Passou

Dor
nas entranhas
estranhas todas
medo do amor
janela fechada
cortina rasgada
de frente pro mar.

Dor
joelhos tremendo
uma boca azul
chiclete azedo
um beijo adeus
que amor que nada
tudo acaba de novo

Dor
na barriga no ventre
ovários tesão
cadeira balanço
no ritmo do orgasmo
na fresta da morte
a cama o chão
cabeça rodando
sapatos sem pés

Dor
que a gilete cortou
a saliva que cura a
guitarra que tomba
é o samba é a dor

Dor
de dizer já era
foi só um carnaval
uma espera
desejo que foi
com o bloco
desmascarou-se
e fim.

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