Um Ano Novo para alguém em Copacabana

Dez anos de casamento. Paixão e loucura por uma mesma mulher. Uma vida inteira dedicada a ela.

Eu só tinha vinte e quatro anos na época. Ela beirava exuberantemente os trinta. Casamos-nos nas primeiras semanas e então começou a aventura desumana em minha vida.
Éramos o que se poderia se chamar de casal perfeito: na cama, nas opiniões – as mesmas -, gosto pela arte, gastronomia. Líamos os mesmos jornais e até mergulhávamos no mar de mãos dadas. Quanto amor! Quanto desejo.

Fazíamos a toda hora, em qualquer lugar, até em cima do telhado e mesmo na entrada do prédio, em frente à janela da vizinha mais cruel. Aquela que ‘tomava conta’ da vida alheia. Mas era azarada a solteirona, pois jamais nos vira ou escutara ali, sob sua janela, bêbados, copulando em êxtase com sussurros e risos até gozarmos esperando saber no dia seguinte que todo o condomínio comentava nosso amor. Era infantil e idiota, mas sem dúvida excitante e eu sempre fazia todas as suas vontades. Como era gostosa minha mulher!

Era fogosa, o sangue italiano misturado com negro não dera uma química casta. Mas ela era só minha, morena de cabelos claros, ancas largas e lábios formando o que eu chamava de ‘a boca’. Sim, eu fazia-lhe todas as vontades e isso era bom porque eu mantinha o controle, embora quase a tenha perdido quando certa vez dormira com a boca sobre seu sexo. Eu estava tão cansado. Ela quase não me perdoara.

Dez anos e eu faço o balanço deste casamento tão agitado, louco, jamais monótono.
Era dia trinta e um de dezembro e a minha ninfa me deixara. Alegara ter conhecido um homem. Não, um homem não. Um rapaz magrelo de vinte e três anos por quem minha linda esposa se ‘apaixonara perdidamente’.

Era dia trinta e um, um ano depois e eu estava observando Gisele, a garçonete prostituta do bar. Ela ia com qualquer um, desde que ganhasse uma gorjeta.

Sentia pena de mim, a Gisele. Linda Gisele. Uma putinha mignon, olhos verdes e aplique de um rabo de cavalo louro a encantar aos incautos e pervertidos.

Ela me dissera que era apaixonada por mim e que sempre achara que minha mulher não me merecia. Eu sorri amargurado sem ter como fazer qualquer tipo de comparação entre minha ninfa honesta e aquela ninfa mais para piranha mesmo. Possuía uma boca enorme e seu sorriso era mais falso que seus olhos de cobra, porém eu apenas sorria, com uma ponta de pena daquela desgraçada que chegara do Interior e jogara-se nos braços de Copacabana.
Como ousava falar de minha deusa culta. Minha puta culta. A minha traidora mulherzinha doce e sexy.

Estava no terceiro drink quando minha ex-mulher chegou ao bar.
Olhou-me e abriu o sorriso mais lindo que eu jamais vira em dez anos, nem quando eu a fazia gritar de tanto prazer.

Ela se aproxima, cola um beijo leve em minha boca e senta-se.
Gisele chega à mesa de má vontade e serve-nos Martine e Uísque.
Minha insaciável amante ex-esposa me olha e diz que mudara de idéia, que fora apenas uma aventura e que estava voltando para casa.

Depois de um ano ela volta e me diz isso? Que entraríamos neste ano novo com nossas vidas renovadas. Que começaríamos tudo do zero. Depois de um ano eu vagando pelos bares de Copacabana, comendo todos os frutos do mar sem tempero algum. Sorri com pena de mim. De nós.

Enquanto ela falava, ali em minha frente, sensual, risonha e feliz, eu a atravessava com meu olhar e colava os olhos nos lindos peitos da Gisele. Invadia aqueles olhos verdes e imaginava-a sob meu peso, gemendo como uma louca. Eu sabia que ela era boa de cama. Todos sabiam.

_ E então, querido? O que acha?

Saio de cima de Gisele e rio para minha ex-cadela fiel. Sou curto e grosso:

_ Não vai dar não.

