Boca suja

O que será de mim depois de Machado de Assis?
O que seria de mim depois de fazer xixi atrás do poste
e perceber que luz nenhuma aliviaria a alma
de uma ex-freira que cantou hinos
em nome do filho e da filha da puta?

Só queria saber por que eu fico de 4
esperando o próximo CD que eu mesma
fiz questão de ouvir?

Alô!!

Esqueçam esta coisa toda,

esqueçam como é normal esquecer dos bons momentos
e lembrem de Jimi Hendrix, de tantas cordas e acordes
de Wagner…

Hoje eu acordei assim, ou morri assim, ou sou mesmo maldita!

Não suporto mais em meu corpo ou em meu espírito
conceber a falsidade de outros caminhos,
aqueles mesmos que desiludiram minha alma cansada
de beijar a mão do nada!

Sei que é mistério viver…
e sei que certos questionamentos viverão para sempre,

então por que eu teria que imaginar o futuro
o descaminhar dos amores
a desavença entre família?

Eu sou apenas um pé de alface…

E que esta plantinha comestível não se ofenda
no julgamento final…

he-he-he!

Para Maldito.

Anúncios

Passou

Dor
nas entranhas
estranhas todas
medo do amor
janela fechada
cortina rasgada
de frente pro mar.

Dor
joelhos tremendo
uma boca azul
chiclete azedo
um beijo adeus
que amor que nada
tudo acaba de novo

Dor
na barriga no ventre
ovários tesão
cadeira balanço
no ritmo do orgasmo
na fresta da morte
a cama o chão
cabeça rodando
sapatos sem pés

Dor
que a gilete cortou
a saliva que cura a
guitarra que tomba
é o samba é a dor

Dor
de dizer já era
foi só um carnaval
uma espera
desejo que foi
com o bloco
desmascarou-se
e fim.

Estava chovendo…

Era uma sensação aterradora e confortável ao mesmo tempo. As fileiras da chuva na janela a encantavam enquanto tomava um capuccino quente e doce, usando apenas uma camiseta branca Hering e uma calcinha verde com babados rendados. Cabelos molhados ainda da chuva no fórum e suas pernas eram mesmo fantásticas após o creme massageado com tanto cuidado.

Pegou o jornal e de novo sorriu daquela sua foto sem graça. Seria bonita? Não saberia dizer. Apenas estava lá, o vestido vermelho e sensual, a alcinha escorregando pelo ombro esquerdo e somente ela decifrava aquele olhar de flash naquela coluna.

Levantou-se do sofá e entrou no corredor comprido que levava ao seu quarto. Abriu a porta e escolheu um vestido bem curto para usar com botas, aquelas de cor preta e bico fino que alcançavam seus joelhos perfeitamente redondos e firmes.

Não usaria o vestido da foto. Preferiu o preto que fazia a cintura mais perfeita que um corpo de mulher pudesse desejar.
Ficou linda de verdade. O batom cereja e o bracelete de ouro acompanhavam um perfume exótico que misturava essências florais e cítricas.

Revirou na bolsa e achou a piteira longa. Os cabelos foram secos com o secador manual e estava pronta para sair.

Sair de sua tristeza, sua solidão causada pela má educação dos machos sociais. Riu desta colocação e riu de si mesma, uma fêmea totalmente insólita e má.

Abaixo de seu prédio de luxo em Ipanema tinha um restaurante bem aconchegante que servia deliciosos pratos de massas com frutos do mar. Mas os drinks eram perfeitos. Tudo era sublime para ela naquele dia depois do fórum, onde deixara seu ex-marido com desejo e ódio ao vê-la sair com seu vestido vermelho em seu carro importado, vencedora e poderosa.

Ela tomou uns drinks, deu a metade de um salário mínimo para os garçons e se foi feliz.

Quando parou no sinal, um menino a abordou, pedindo dinheiro para cheirar cola e pó. Ela sorriu e o convidou para dentro de seu carro. Pararam. Sentaram-se no banco onde Drummond calmamente ouvia sua conversa.

