Hermann Hesse – Vivências

 

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[ Não existe nada tão mau, selvagem e cruel, na natureza, quanto os homens normais. ]

Saudades…

Eu sinto, não raro, muita saudade de livros que doei quando engajei-me em projetos filantrópicos. Muitas vezes foi piração mesmo: arrumava pilhas e pilhas, punha na calçada e ficava observando os livros desaparecerem nas mãos dos transeuntes.

 Grande parte de meu acervo encontra-se na casa de uma amiga que mora no final da rua, a Francisca, uma amante dos encadernados. Ela chega ao ponto de doá-los só para garimpar mais.

 Mas tem vezes, como hoje, que eu fico lembrando de minha coleção do Círculo do livro que se foi. Das minhas enciclopédias e de alguns filósofos que pedi para conversarem com outras pessoas.

Aí, vendo-me abraçada a um Hermann Hesse Vivências – tradução de Lya Luft , chorei, gente. Pensei, pegando o  mal conservado livro em minhas mãos: “Faz-me companhia hoje, querido, pois sinto muita falta de seus companheiros que se foram.”

Vivências é uma antologia de contos que o genial pensador escreveu, inspirado em suas próprias experiências, desde os tempos de menino até as amarguras que passou na fase adulta.

Quem sabe um dia eu o presenteie a um de vocês, né amigos?

Trecho do conto Experiência de menino:

[ … Mas ele era quatro ou cinco anos mais moço que eu, e mesmo se fosse um gênio, minha honra de colegial proibia-me de relacionar-me com um menino tão pequeno. Ainda assim, eu o amava… ]

Bem, emocionada e saudosa escolhi uma das minhas frases preferidas de  Hermann Hesse. Isso é que é consolo. Risos.

[ Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo. ]

Hermann Hesse – 02/07/1877 – 09/08/1962 – Escritor, pensador, pintor da existência humana.

 

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