

Noto que o rosto de Niltinho se contorce em franca angústia existencial. Ele guarda sua Bíblia na mochila e sorri. E eu já conheço bem aquele sorriso:

_ Cara, tu já imaginou EU sem pegar onda? Sem pescar meu peixe?

_ Mas se não está pegando onda, tá branquinho igual leite hehe.

_ É, dei um tempo da vagabundagem… Mas sei que a hora que quiser ela tá lá, minha praia de Saquarema, me esperando…

Niltinho estava mesmo transtornado. Eu, esfregando as mãos nervosa já, tento consolá-lo:

_ Mas… olha só: nada o impede de dar um mergulho, né? E pegar sua onda… Pode levar minha prancha que nem to usando, depois, se quiser eu compro uma.

Niltinho estava mesmo abatido:

_ Só tem um problema: como vou pegar minha onda sem uma ‘onda’?

_ Ai, ai… isso eu não posso resolver, cê que sabe…

_ Vamos à praia então, parceira?

_ Sim, aqui no Recreio mesmo, o mar tá legal.

Mas Niltinho queria ir para o Arpoador matar a saudade dos tempos em que se batiam palmas para o pôr do sol todas as tardes.

Fomos então para lá, mas na hora do esperado pôr do sol, o tempo fechou. Niltinho ficou em pânico, pensando na passagem da Bíblia. Voltou para Saquarema muito arrasado.

Isso foi na sexta-feira. Hoje ele me liga feliz da vida dizendo ter resolvido seus problemas:

_ Alô, Daisynha! Tó queimadaço de sol! Que final de semana! Peguei trocentas ondas hehehe!

Como sempre eu pergunto inocentemente e atenciosa:

_ O pastor deixou, foi?

_ Nada!

_ Então…

_ Fumei um dos grandes e conversei com Ele. Tu não vai acreditar: ouvi sua voz dizendo “Vá, meu filho, pega tuas ondas e fique na paz. É tudo natureza, eu que fiz…”

Desliguei o telefone pensando que meu amigo tinha lá suas razões hehe.

Essas estórias de Niltinho parecem invenção, mas não são. No próximo post publicarei sua foto!

Olha o que este maluco já aprontou comigo:

http://dai.lendo.org/mais-uma-do-niltinho-meu-salvador/

Vamos?

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Eu vou pegar a estrada e buscar você onde estiver!

Vá preparando tua mochila e teu futuro.

Esquece tudo que viveu até agora porque vou aí te apanhar

com a boca na botija, com a boca pra um beijo

com pressa de viver – ensina-me a viver!

Não junte muita coisa, não carregue nada

que não haverá de precisar – apenas coisas simples

como teu amor e tua arte de escrever

e escreveremos a quatro mãos poemas nossos

de amor e sexo. Terror e êxtase.

Não precisa cobertor – eu cubro você

Não precisa alimentos – eu mato tua fome

e bebo tua sede em beijos loucos e línguas inquietas

que se confundem com amor com medo com febre…

Hei de te abocanhar na próxima curva desta estrada!

Então, meu nego, te arruma rápido, despede da tua mãe

e diz que não sabe se volta, se morre ou cai

no precípício do meu insano amor!

Vou encher o tanque de combustível azul

e fazer a revisão de meu tempo perdido em preto e branco…

Então, garoto mau, te prepara porque vou te apanhar

e visitaremos cidades e inventaremos outras nossas.

Seremos rei e rainha da liberdade,

acamparemos em matos e filmaremos nossa alegria

e a poesia e angústia, o  frio e o medo.

Mas nesta viagem seremos só nós dois

desbravando as curvas sinuosas e os penhascos mais altos…

Pra depois desfalecermos com a nossa vida resolvida

em películas e segredos.

Portanto, te prepara, porque eu vou te apanhar!

Bom final de semana só com sol e Cazuza

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 BRASIL TV

Aqui nesta esquina do Brasil
Eu te peço um pouco de mingau
Mingau de amendoim com nata
Eu sou romântico nato
Feito foda de gato
Balanço de barco num mar
Bem morno, um transtorno de par
Te amei meloso demais

Aqui nesta quina de loto
Eu te peço um pouco de sonho
Ficaremos milionários medonhos
Por sorte um palácio, um canto
Pra quem foi premiado
Geladeira, fogão e impasse
Teremos sorteios doces
Te encontrei por acaso

Preciso rápido de um caso
Pra sempre por sinal um vaso
Cheio de flores escolhidas
Cheio de terra e de vida
Sinais pra sempre, cicatriz
Guerrilheiros de hortelã
Na porta do meu carro
Eu não tenho culpa.

(Fui uma das poucas pessoas que beberam uísque em seu copo sem medo de porra nenhuma)

Mais uma cena de cinema

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Ele _ Você costuma vir sempre aqui?

Ela _ Onde, exatamente? Assistir ao por do sol?

Ele _ Também…

Ela _ Não entendo…

Ele _ Tem por costume entrar na vida de um homem e não fazê-lo feliz?