Falaram sobre tantas coisas. O menino admitira que queria assaltá-la e ela, rindo, disse que o sabia mas que sua vida já havia sido seqüestrada fazia tempo por um marido estranhamante passional que a empurrara das escadas e a fizera perder seu bebê.

O menino riu e a convidou para ser sua mãe. Ela sorriu e disse que poderiam tentar.

O menino recostou a cabeça negra em seu alvo ombro perfumado e perguntou relaxado e feliz:

_ O que você faz? Você é rica? Tinha uma foto sua no jornal…

Ela o acaricia:

_ Naquela foto estou ganhando um prêmio porque escrevi um livro muito bonito…

O menino animado:

_ Eu sei ler! Qual o nome do seu livro?

Ela o beija na testa suja e responde com um sorriso realmente de satisfação:

_ Chama-se: “Por que perder tempo com maridos? Adote uma criança”…

E saíram felizes de mãos dadas. A escritora percebeu que tudo que se escreve, ou acontreceu ou haverá de acontecer.
Afinal escrever era magia que dominava a alma somente de alguns mortais…

Conspirações – Geraldo Carneiro

alguma coisa se desprende do meu corpo e voa

não cabe na moldura do meu céu.

sou náufrago no firmamento.

o vento da poesia me conduz além de mim

o sol me acende

estrelas me suportam

Odisseu nos subúrbios da galáxia.

amor é o que me sabe e o que me sobra

outro castelo que naufraga

como tantos que a força do meu sonho

quis transformar em catedrais.

ilusões? ainda me restam duas dúzias.

conspirações de amor, talvez não mais.

Beijos

TUDO começou quando ela olhou-se no espelho e se viu apenas um espectro abandonado num fundo de quintal onde roseiras e arbustos espinhosos envolviam seu corpo de pele eriçada pelo também abandono.
Os cabelos voavam com um vento leste que para ela parecia a visita da morte a buscá-la enfim. Finalmente para um lugar que pudesse ser um porto seguro onde lá, pudesse divagar eternamente entre seus sonhos e crenças no amor.

Enrolou os cabelos em nó amargo e suspirou de olhos fechados enquanto animais silvestres riam, brincando ao redor de sua solidão. E como era eterna sua solidão e solitária sua eternidade nos labirintos desavisados onde se perdera de forma irreversível e única.

Fora menina só e em seu quintal algumas bonecas de pano encardido faziam-lhe companhia. Entre árvores centenárias e alguns pés de limão, escondia sua tristeza e as palavras de seu pai, um rude senhor bíblico que a apunhalava com versos santos que deixaram seu irmão menor morrer com pulmões inflamados. Era Deus o dono da cabeça do pai. Era Deus o assassino voraz de criancinhas…

E em meio a desesperanças, pegou suas coisas e saiu de casa levando sua bolsinha antiga de fuxico enquanto a vizinhança previa seu futuro incerto de perdição.

Deixou suas pernas caminharem pelo mundo enquanto aprendia a chorar sem que ninguém visse. E seu primeiro lar fora um prostíbulo onde dentre tantas rosas encontrou Rosa, a mulher que a amou mais que toda sua família reunida à mesa de jantar. Aquela mesma mesa onde podia sentir de longe da cabeceira o horrível hálito de conhaque do apedeuta pai a lhe proliferar palavras de maldição.

Mas agora tudo era passado, ela pensou mordendo os lábios, enquanto beijava uma das rosas secas daquele jardim no fim.

De todos os seus homens, todos maus, ela resolvera arriscar seu já estraçalhado coração num amor que viera de longe, prometendo vida nova e bons caminhos. E até um jardim florido, com girassóis, rouxinóis e cigarras anunciando um belo verão.

Era um amor medicinal, que curaria suas feridas e suas tão antigas dores. Era uma paixão que a traria de volta à vida que sempre fora cinzenta e triste, acabrunhada e sem sentido. Enfim, ela resolvera voltar a beijar e deitar-se tranqüila no peito de um pássaro viajante que pousara em sua cama e a iludira com tantos beijos e sorrisos.

