Ataraxia

Saiu de casa às três da manhã enquanto Ludmila mijava no vaso limpo de água sanitária e Omo-multiação.

Ainda ouviu seus berros de dor e frustração. Ainda enxugava o pênis com papel higiênico importado.

Cruzou encruzilhada das pombagiras perfumadas e Ludmila do portão acusava-o ‘corno’ e ria mais que qualquer rainha. Nem Marco Antônio, o vizinho que lia Sêneca entenderia a leveza dele naquele momento.

Ainda escutou os saltos do sapato dela arranhando o capô do Honda e ainda pode escutar um falso desmaio alcoólico do scotch da última viagem a uma Escócia distante.

Suspirou quando seu corpo levitou como um truque perfeito. Algumas pessoas saindo de uma festa ficaram sóbrias com tal visão.

Voou como um deus mitológico pelo Éter e sumiu acenando para a deusa ruiva Gucci.

Ainda viu, antes de entrar nas nuvens, o anular irado de Ludmila apontado para ele, brilhando com o maior dos diamantes.

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2 comentários em “Ataraxia

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