Ela sacode a cabeça e pasma me fita com surpresa e um certo ódio:

_ Como assim, não vai dar? Não vive dizendo por aí que ainda me ama?

_ Não, não amo não. A dor quer me provocou tirou o encanto daquilo tudo. Não quero mais você.

Então minha ex-mulher se levanta e frustrada me acena o anular. Sai rebolando, esbarrando em Gisele que olha seu traseiro com desdém, pois de fato a garçonete era mais gostosa. Mais jovem.

Sim, eu estava me vingando por ter passado por aquilo tudo. É claro que fui corno. Nenhuma mulher larga o marido por um amor platônico. Minha querida ex-fiel já deveria ter dado umas trezentas trepadas até descobrir que não me queria mais.
Levantei-me da cadeira, passei o cartão e paguei a conta. Olhei para Gisele e perguntei quanto ela queria para passar o réveillon comigo.
Ela, lânguida e sincera:

_ Sabe que não cobraria nada de ti. Sou apaixonada.

Então ela, a putinha do Interior saiu de mãos dadas comigo.
Atravessamos a rua e fomos para a areia da praia. Passamos toda a tarde nos beijando, mergulhando de mãos dadas e tomando água de coco para curar minha ressaca.

E no dia primeiro, quando acordei e olhei aquela mulher pequena, encolhida em meu peito, antes que eu soubesse o que estava se passando comigo, eu a acordei com um beijo e a pedi em casamento. Ela aceitou, claro.
E assim, descobri que é mais fácil tirar uma mulher carente da vida que perder uma santa para a putaria.

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Adeus Ano Velho! =]

 FELIZ ANO NOVO GALERA DA BLOGOSFERA!

 Praia de Copacabana

 Eu desejo ver os amigos realizados, felizes,

nem que seja por alguns momentos dentro de horas;

algumas horas dentro de dias

ou alguns dias no mês.

Felicidade existe, eu sei.

Mas ela tem um rosto diferente para cada um de nós,

Uma vantagem a mais ou a menos,

0 fato é que desejo que meus amigos

(e improváveis inimigos)

todos alcancem suas metas em 2008        

e que seus corações amem mais,

mintam menos

e procurem a luz no final do túnel…

Não importam as merdas que o Lula e equipe fizeram

Esqueçam um pouco da fome e analfabetismo

e daqueles que não lêem o que escrevemos.

Afinal a administração da vida já não é de nossa alçada;

Não somos deuses e nem Ele é você (?)

Então, amigos

e (desconhecidos) inimigos:

Vamos dar as mãos, mesmo que virtualmente

e continuar nossa lutinha por aqui

falando o que pensamos

mesmo que mudemos de idéia no próximo post.

O que tá valendo é esta democrática e rápida

forma de comunicação. Salve os Blogs!

Paz e saúde!

Eu brindo à vocês, blogueiros

nesta entrada de ano bom

E ele será bom porque somos amigos

E poderemos contar uns com os outros.

Obrigada pela companhia

e pelo prazer que deram-me ao longo de 2007

Um grande abraço e um beijo

Da amiga que os ama pra cacete

Feliz Ano Novo!!!

Dai.

As indicações da Anna – Blog de Elite

 

Nossa amiga Anna  http://anny-linhaozzy.blogspot.com/ pediu-me que postasse por aqui suas indicações. Não vi por que não atender um pedido de uma amiga tão carinhosa e talentosa com ela.

Assim, aí estão as indicações da Anna, lembrando das regras para o MEME:

Como todo meme, é exigência um link para o blog que o indicou e outro para o criador do meme, neste caso o blog PutsGrilo!com    

http://www.putsgrilo.com/2007/11/19/meme-de-elite/

Os blogs terão até o dia 31 de dezembro de 2007 para receberem votos.

Todos os votos depois dessa data não serão computados.

Cada voto deve ser informado o mais brevemente possível por meio de comentários nesta página e somente serão computados votos emitidos por blogs com mais de 01 mês de existência.

Além disso, não serão computados votos de uma pessoa para si mesma, claro.

