VENHAM TOMAR UM CHÁ… OU UM UÍSQUE!

QUERIDOS AMIGOS E LEITORES, OU MELHOR, AMIGOS LEITORES:

VOU FAZER UMA REFORMINHA AQUI. DESTA FORMA OS CONVIDO TIMIDAMENTE A VISITAR-ME EM MEU BLOG DE AUDIOVISUAL (RECENTE) QUE AINDA ESTÁ ENGATINHANDO MAS POR ENQUANTO LÁ MISTURAREI MINHAS MALUQUICES (TEXTOS) COM CINEMA, TEATRO, ENFIM… DEU A LOUCA NO MUNDO HE-HE-HE!

BLOG ‘ESCOMBROS DO VÁCUO’

http://escombrosdovacuo.blogspot.com/

BEIJOS CARINHOSOS A TODOS VOCÊS, MEUS QUERIDOS QUE ME AJUDAM A CAMINHAR CADA PASSO EM BUSCA DE MIM MESMA. EU AMO VOCÊS ;)

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Put’Ana

Alguém tem uma filha puta
Mas a filha está grávida
O bebê irá chorar querendo peito
O pobre bebê filho da puta.

Mas quem de vocês não gostaria
De invadir a vida desta putana
Que por coincidência
Chama-se Ana?

E o bebê vai ser o quê quando crescer?
Aviador filho da puta?
Professor de literatura? Médico?

Ana diz que não importa
Ele vai ser homem e traçar as gatas
Ele será macho e cantará para elas.

Então será músico o filho da puta?

Talvez Presidente da República!
Não… Um presidente filho da puta não…
Não teria graça
Pois isso já existe, disse-me Ana.

Dois


Um é aquele que já estava lá quando ela chegou
O outro mandou buscar
Para brincar de roda e pique-esconde.

O primeiro conhece a sua alma encardida
Mofa com ela nos escombros dos destinos
Enquanto o segundo cheira a talco e brinca de médico
Quando acaba o filme cult que ela decupou…

O mais antigo dorme com seu espírito
Conhece seus sonhos e guia seus pensamentos
O mais recente nem entende o que ela fala
E quase não a deixa dormir.

O que faz companhia ao chá escuta
Os lamentos loucos da alma vadia
Cuida das feridas e enxuga seus cabelos

O que faz aventura a acompanha no bar
Não ouve o que fala e nem ri do seu roteiro
Disfarça as suas cicratizes
Com lambidas caninamente suaves…

O primeiro chegou na frente e se instalou
Como cupim em sua alma de madeira
Hospedeiro atento, a vigia noite e dia

Enquanto o outro é hospedeiro e invasor
Manipula a alma erótica da doidivanas
E arqueia as sombrancelhas quanto ela grita
_ Eu amo os dois!

GISELE


Era tarde da noite quando Gisele saiu de casa, deixando para trás seu marido e alguns filhos inconvenientes.
No dia anterior havia falado com o Pastor de sua igreja que não mais voltaria a orar, tampouco cantar para Jesus, seu ex-Deus. Era ‘Evita’ da igreja, seja lá o que isso possa significar.
Olhou em volta e correu para pegar o ônibus, sumir de Botafogo e embrenhar-se num bairro modesto do subúrbio, onde finalmente sentir-se-ia livre. Pobre, mas livre de sua tortura.
Conheceu um velho que passou a ajudá-la regularmente.
Aos poucos foi fazendo amizade no bar da esquina. Um bar freqüentado por homens e rapazes do bairro. Gisele observou que eram homens bonitos, alegres e simpáticos.
Então ela passou a dar asas à sua imaginação. Como seria a vida de uma mulher livre, sem filhos, marido, igreja ou santidade?
Assim Gisele experimentou todo tipo de relação amorosa.
Por fim apaixonou-se por dois rapazes ao mesmo tempo.
E sempre que pode, gasta o dinheiro do velho com esses meninos e se dá por satisfeita.
Afinal, ela sempre soubera que a liberdade era um mundo diferente.
Desligou o telefone mais uma vez dizendo para o ex-marido que continuava em sua clausura espiritual.
Jogou uma jaqueta por cima dos ombros e sorriu um sorriso ateu, associando a liberdade à mentira.
Gisele estava finalmente feliz.

(Baseado em fatos reais e o nome foi mantido)

O QUE HÁ DE ERRADO?…


Com os domingos nas praças, cadê os namorados?
Com os shows nas areias das praias? Violência?
Com os dedos de minhas mãos, dormência? Demência?
Cadê a poesia, a música, os livros e livreiros?
Internet se mete se mete se met!
Cadê meu gibi e meus discos, minhas fotos feias?
E no bar, mataram a garçonete, coitada!
Foi ela, foi a net, foi a internet
Que matou a Margaret…

Não atirem

Morre meu amor de vez
morre de vez minha agonia em compensação
e em compensação não durmo mais agoniada
a esperar por seus beijos
e mordidas.

Não precisa dizer mais nada
e nada direi também, afinal morremos os dois
um em cada lado da vida, de noite
com frio e dó de nós.

Queira desculpar minha dor selvagem
é que sinto falta mesmo é da cama
e das línguas esfregando-se
e dos suores pelos corpos e do banho
frio e feliz depois de tudo…
e como eu te amo!

Não esqueça deste amor louco
das fofocas e da barra pesada
dos vinhos e blasfêmias atrozes
entre nossas vidas comprimidas
de tesão e medo de acabar.

Mas acabou, não é mesmo?
Acabou como haveria de ter um fim
uma tão fraca vontade de vencer
aqueles monstros que pulavam na cama
e faziam amor conosco toda vez…

Agora eu volto a escrever e você volta a ler
as coisas que escrevo…
ou paro eu de escrever e saio pelo mundo
em busca de lugar inexistente?

Deve haver algo assim
e se houver, te aviso e voltamos
a fazer aquilo tudo em silêncio
porque nenhum de nós
poderá falar mais nada depois
que atiraram pedras em nosso amor…