Não atirem

Morre meu amor de vez
morre de vez minha agonia em compensação
e em compensação não durmo mais agoniada
a esperar por seus beijos
e mordidas.

Não precisa dizer mais nada
e nada direi também, afinal morremos os dois
um em cada lado da vida, de noite
com frio e dó de nós.

Queira desculpar minha dor selvagem
é que sinto falta mesmo é da cama
e das línguas esfregando-se
e dos suores pelos corpos e do banho
frio e feliz depois de tudo…
e como eu te amo!

Não esqueça deste amor louco
das fofocas e da barra pesada
dos vinhos e blasfêmias atrozes
entre nossas vidas comprimidas
de tesão e medo de acabar.

Mas acabou, não é mesmo?
Acabou como haveria de ter um fim
uma tão fraca vontade de vencer
aqueles monstros que pulavam na cama
e faziam amor conosco toda vez…

Agora eu volto a escrever e você volta a ler
as coisas que escrevo…
ou paro eu de escrever e saio pelo mundo
em busca de lugar inexistente?

Deve haver algo assim
e se houver, te aviso e voltamos
a fazer aquilo tudo em silêncio
porque nenhum de nós
poderá falar mais nada depois
que atiraram pedras em nosso amor…

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