Durante o mês de janeiro todos os votos serão computados e o resultado, divulgado.

 1- Dai -Uma pessoa maravilhosa que escreve em Silêncio, as palavras que o                     coração a razão ditam.

www.dai.lendo.org
               

2-Alessandro   que diz que “Amar é uma escolha”  

http://www.alessandromartins.com/
                

 3-Cristina que diz “As boas lembranças nos fortalecem.”
http://minhasvozes.blogspot.com/

4-Maga que pinta poemas com as palavras

http://metamorfosepensante.wordpress.com/
            

    5-Djabal, que dá poemas e “arvrinhas” de presente”. E um blog lindo!

http://havesometea.net/NonLiquet/

PS – Felizes indicações   )
 

Blog de Elite – MEME – Mais um indicado

Fui indicada por Paulo Vilmar e Maldito para o MEME  BLOG DE ELITE, idealizado por http://www.putsgrilo.com/2007/11/19/meme-de-elite/

As regras do idealizador, o dono do blog PutsGrilo!com:

Indique 05 blogueiros que você considera ‘de elite’ e explique o porquê de seus votos.A brincadeira é simples!Você capricha no discurso com os 05 ‘moleques’ da blogosfera – eles podem já ter sido indicados por outra pessoa e torce que seja tão eficiente que você seja indicado pelo maior número dte pessoas.

Como todo meme, é exigência um link para o blog que o indicou e outro para o criador do meme, neste caso o blog PutsGrilo!com.

Os blogs terão até o dia 31 de dezembro de 2007 para receberem votos.

Todos os votos depois dessa data não serão computados.

Cada voto deve ser informado o mais brevemente possível por meio de comentários nesta página e somente serão computados votos emitidos por blogs com mais de 01 mês de existência.

Além disso, não serão computados votos de uma pessoa para si mesma, claro.

Durante o mês de janeiro todos os votos serão computados e o resultado, divulgado.

O prêmio – simbólico – é de cr$ 50, 00

Mas o bom deste Meme é o carinho e reconhecimento que prestamos e recebemos, afinal, existe mesmo uma elite que leva a sério esta nova linguagem nas comunicações democráticas.

Indicações:

– Como fui indicada duas vezes, considero que poderei indicar mais um blog que era mesmo meu desejo que passou despercebido:  http://www.bravus.net/   – Os meninos valentes deste blog Bravus.net são ecléticos, bem informados e politizados. Falam de cinema, tecnologia e arte em geral. São polêmicos e mantém um record com um post (da Eliana) que está no ar recebendo comentários desde… julho!, me parece. Merecem portanto, a indicação da Dai  (desculpe a demora)     😉

– Paulo Vilmar     http://www.caldodetipos.blogspot.com/

(Culto e sábio, passa em seus textos de aforismos e em suas poesias, a verdade necessária à blogosfera brasileira, apontando a maturidade que fará deste meio de comunicação um veículo mais rico em credibilidade)

 – Maldito   www.estamosnamerda.blogspot.com

(Meu blog controverso preferido. O autor descarrega as verdades – e mentiras – da sociedade política, sem dó nem piedade. Um underground moderninho e único)

– Anny    http://anny-linhaozzy.blogspot.com/

(Arquiteta que conduz com mãos firmes seus projetos literários. Escreve e sonha como poucos)

– André Gazola    www.lendo.org

(O precoce professor que ama literatura como fosse a coisa mais importante de sua vida. Talvez seja mesmo. Sumidade representante da juventude séria no Brasil)

– Ulisses    http://incautosdoontem.blogspot.com/

(Professor de História e Dança, une cultura e arte e faz diferença. que os incautos de ontem atualizem-se com este excelente blog)

(ordem aleatória)   

Infelizmente são só cinco indicados, é só uma brincadeira, portanto, quem ficou ‘de fora’, ria porque na verdade somos todos da Elite de Ferro, botamos pra quebrar nesta blogosfera he-he-he!

Boas Festas!

Alguns motivos sem mandamentos

jesus-na-cruz.jpgOk!

