Orgânico

margarida-branca.jpg

Tão distante de mim
Está a linha do mar, lá longe
Assim como a garrafa de Água,
E o cinzeiro que derrama
A cinza no chão.

No lado daqui
Um buraco e olho
Você tão distante
Catando letras embaralhadas
Fazendo poemas em vão.

E qual é o lado certo,
O que me vê
Pelo buraco negro
Do universo,
O que diz que loucos
Não têm imagem?

Pelo vidro entorto os dedos
E percebo homens nus
Que juntaram a poeira
Da criação.

E por que continuam
Tão longe
Você e a garrafa de água?

Por que as letras tremem
Na lembrança do passado,
Este lugar onde pulsa morto
Um coração de louco…

Parece droga, abandono
Ou cura…?
Mas é só tal amor
Desses de hospício
Com camisa-de-força
No lugar de Vênus.

É masturbação induzida
No lugar do sonho
Na vez do corpo.

Alcanço agora a garrafa
Mas já não é água:
São lágrimas aparadas
Na última chuva
Da minha solidão.

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