Em que Era estamos?

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Segundo os Vedas é a Era de Ferro ou Era de Kalli. Outros acreditam que  adentramos a Era de Aquárius.

De qualquer forma todos estamos em busca da Luz. Qualquer coisa que acenda nossa visão, certo?

O tempo passou rápido. Outro dia caçávamos mamutes e babuciávamos ao invés de falarmos uns com os outros.

A tecnologia nos distancia cada vez mais deste passado quase darwiniano, porém esta coisa de Luz nos persegue.

Atualmente é tudo tão prático. Um amigo meu apenas bate palmas para acender a luz da sala e dos outros cômodos da casa. O máximo de comodidade.

Mas aqui em casa, no cômodo onde é meu escritório, arrebentou o interruptor (nem sei se ainda são chamados assim). O fato é que eu, para acender a luz, tenho que encostar um fio no outro. E se não tomar cuidado, desliga o ventilador de teto e o computador. Ah! E a televisão.

Engraçado. Uns batem palmas, a luz acende. Eu, enquanto o eletrecista não vem, vou me curando com pequenas descargas de choques.

Mas e a tal Luz desta Era, onde estará?

Pensando bem, pouca coisa mudou se acontece um pane na energia elétrica.

Eu que o diga. (

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Olhar sonorizado

fotografia Helmut Newton

Fazer cinema é fácil. Filma o que teu olho vê, imagina o que tua alma regozija. Pega a câmera, acende a idéia e mergulha fundo no sonho audiovisual.
Olha mesmo! Invade com tesão a tua estória e conta depois para quem quiser prestar atenção no que tu olhaste.
Tua lente é poderosa. Tu és o primeiro espectador da tua idéia. E mesmo em silêncio tu ouves vozes nas imagens. O som, o som, o som!
O som da tua idéia!

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Vestida para amar

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 fotografia – Helmut Newton

Ela se despe com a pele

Se desfaz em sentidos

Múltiplos

Antegoza um instante mortal

E o gelo contrapõe seu quente

Coração

Ela é o vácuo entre a dor e a

Paixão

Um hiato hálito hortelã

A pele umedece os lábios

E metrô algum alcança seu

Passo scarpin

Assim vai ao encontro do amor

Na hora marcada pagã

No final da noite

Onde lá na estação

Ele se esconde excitado

Balbucia falácias

Ao invés de cobrí-la.

Mas ela  acostumada

Apenas reveste em cabelos e

Pêlos

Enquanto o trem passa

Jogando vento

Arrepiando  dois

No cume desgraça.