Listarei alguns motivos – misturados – para amar e odiar o Natal:

– O Menino Jesus não tem como salvar as crianças que estão morrendo nas ruas de minha cidade. E no Nordeste. E no mundo.

– Jesus Menino disse que as criancinhas poderiam ir a Ele. Então, quem sabe estas crianças de minha cidade, do Nordeste e do mundo serão salvas em bons braços!

– Jesus não teve força o suficiente para impedir que os Romanos escondessem Madalena. E ainda por cima foi esta a primeira babaquice de homens atirando pedras em nós, mulheres.

– Mas, quem sabe, só agora estaria previsto falarmos das meninas largadas no Nordeste e das prostitutas de Copacabana? Mistério.

– Jesus imitou, ou repetiu o que os mestres judeus já sacramentavam…

– Mas Ele mandou bem. Prova disto é que até hoje estamos falando sobre estas mesmas  coisas.

– Ele, além de não usar óculos escuros, também nada fez para desmentir aquela lenda dos lindos olhos azuis.

– Mas… o Azul da cor do mar… Pode até ser que tenha a ver, well. O azul é lindo, afinal!

– No tempo d’Ele não havia esta coisa de feirinhas artesanais, o que significa que Jesus foi o primeiro hippie da História.

– Mas… por que não tocou numa viola: ” Oh! Óia o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, é o trem…” ou ” Tente outra vez. Beba, pois a água viva ainda está na fonte. Nada acabou…” ou “Não pense que a cabeça aguenta se você parar” ou “Queira, basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo. Tente outra vez!”

– Porém, poucos de nós saberemos o que é o Céu.

– Jesus Cristo sentiu ira e derrubou os camelôs. Mas teve lá seus argumentos.

– E este ex-PDT maluco César Maia que derrubou com suas patas capitalistas, todos os ambulantes da cidade do Rio de Janeiro?

– E por fim. Jesus não usou drogas, não foi promíscuo, não mentiu e nem deixou rastros pesados como a maioria de nós deixaremos…

– Assim, eis aí alguns motivos para eu não gostar de Natal. Quem nasceu neste dia? Meu pé de jacarandá? Meu limoeiro? Meu irmãozinho africano? Um fio de cabelo branco?

– Portanto eu festejo, nesta data querida, o nascimento (de novo) da esperança de ver um mundo mais justo. E feliz.

 PS – Olha lá a sacanagem que fizeram com o cara. Eu não aguentaria. E você?

AGORA SIM:

FELIZ NATAL!

FAÇAM NASCER ALGO DE BOM

 COM SANGUE E VERDADE!

PAZ!

Depois do apogeu… erro meu ou teu?

abermini.jpgEra apenas uma forca de laço aberto

Escolhemos entrar nela despidos rotundos

Diurnos amantes

Jugulares trêmulas, pernas bambas, mãos frenéticas

Apontavam para o fim todo o tempo

Mas éramos drogados de paixão forçada

E ardíamos em tantas noites de tempestades

Quando raios queimavam nossos egos

E individualidade para nós

Era sempre nós dois fingindo ser o que não somos

– Um só!

Nos livros, as fugas e nas escritas os desabafos,

Ah!, e acabou!..

Acabou como aquele pote de mel que no fundo gruda

Um açúcar mostrando que era falso misturado

Com mentira

Lábios rachados de amargor esquecem a língua

Descansando solta

Na boca emudecida e morta para até falar ofensas

Quando acaba o amor, é porque ele jamais foi?

Ou foi e se foi

O mar congelou em montagem

Fotográfica, distorcidas imagens sem céu

E nas encruzilhadas do destino

Alguém poderá escrever um livro

Com esses manuscritos

Que foi jogado fora, amarelados pelo tempo

Perdido? Valeu à pena?

Sinto muito, sentes muito…

E depois do sofrimento, nasce de novo o sol?

Ainda haverá noites com estrelas e paixões?

Ah, acabou… e no fim da linha, pode-se chorar

Tranquilos?

Nos lenços de papel misturar poemas e lágrimas

Derretendo aos poucos as letras e as palavras

Tintas azuis e negras virando nada…

Ah!… acabou…

Que pena…

……………………………………………………………………………………………………………………………………….

