Domingo, enquanto meu Botafogo não ganha…


No final das contas
A vida é uma curva na estrada
Lá, neste momento, derrubam-se a dúvida,
A chuva e meteoros da suposta avalanche humana.

Neste instante eu percebo que somos
A desgraça das limitações,
Talvez o derradeiro pensar
Que nos remete ao último caos atômico. Da aids, fé, e medo
Do meu Botafogo perder…

Salve Garrincha!

E lá, nesta curva da estrada
Só nos restariam dois motivos
Para não pularmos no Gran Canyon:

Assumimos nossa pequenêz fatal,
Os dinossauros
E as viúvas da segunda guerra,
Ou nos remetemos ao inferno
Dos deuses gregos,
E falamos por toda a noite
Com Sócrates emudecido?

Sinto que isto aqui virou farra
Uma rave desgovernada onde homens
De boa compleição física
Estupram suas esposas sutilmente
E se distanciam cada vez mais
Da beleza de um orgasmo.

Ou sejamos justos tal qual Salomão
Ou fiquemos na inútil masturbação aérea
Num aeronáutico bar
Que deixou voar tanta vergonha…

Eu seria a voz da multidão
Sou talvez quem não foi ouvida
E nem levada em consideração,

Porém, o Jesus Rei também não!
Ele não foi bem quisto e desta mesma forma
Ele se deu mal.

O fato irrisório de escrever
Só me deixa solitária cada vez mais,
Porque não escrevo fantasias
E acho que transcrevo pedaços de minha alma
Alma que, talvez, vagou por aí
Desde a existência…

Quanto tá o jogo, porra?

Não gostaria de passar nenhuma sensação
De angústia problemática – sou botafoguense!
Mas o que farei eu depois de Freud, depois de Jung, Vietnã,
Caras pintadas e…
Lula, um molusco sem músculo governante?

Sou, acho, uma pessoa que jamais
Me conformei com injustiças.
Possuo
Esculturas de artistas contemporâneos
Que mantêm a tarja da justiça incólume.

Pareço, às vezes, velha demais?
Mas não, não sou.
Apenas tive infância nenhuma,
Filha, neta, irmã, e todos militares músicos
Mutilados quando eu os olhava…

Entendo pouco de partitura
E lembro do meu prazer ao escutar
Os gênios músicos…
Mas partiram para o inferno
O inferno das desilusões. Eles morrem!

Mas que merda de juiz!

Fui, portanto uma menina prodígia
E Ghandi, minha pureza entre as pernas.
Não que eu tenha sido casta ou santa,
Mas cultuei deuses agnósticos
Dignos de raça inferior
Como meu amado rock’n roll.

Por isso passei a amar os cães, os gatos, baratas,
Moscas, vagalumes… e as rãs.

Ou seja, eu meditei estupidamente e descobri
Que a essência está e esteve em minhas entranhas…

Mergulho neste espaço para usufruir
Desta sensação de fazer parte de um Universo único,
Onde unicamente determino e sei
Que Deus é apenas um verbo…

Mas meu Fogão é Time!!

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