Mas ele se foi. E agora as únicas certezas que podia sentir em sua alma eram duas: a primeira era que o pai a amaldiçoara para sempre e que Deus vencera.

A segunda era que antes de morrer para a vida esperaria pacientemente que ao menos um beija-flor a beijasse sinceramente como jamais fora beijada em sua intrépida existência.

Assim, adormeceu com a tal rosa seca em seu peito arfante e o único detalhe que denunciava ainda estar viva era uma morna lágrima que parou no
meio do caminho e abrigou-se em sua boca sem beijos…

Maldição num fim de tarde

Eu acho que posso falar de sexo
Eu creio que ninguém me ouvirá
Eu certamente falarei de tabus
Porque presumivelmente passei por tudo

Eu sei que sexo oral é bom
Sei também que beijar dá tesão
Confio nos membros eretos e ávidos
Por um passeio na lua

Desconfio que o pecado existe
Mas só para quem, ou crê nele
Ou depende do sentimento de culpa
Afinal, alguns orgasmos deixam-nos alucinados
Perdidos entre um suspiro e outro

Eu posso e quero falar de sexo porque
Desde sempre se aproveitaram da melhor
Das sensações terrenas para alavancarem
Nossos destinos úmidos e quietos

Eu posso dizer que já fiz muitas coisas
E ainda espero no portão
Aquele namorado para bolinar-me
Enquanto me beija eu molhada
De certezas imediatas

Entre filosofias e teorias pagãs
Eu entro sempre pelo cano
Eu desfaleço acéfala e muda
Meus lábios (lindos) lambem-se
Saciados do melhor prazer

Portanto dedico esta tarde de domingo
Ao amor, aquele que chega e vai embora
Ateu, louco e intumescido
Para depois lembrar na minha cabeça
Que eu sou e fui
Talvez até seja para sempre
Uma coisinha louca
Pouco virtual
E virtuosamente linda de beijar
E acariciar
Claro,
Depois de uma boa aventura estilo Simone…

Eu só queria morrer

Não pense que sou depressivo, louco, solitário, psicopata ou um problema social. Sinto desapontá-lo, parceiro. Mas se você quiser ouvir esta estória eu conto, embora ela tenha se tornado uma piada a mais em minha vida. Vida! É sobre minha vida mesmo que estou pensando aqui, enquanto sorvo goles calmos de Gim sem tônica. Tanto faz.

Eu estava sozinho até você chegar e não há como negar que sou um ser verdadeiro, eu tenho alma, caso contrário, a Daisy não escreveria minha experiência mórbida em seus rascunhos. Não leia, caso suponha ser uma experiência literária ou coisa do gênero. Sou apenas um personagem vivo na cabeça de uma escriba que ouve vozes e, graças a Deus, ela resolveu que eu poderia, depois de um ano, contar esta até engraçada passagem de minha morte.

Mencionei a palavra morte no pronome possessivo porque de fato é sobre esta nuance humana que quero falar. A princípio devo reconhecer que nosso temor frente à ela é necessário já que no escuro escolhemos quem comanda, mesmo sabendo que todos têm medo do lugar onde nada e nem ninguém nos ouve. Bem, melhor eu começar ou ela (Daisy) me trava mais uma vez. Minha chance é agora porque ela tem mais de mil personagens afim de viver. Seja no tablado dos teatros. Nas telas… OK!!

Sou um cara sério, educado, leio muito e sofro desde criança com injustiças e trapaças desta vida. Sou o que poderíamos chamar de uma pessoa desajustada, que não se enquadra no belo quadro social.

Larguei minha mulher sem motivo algum depois de não dar-lhe os filhos que ela buscou mergulhada em tantos bilhões de espermatozóides. Linda e terna. Perfumada e fiel. Sensual e de temperatura acima do normal. Rica e meiga. Inteligente e casta. Perfeita e insatisfatória. Não há felicidade e não haverá mulher completa e nem homem realizado.