Presente do DJABAL:

“Lendo seu texto, lembrei-me de um amigo que ultimamente tem me assaltado o coração e a mente, peço desculpas pela longa citação da poesia dele, esperando que entenda que é um grande elogio ao seu talento.”

Esquece nosso amor, vê se esquece.
Porque tudo na vida acontece
E acontece que eu já não sei mais amar.
Vai sofrer, vai chorar, e você não merece,
Mas isso acontece.
Acontece que meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo,
Ah, se eu pudesse
Mas não posso, não devo fazê-lo,
Isso não acontece.

Bjs.

Obrigada! )

Homofóbicos, uni-vos ou vão morar no Irã!

girafas-q-mexem.gif

 Fobias e fobias

 

 

Duas coisas que resolvi não falar em meu blog são: Política (pra quê?) e Roteiros. O primeiro tema me parece cansativo, para mim, uma ex-ativista vermelha (de vergonha). E o segundo, muito técnico para ser agradável. Acadêmicos são tão chatos…

 

Mas tem a ver com televisão. Jack Cafferty, o cara mais inteligente da televisão, o melhor comentarista da CNN, ele é totalamente avesso a tudo. E odeia politicos, todos, de forma generalizada.

Este jornalista descobriu que a guerra no Iraque – a invasão filha da ‘p’ que deu-se descaradamente – ele descobriu através de um grupo de estudos que esta fantástica ‘guerra’ custa a merreca de 720 milhões de dólares, por dia, ao governo americano. Melhor dizendo, ao contribuinte.

E onde estarão os bushfóbicos? Ninguém faz nada? Por que tememos tanto este Grande Satã? A resposta está contida na pergunta, não é mesmo? Mais fácil temer e trair a um deus que encarar o demo!

Ah, lendários racismos. Lendários porque, se não me engano, foi decretado pelaí que não há mais raças. Apenas povos. Ah, lendárias xenofobias he-he-he.

Não tem jeito: somos uns imbecis crédulos e críveis que morreremos, seremos banidos daqui deste planetinha tão simpático odiando a nós mesmos. Ok, eu explico. Qual a diferença entre um alemão e um iraniano, ou de um negro para um japonês. Diferenças climáticas, regionais, geográficas. Mas, humanas? Qual é! Somos tão estúpidos.

Sou contra, é claro, lúcida que sou, sou anti-invasões americanas, incondicionalmente.

Mas, olha que loucura: Ahmadinejad, aquele grandão lá do Irã, afirmou, numa palestra na Columbia University que em seu país não há homossexuais. Que por lá este ‘fenômeno’ não existe he-he-he. É claro que a galera não se conteve e caiu na gargalhada.

Já na Índia, ‘elas’ são respeitadas como uma espécie de macumbeiras, feiticeiras, seja lá como for. O fato é que quem zombar ‘delas’, meu irmão, tá lascado porque jogam pragas e feitiços. Já pensou acordar pela manhã sem… língua? Nossa! Espertinhas, não?

Falando sério (mais que o censor Roberto Carlos), o que acontece verdadeiramente na sociedade humana é um não se estar satisfeito consigo mesmo. Porque quando um homem ofende, discrimina, invade, mata e estupra a pátria alheia, está cruel e implacavelmente destruindo a unificação universal, as energias girantes dos Universos Cósmicos. Um desgaste que certamente pagaremos um dia. Nada de céu ou inferno. Um aniquilar fenomenal de energias que entram em combustão pela lei do preconceito. Por falar nisso…

… Alguém sabe a quantas anda a matança aos elefantes africanos? E os rinocerontes? Ainda existem pandas? Muita bolsa de crocodilo por aí? Aff!

Bem, o Macaco Tião deixou de ser livre para ser político. Este não conta mais.

Boas Festas!    P

 

 

Eu, musa?…

margarida-vermelha.jpgTive o imenso prazer de ser visitada no www.lendo.org pelo maravilhoso Prof. Gasparetto.

