Marmelada


O celular tocou e combinaram de se encontrar na rodoviária do Rio de Janeiro como se fosse em Veneza. Era verão e beberam até chegar o Carnaval.

Ao amanhecer, olharam-se sem suas fantasias da festa-sodomia.

Um deles puxou o choro como quem chama o bloco pras ruas. O outro, a mulher fatal, sem maquiagem, desmaiou, grávida de incertezas.

 Correu ela para a rodoviária como se fosse o aeroporto e comprou o último bilhete. Adeus.