Trindade obscura

73347607.jpg373111127626991.jpg9246611795340052.jpgElas andam sempre de mãos dadas e seus nomes são tão bem conhecidos.

Elas usam roupas decotadas, são puro fetiche, uns tesões as desgraçadas mocinhas Gang ou Prada.

Provocam casados, solteiros, todo tipo de gente ávida por prazer e morte. Tem até gente que morre de tanto gozar.

São loiras, morenas, negras, assanhadas mulatas, ruivas e transparentes madrugadas.

E todas dançam libidinosamente sensuais macabras e se despem casualmente na moda e na estação que for.

Ah, mocinhas involuntárias, safadas, indecifráveis mulheres cheirosas, almiscaradas e céticas.

Estas deusas beijam na boca, fazem sexo oral e se vão. Deixam chorando o cabra de pau na mão.

Fazem estragos na conta bancária e riem demoníacas quando abandonam suas vítimas moribundas e macilentas.

Os nomes tão corriqueiros e aclamados, chamados pelo interfone, no bar ou em pleno dia de sol. Não importa, todos as chamam e as abraçam com desejo insano:

_Vem, Cachaça!

_Vamos, Cocaína!

_Boa noite, linda Morte!

(Enquanto isso, cristãos discutem algumas descriminalizações num salão onde se reúnem adeptos das mocinhas… e todos usam ternos)

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