Ele pediu-me permissão para publicar uns artigos meus em seu site, o que muito me honrou.

Na verdade sinto-me mesmo é feliz por ter sido ‘achada’ por esta sumidade da língua portuguesa, este físico/matemático que, além de especialista em Metodologia, é poeta, e daqueles que você lê, saboreando suas palavras como fruta doce que encanta o paladar com seu néctar dos deuses escribas.

Mas, qual não foi minha surpresa ao acordar nesta manhã de quinta feira e deparar-me com uma linda poesia (linda mesmo) em minha homenagem. ‘Nossa’ eu pensei, ’será mesmo para mim?’

“Quem diria:
te encontrei escondida por entre os escribas!
Grandes paços, grandes jardins,
eu, imaginara ser o detentor do Graal,
mas, meus passos não puderam te seguir…”

E era. E era! Minhas veias saltaram em toda extensão de meu corpo e pensei comigo que sempre vale à pena quando a alma não é pequena, não é não?

Professor Gasparetto, só me resta lhe agradecer, com meu coração emocionado, tamanha gentileza.

E que este seja o início de uma bela e longa amizade.

E, meus amigos blogueiros, eu não poderia deixar de compartilhar esta minha felicidade genuína com vocês, portanto, confiram lá no Gasparetto e vejam o que chamamos de sumidade literária, como um homem (poeta) transcende e escreve acima de mãos mortais tão belas palavras que já nascem eternas.

Obrigada, professor.

 http://profgasparetto21.wordpress.com/2007/12/20/vagares-e-jardins-com-o-teu-amor-venci/

Simone de Bovoir, Leila Diniz, Tati Quebra Barraco e agora… Celine

arvore-natal.jpgCONTO DE NATAL

Celine fora, desde criança uma menina diferente das outras. Havia ficado menstruada  precocemente, aos oito anos. Começaram os namoros mais cedo também. Com onze  já ia ao cinema com seu namorado de dezoito. Sua primeira vez fora aos treze, e casara-se com seu primeiro marido aos quinze.

Mas, inquieta e voraz, para não dizer devoradora de homens, como sempre a chamava  seu pai [ele mesmo não resistia e cobiçava as pernas roliças da menina e seus fartos seios que pulavam entre os tantos decotes que colecionava] sentiu-se entediada em seu casamento.

E não mais satisfeita passou a ser solteira por anos. Alguns anos, até casar-se pela segunda vez com oficial de Marinha Mercante que passava, às vezes, meses viajando. Uma característica da moça era que quando casada só tinha olhos e amor para o marido. Nada de outros homens. Assim, desistiu três anos depois de seu marinheiro tão gentil.

Uns meses depois…

E partiu para seu terceiro casamento. Uma felicidade só. Ele era mais jovem, bonito e tocava guitarra até as seis da manhã. Ela ficava a noite toda olhando com ternura e paixão para seu lindo marido, tão jovem e visceral tocando rock pra ela.

Mas com o tempo as músicas foram ficando repetitivas. Monótonas.

Celine partiu de novo para carreira solo. Mas não sabia viver sem um homem ao seu lado na cama, que lhe levasse o café na  cama e a amasse todas as manhãs e antes de dormir.

Assim resolveu morar junto com um comerciante português que muito a admirava fazia tempo. Viveram felizes por muitos anos. Hoje, mais madura achou que estava finalmente sossegada em seu espírito aventureiro. Mas a depressão voltou e a tristeza também.

Passou a andar quieta pelos cantos e seu marido lusitano já não sabia o que fazer para agradá-la.

Um dia ela sentou-se desanimada diante do seu computador e passou a escrever contos e poemas sobre sua solidão. Até que apareceu ELE. Um poeta.

Passaram a trocar palavras românticas, até que com o tempo as conversas e poesias foram ficando mais sensuais quando Celine, num ímpeto de louca paixão, casou-se virtualmente com seu poeta.

Mas ainda amava seu português. E certamente sentia-se excitada com este estranho triângulo amoroso. Um tanto virtual. Melhor.