Resolvi morrer por compaixão a ela e por piedade de mim que sempre soube que este mundo não era meu. Mas sempre fui um cara de fibra. Lutei nas Cruzadas e fiz guerra com sangue. Mergulhei em poços fundos, brandindo todas as armas possíveis para lutar contra tudo e todos. E sem perdão, matei e destruí reinos e favelas. Possui damas e meretrizes. E amei todas elas.

Mas resolvi morrer, já que nada me satisfazia por aqui. Pensei em como eu era grande e forte e então descobri que havia outros reinos por aí.

Peguei minha adaga e a beijei antes de fincá-la em meu peito. Ajoelhei-me diante de mim mesmo com a certeza de que era a coisa certa a fazer. Eu era um deus das guerras. Eu era perfeito. Guerreiro invencível. Eu…

Eu hoje sou um motociclista e sei que ainda busco minha liberdade. Ainda tenho mulheres e tudo ao meu alcance, inclusive aquela vontade de vencer a morte, enfrentá-la continua, porém…

Atropelei um cachorro que não viu que o sinal estava fechado pra ele. Um vira-latas que jamais saberia quem sou eu. Seu sangue, eu percebi, era vermelho como o meu. Pude sentir sua dor física. Eu chorei, parceiro. Tomado de uma emoção jamais sentida. Eu chorei.

Desisti da morte e enterrei o cão sarnento em meu quintal abandonado onde hoje eu cultivo margaridas e rosas, como fosse um efeminado ser que descobriu que, assim como a vida, a morte fala por si só. Nenhum guerreiro, nenhuma arma poderá enfrentar em desafio a vontade de algo ou alguém maior que nós.

Mas eu não desisto de lutar.

Estou aproveitando este final de tarde para cochilar em minha rede enquanto sobre meu peito repleto de cicatrizes dormem rosas solitárias, ávidas por vida.

Eu, parceiro, adormeço sorrindo, e meus olhos, antes de se fecharem, ainda buscam no céu um guerreiro digno de minha coragem.

Muito obrigado pela atenção.

Sou punk, mulher, louca ou híbrido ser passando pelo cometa cometendo erros?

A velocidade de meus passos me traiu quando atravessei as ruas que separavam as cidades e as encruzilhadas de esquinas sozinhas onde eu, de forma distraída e bêbada deixei rastros de sorrisos malditos, aflitos gritos de fúria a juntarem exércitos de gente estranha, usando fardas e dialetos com galetos e ossos procurando restos de cigarro em bares no final do condomínio onde moramos nós, os miseráveis carregadores de sonhos encharcados de cervejas quentes.

OK, parece Blake, droga, Shakespeare ou Kant. Talvez mistura última da Bíblia envaidecida de Nietzsche e batatas fritas do dono do mundo, aquele deus árabe que engorda adolescentes e depois os manda para as favelas afim de perderem peso fumando maconha e rindo de um presidente sem dente para morder com raiva o capitalismo já ferrado por Marx e sua corja. E nada faz sentido porque a comunidade de ateus apenas sonha com a possibilidade de provar que Ele não existe, o que de fato prova sua existência.

Esquecendo a juventude eu poderia dar um salto do décimo andar e levar comigo o mais velho dos mortais e nem assim os homens saberiam lidar com a terna e eterna terceira idade, aquela que leva consigo sabedoria última de viver sem querer. Afinal, quem pediu pra nascer? Porém, eu ainda deveria acusar quem assassinou Cláudia Lessing ou Ulisses Guimarães. Mas ainda seria jovem amedrontada esperando com Raul a morte chegar com a boca cheia de dentes. E por que eu sorriria sem você, amor de minha vida?