Ela _ Nem percebi.

Ele _ Mas avisei. Dei-lhe chances…

Ela _ Mas eu não precisava de chances. Não tive o que buscava.

Ele _ E buscava o quê?

Ela _ Um segundo de descanso.

Ele _ Pareceu uma eternidade. Ao menos para mim.

Ela _ E é uma eternidade. Está sendo. Até que eu…

Ele _ Gosta de falar sozinha, não é?

Ela _ Sempre foi assim. Por isto estou sempre aqui neste lugar. Se me faz companhia hoje deve ficar em silêncio até que o sol se ponha.

Ele _ E depois? E depois do por do sol?

Ela _ Será noite sem estrelas. Ouviremos quietos o bombardeio das almas. Sentiremos quão inválida é a vida em torno de nós.

Ele _ Você diz cada coisa estranha.

Ela _ Eu não digo ‘coisa estranha’. Eu sinto coisas estranhas. Basta olhar em volta.

Ele _ Tens uma peculiar forma de fugir da vida. De inventar ou reinventar realidades. Precisa repensar como tratar as pessoas que estão próximas de você.

Ela _ Esta é a questão: Não sinto ninguém suficientemente próximo de mim. Sinto-me só.

Ele _ Seu interior deve estar escuro…

Ela _ Por isso venho ao por do sol… apesar de ser quase escuro também. É o máximo que consigo.

Ele _ Por que não reavalia seus pensamentos? Por que não procura alguém que de fato a faça feliz?

Ela _ E o que acha que fiz a vida toda?

Ele _ Você tem problemas, garota…

Ela _ Ainda bem. Caso contrário não perceberia o antagonismo vital que me cerca. Para uns serem alegres, outros têm que sofrer.

Ele _ Já vai anoitecer.

Ela _ Eu sei. Sempre acontece. Sempre anoitece…

Ele _ Vou nessa… passar bem.

Ela _ Quando volta aqui?

Ele _ Talvez nunca mais. Meu futuro é incerto.

Ela _ Aí está minha chance. Nas incertezas algo pode acontecer.

Ele _ Não creio.

Ela _ Eu creio.

Ele _ Já vou. Adeus.

Ela _ …

Destino

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Às vezes é cruel estar por aqui

em busca de não se sabe bem o que é bom

ruim ou perfeito demais.

Como se fantoches fôssemos, assombrados

com a perspectiva de viver cada momento

nas intrínsicas curvas da vida

nas sádicas investidas do destino

nos amargos porões do espírito

belas artes, pobres pintores, musas

doentes e magras pelas feridas da solidão.

As ruas paralelas, os caminhos sinistros

os amores vários e amor nenhum.

Tanta coisa pra fazer e tanta grana pra contar

estar de costas ao senhor da carne

estar ausente em sonhos e partículas, não estar…

Com que desejo pode-se amar alguém

com que fidelidade?

Por que tudo passa tão rápido

que nem dá vontade de lembrar

o que foi feito na noite passada?…

o que foi dito no momento da fuga

e como não pode na vida nem na morte

falar uma vez sequer da felicidade?

óbvio está claro – ela não existe.

O que existe, uns caminhos a seguir

umas bocas para beijar e dormir

junto de quem está tão longe

que escuta-se com ferocidade

o ódio que mora só em quem é humano

somente em corpo de mulher que ama

e odeia a vida como ela é.

Está chovendo fogo em corações

está escuro e nas montanhas

não há ovelhas e nem pastor.

O sábio é um arbusto verde e silencioso

uma meia lua em busca de um sol se pondo

um beija flor sem rumo, esperando

o perfume da estação perfeita

sem química ou versos fúteis

desprovidos de canção sofrida.

Somente o sofrimento imuniza a alma

e unicamente corpos trocados reanimam

o próximo destino, este nem tão vilão

dono de nosso sexo, do nosso prazer

do nosso frustrado amor.

O destino que não há

O destino que faz-se em livre arbítrio

o próximo passo que se dá, este é o comandante

este decide na hora se vai ou fica.

Se for não faz amor, não ri – o que é cruel.

Mas se fica, sabe que de novo trovoadas

ruirão em poucas noites mas coração é assim:

Diz que não quer mais amar até

virar a página e escutar alguém chamando

e tolo sai correndo

como se amnésia houvesse

ou se destino de coração é mesmo este

leviano e egoísta  buscar em cada página

um amor que o faça dilacerar

tapando um buraco com outro rombo

um calor pra esquentar o frio.

Enquanto isso isto o artista continua

pintando seu quadro, criando formas cada vez

mais nítidas, mais eróticas

do rosto do ambulante coração

que num momento goza cantando

e no seguinte, de novo escolhe

o trem na ferrovia e sai entristecido

para descer, quem sabe, na próxima estação.

E são quatro as estações e ele o sabe

então, cansado, cochila no vagão de trás

enquanto o trem não pára…

Eu aprendi dizer adeus…

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Cara, hoje eu pensei em ti,

vi teu filme em minha aula de roteiro

e assisti  ao teu roteiro escrito pelas mãos do destino.