Mas a virtualidade se foi no dia em que seu poeta dissera que chegara a hora de assumir o casamento no mundo real. E que passaria o Natal com sua mulher e musa. Faltavam só umas semanas para isso acontecer, pensou ela em franco desespero, olhando o calendário com Papai Noel e suas depressivas renas.

Assim começou o conflito de Celine.

Falaria então para seu marido real que estava casada virtualmente com o poeta? Ele entenderia? Talvez sim, mas e quando dissesse que seu marido virtual chegaria em alguns dias para assumí-la?

Mas Celine, sempre arrojada resolveu tudo contar ao seu amado português.

Ele chorou, esperniou-se e até ameaçou bater nela. Mas o amor venceu e ele ajoelhou-se a seus pés, pedindo para ficar.

O poeta, num mundo etéreo de palavras e sonhos não se importou em deixar que seu desafeto e rival continuasse morando com Celine.

Com o tempo, as coisas se ajustaram e hoje vivem tranqüilos e felizes. Celine e seus dois amores.

Já comemoram um ano de relacionamento.

 De novo é Natal. E enquanto o português prepara deliciosos bolinhos de bacalhau para a ceia, o poeta recita suas poesias nas cordas de seu violão,  Celine serve, linda num vestido vermelho e verde, um delicioso vinho português para os três.

Era de fato um feliz Natal.

O futuro da televisão

televisao.jpgEm tempos de novas mídias, hipermídias e todas as novas linguagens tecnológicas à disposição do roteirista de audiovisual, me pergunto onde irão parar  os programas populares, os grotescos e a teledramaturgia.

Mistério. De um lado a TV, hipnose popular de absoluto interesse comercial. Como no séc. XVII, nossa televisão, embora elaborada pela elite, direciona sua maior parcela de entretenimento ao popular. Como aqueles espetáculos em praças públicas com circos e aberrações. Os espetáculos populares.

O povo, que em sua maioria não tinha acesso à tecnologia, começa a comprar seu PC em suaves prestações, incluindo-se num ambiente globalizado de informações.

Quando o computador estiver presente em todos os lares, famílias inteiras navegando na internet, e roteiristas cada vez mais antenados nas novas mídias – vídeos, cinemas digitais, os sites da Web, mundos virtuais, games de computador… E ainda, consoles computadorizados, as instalações interativas por computador, animações com imagens reais e sintéticas por computador, multimídias e  demais interfaces humano-computador, é hora de perguntar: O que será da Televisão?

Nada de otimismos, cara pálida! Ela não vai extingüir-se ou perder para a tecnologia. Antes, ela entra com força total na era das hipermídias, ou seja, roteiristas começam a se mobilizar para equiparar as tendências dessas novas linguagens no audiovisual do televisivo.

Mas, o que será diferente na TV a partir de agora, com essas maravilhosas geringonças tecnológicas?

A TV digital está entrando no ar. No Brasil já é característica cultural o povo ficar paralisado diante da telinha (ou telona). Quem não perde horas diante dela, né não?

Minha previsão é que as maiores emissoras do país como Globo, seguida de SBT, Record e Band, fatalmente introduzirão essas novas mídias para a televisão. Afinal, a internet é essencialmente free mas o merchandising na TV ainda é o que move bilhões no mundo espetaculoso de imagens e propagandas.

Só esperamos que Faustões, Xuxas, Gugus, Ratinhos e Raus repaginem-se, porque mesmo o grotesco terá de ser revisto. Filmes serão produzidos com efeitos tecnológicos, invadindo a TV que sempre será a parceira do cinema.

Mas e o futuro do melodrama? As novelas viciantes? Os mocinhos e heróis?

Ao meu ver, aí, nesta exata curva dramática, o Brasil finalmente entra pela tal porta do primeiro mundo, trazendo um povo (telespectador) mais preparado porque este terá um PC em sua casa e não mais deverá ser ‘iludido’ como sempre o foi.

E neste vácuo provocado pela tecnologia e virtualidade, surgirá a oportunidade de se ver um Brasil entrando definitivamente no mundo globalizado.

Quanto ao que se verá na nova Televisão Brasileira…

Bem, essa parte deixe com a gente. ;)