Maldição num fim de tarde

Eu acho que posso falar de sexo
Eu creio que ninguém me ouvirá
Eu certamente falarei de tabus
Porque presumivelmente passei por tudo

Eu sei que sexo oral é bom
Sei também que beijar dá tesão
Confio nos membros eretos e ávidos
Por um passeio na lua

Desconfio que o pecado existe
Mas só para quem, ou crê nele
Ou depende do sentimento de culpa
Afinal, alguns orgasmos deixam-nos alucinados
Perdidos entre um suspiro e outro

Eu posso e quero falar de sexo porque
Desde sempre se aproveitaram da melhor
Das sensações terrenas para alavancarem
Nossos destinos úmidos e quietos

Eu posso dizer que já fiz muitas coisas
E ainda espero no portão
Aquele namorado para bolinar-me
Enquanto me beija eu molhada
De certezas imediatas

Entre filosofias e teorias pagãs
Eu entro sempre pelo cano
Eu desfaleço acéfala e muda
Meus lábios (lindos) lambem-se
Saciados do melhor prazer

Portanto dedico esta tarde de domingo
Ao amor, aquele que chega e vai embora
Ateu, louco e intumescido
Para depois lembrar na minha cabeça
Que eu sou e fui
Talvez até seja para sempre
Uma coisinha louca
Pouco virtual
E virtuosamente linda de beijar
E acariciar
Claro,
Depois de uma boa aventura estilo Simone…

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