Senti que meus olhos molhavam

junto com os de tua mãe e do teu irmão.

Mas, cara, que estória é esta,

quem escreveu a tua vida?

Por que tua Santinha não veio?

Ou era ela quem te chamava

para levar-te às estrelas

Para de lá cantares ao Universo?

Cara, onde está você agora,

em que palco, em qual script?…

O meu nem ficou pronto

É só sentimento e saudade

dos teus olhos lindos, desta vontade tanta

de cantar pelo sertão, pelo mundo a fora!

Ah! Cara! E esta tua Santinha hein?

Você tá feliz com ela? Ela te ouve cantar?

Leandro, estudando o teu roteiro

fiquei pensando

e resolvi dizer adeus à classe

saindo bem devagar da sala de aula

já com meu argumento na cabeça:

Comprei um CD teu, cara

e fui pra casa

me encontrar num gole de cerveja

com as luzes da cidade acesa

pensando só em ti!…

E, não liga não, fica aí na paz com tua Santa

porque eu vou chorar

desculpe mas eu vou chorar…

Choro na Lapa – Cinema

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“Brasileirinho”, filme que leva o título deste choro de Waldir Azevedo mostrou como os jovens reverenciam os mestres. Com o renascimento da Lapa (movimento do qual participei) várias oficinas estão funcionando a todo vapor.

É muito gratificante ver um bairro tradicional em plena atividade cultural.

São artistas espalhados por toda parte e redutos os mais variados  trazem a Lapa de volta.

Estrangeiros, jovens, velha guarda, gente bonita e interessante por toda parte.

Do samba ao rock’n roll, é um espaço pra lá de democrático. Perto de tudo. Ao lado da Zona Sul, no centro da cidade maravilhosa, em baixo do maravilhoso Morro de Santa Teresa, bairro também tradicionalmente cultural.

Em Santa Teresa temos teatro, casas de show, salas de exibição audiovisual, oficinas, músicos, escritores e poetas para todo lado. Construções do séc XIX, mansões e bares cults e muita gastronomia. Drink’s e boemia. Tudo isso neste triângulo amoroso que é a Lapa – Santa teresa – Centro da Cidade.

O filme Brasileirinho é gostoso de se ver, sem pretensão alguma, só enaltece, com a tradicional descontração carioca, a beleza da música brasileira.

Vale conferir.   ;)

Chorinho Inconsequente (Raul Seixas)

Composição – Míriam Batucada

Queria ter o meu amor lá no cinema

No poeira de Ipanema gargalhando pra valer

E uma patota inconsequente da Tijuca

Estraçalhando a minha cuca

E me dando o que fazer

Queria ter a praia,

O sol e a contra-mão

A confusão da rua,

O som de uma canção

A multidão que passa,

a praça é agitação

O futebol de areia,

O chope em vocação

E eu queria ter amor,

Ter liberdade

Pra ter toda esta cidade dentro do meu coração

2X…

____________________________________________

Ficha técnica do filme Brasileirinho


Título Original: Brasileirinho
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento (Brasil / Suíça / Finlândia): 2007
Estúdio: Studio Uno Produções Artísticas Ltda. / Marco Forster Productions / Marianna Films Oy
Distribuição: Riofilme
Direção: Mika Kaurismäki
Roteiro: Marco Forster e Mika Kaurismäki
Produção: Marco Forster, Bruno Stroppiana e Mika Kaurismäki
Música: Marcello Gonçalves
Fotografia: Jacques Cheuiche
Edição: Karen Harley

Elenco
Paulo Moura
Yamandu Costa
Zé da Velha
Silvério Pontes
Joel do Bandolim
Jorginho do Pandeiro
Marcos Suzano
Maurício Carrilho
Luciana Rabello
Trio Madeira Brasil
Elza Soares
Guinga
Teresa Cristina
Grupo Semente
Zezé Gonzaga
Ademilde Fonseca

Sinopse
No final do século XIX, no Rio de Janeiro, os músicos pararam de compor e tocar no estilo europeu para misturar melodias européias com ritmos africanos, gerando o choro. Aos poucos o gênero ganhou espaço nos salões de dança e nos palcos de teatro, sendo considerado a 1ª expressão musical da emergente classe média da cidade.



 

Filme editado

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Ficção de repente

de repente ficção

Alucinação

momento vão

Corta pra dentro

insere alí

edita edita edta!

muito texto

diálogo longo

cena ruim

luz errada

 _beijo agora não

edita edita edita!

cancela não deu

apaga volta

outro roteiro

outro argumento

recomeça escreve

outra estória

gênero errado

equívoco mortal

é filme de luta

não é romance

é ficção? tem razão

edita edita edita!

cuidado

película

pele pólo pola

então apaga

grava esquece

protagonista?

artista?

filme errado

luz errada

sem prêmio

sem beijo

sem corpo…

Corta pro fim.