Eu posso tudo, tenho liberdade de expressão, tesão e dirijo carros e motos. Piloto fogão e sei servir bom vinhos, mas ainda assim me vejo cega diante de um pôr do sol. Ipanema? Claro! Mas no Nordeste o sol também se põe e as raízes de mandioca migram para minha saudade dos índios que sorriram para os pederastas, ou seja, que país foi este?

Gostaria que este meu lamento se traduzisse em tupi guarani, um falar tão morto que Rui Barbosa com seu cabeção dominou e depois morreu. Odeio falar de morte. Porque ela não existe e assim como a palavra ‘Deus’, está contida num infinito de sugestões e então, quanto tempo faz que não ouço Chico Buarque? Não importa, pois ele igualmente cansou de nós. A construção ficou abandonada nos porões de alguns generais obsoletos e burros.

Por mim eu quebro e quebrarei aquele quadro negro e gostaria de escrever com meu sangue e vosso giz coisas legais e referências de Poe a Machado de Assis. E vomitaria no final de minha noite o inconformismo Quintaneano e mais alguns caras que passaram por aqui, riscando vidas e verdades não absolutas porém absolutamente eternas. Vide Ghandi e Maria.

Odeio sentir estas vontades idiotas de escrever o indescritível. Odeio ter lido Dostoiévski e Platão. E Guimarães enquanto meus sertões secavam em cada lágrima de Graciliano e Paiva. Eu estou pálida. Eu estou só.

Eu fico por aqui porque o limite existe até nas edições do Big Brother, nas entrelinhas das novelas e nos cinemas cult, nas telas de Hitchcock. Zé do Caixão, me leve! As imagens me deixam livre para sonhar com um mundo outro onde não existam duas coisas que me atrapalham por aqui: a invenção do pecado. E a iminente morte de nossos dias quando fazemos silêncio.

Então eu grito!

Para Gasparetto, o poeta insano

O que se faz quando um poeta sopra a vida
Pelas narinas de um ser cansado e triste?

O que poderia o andarilho desistente pensar
Ao tropeçar esgotado em tão belas palavras…

Eu guardo-as em meu alforje de caçador
Eu me alimento e durmo a tarde inteira?

Mas o que fazer quando o dia amanhecer
E o poeta se for libertino e risonho…

Fico com fome mais… ou devoro as letras
Que restaram entre as mãos dele sem as minhas?

Então, faço o quê? Durmo outra vez e sonho?
Será que ele volta e me traz mais alimento?

E agora minha barriga dói de emoção
O coração pula no recanto dos famintos.

Mas e se o poeta voltasse e eu o comesse
Com gastronômica liberdade de amar e morrer?

Poeta, não dê-me tanto alimento ou eu deixo
De ser magra e minha estranha compleição etérea

Pesará teus dias e serás meu alimentador eterno!…
Mas e depois, depois que eu pesar em ti?

Melhor seria morrer de fome, dormir pra sempre
A ter que perder o sabor de tuas palavras em minha boca…

Presente do prof Gasparetto

Madrigais Hispânicos de um Devorar Libertino

Disseram que você vive pensando em mim,
Assim como que flutuando, sem disfarces, o que importa?!
Inventando-me como num euréka subliminar…
Sou tuas incertezas, quando é assim, eu digo:
Yo te recito (http://www.todas.com.br/garcialorca.htm) GARCIA LORCA

Me disseram ainda, quem andas chorando baixinho,
Arquitetando travessuras,
Riscando meu nome em tuas paredes!
Atrevida menina, que queres que eu dia?

Cuando me volver
A Noite na Ilha, de Neruda
Reticências irei pintar em teu cuarto
Vadiar na sala,
Alimentar-te com as minhas falas
Labiar-te com mordidas e desdéns,
Humedecían las falanges
Ousando tocar-te como arte tocando-me!

Sentimentos úmidos
Ilibados seios, retratados anseios…
Lira dos meus prazeres, acordes atos,
Volva-me num perplexo euréka sheik inspiriano!
Acorda-me, asi, asi…

(Jan: 16, 2008)

—-

Admiro-te demais!
Um abraço!

Prof Gasparetto