Numa esquina escurinha na madrugada

CENA5-RUA-EXTERIOR/NOITE
MARCO E AMANDA CONVERSAM ENCOSTADOS NO MURO.

MARCO – O filme era ruim. Ainda sinto tesão e medo de mudar.

AMANDA – Um drama para você não cairia bem mesmo. Larga logo tua mulher.

MARCO – Não sei acordar sem aqueles cabelos no meu peito.

AMANDA – Isso é mesmo um drama. Mas se não tem amor. Discutem só a crise econômica e o preço do presunto. Ou quem vai lavar a louça?

MARCO – É fácil pra você ironizar as merdas dos outros. Mas não me engana, Amanda. No fundo você não é lésbica. Eu sei.

AMANDA – Só porque transamos em estado de absoluta solidão não significa que tenho dúvidas das minhas convicções.

MARCO – Sexo não é convicção. É questão de prazer. Vontade.

AMANDA – E você ainda sente prazer com tua mulher?

MARCO – Às vezes, quando estou bêbado.

AMANDA – Pois então, meu caro.

MARCO – E você se sente o máximo em colecionar garotas. É isso?

AMANDA – Marco. Eu não coleciono garotas. Eu apenas fico aberta a novas emoções. Se você se fecha em um casamento de merda, o prejuízo é seu. A vida corre e geralmente na contra-mão.

MARCO – Na contra-mão? Não entendo, Amanda. Suas metáforas são tão fraquinhas.

AMANDA – Só digo que é ridículo você ficar preso a um corpo que nem prazer te dá mais. Você é covarde, Marco. Simples assim.

MARCO – Quer transar?

AMANDA – Não sei. Você quer?

MARCO – Quero!

AMANDA – Tá.

CORTA PARA

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