Quanto custa?

NÃO NASCEM LÍRIOS DE LUA PELOS CORAÇÕES DE PEDRA. (CECÍLIA MEIRELES)

Causa espanto ver e sentir o quanto nos distanciamos da natureza, e com que descaso cuidamos de nosso habitat, nossos veios de bem estar. E principalmente, fico boquiaberta ao constatar que estamos nos afastando cada vez mais de nossas essências mais dignas.

Parece papo careta, do tipo ‘ame a natureza’. Mas que seja então careta.

Onde moro acontecem muitas coisas normais para cidade grande, metrópoles são mesmo um caos. Mas a quem responsabilizar pelas meninas que se jogam em braços libidinosos por uns trocados? Muitas são de classe média e fazem sexo desta maneira para comprar drogas.

Porém a questão é a sexual. De que adiantou séculos de repressão, hein?

A prostituição já não é romântica. É bizarra e assustadora.

Quanto custa um programa? Bem menos que o estrago que este boom sexual poderá causar a quem vê o sexo como forma de investimento.

O homem, ao se afastar da natureza perdeu o instinto de amar. A sensualidade está na franqueza de sorrir e sentir prazer naturalmente. Na liberdade de uma paixão. Na nudez angelical de dois corpos em êxtase contínuo.

Que saudades dos tempos quando tudo começava com um beijo. Ia longe, mas era, sei lá, mais humano.

 “Dai,

Assunto espinhoso…

Nunca achei a prostituição romântica. Prá mim o ato sexual é muito mais do que uma simples ‘trepada-gozada’, sabe?

Meu romantismo me faz pensar em ‘duas almas que se tocam’, sabe?

O mais assustador da prostituição é a infantil…nooossssa como isso me afeta, como isso me enoja, como isso me dói!…”

[Fátima Tardelli in comment]

 

“… Quando escrevi romântica, eu pensava nas versões de cinema e nas prostitutas de séculos passados. Ou no sentido de que em algum momento elas quiseram se legalizar em sindicatos. Quando denunciaram violência e discriminação… A profissão é mesmo a mais antiga do mundo, ou o mundo sempre foi macho?…”

[Dai in comment]

“… Aquela que ama um homem incondicionalmente, é idiota, assim como aquele que ama uma mulher, igualmente é. Aquele que ama o igual, também. Tudo é ou está instrumentalizado. Amar reduzido ao ato, pensando bem, é a coisa mais fácil. Bateu ali, subiu aqui, pá, pum. Pronto… “

[Djabal in comment]

 

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12 comentários em “Quanto custa?

  1. Bateu um bolão! Que dizer mais?
    Tudo que você falou (poderia desenrolar num belo ensaio) eu posso dizer que concordo. Difícil é entender o porquê deste ‘comércio’. Por um lado acho que cada um sabe de si – carentes, feticheiros… mas só não entendo essa coisa nojenta e oprtunista do ser humano de exagerar, ir até o fundo do poço. Tipo achar que uma menina, digamos, de 12, 13 anos sabe o que quer.
    Ah Cesinha, esse post eu escrevi pq a filha de uma amiga minha entrou nessa, e não faz sentido, neste caso, não faz sentido para mim. Classe média, a menina saiu da faculdade pro mundo das drogas e prostituição. Muito triste.

  2. Hoje vao contrário do habitualk não li os comentários.

    bem… antiquado sempre fui.
    Quanto a ser a profissão mais antiga do mundo, posso confirmar alguma coisa, mas tenha em mente que “profissão” é um palavra ligada ao capitalismo… Não se aplica a a outra época. Mesmo na Idade Média talvez devesseos usar “Função”.

    Na Suméria (3000 AC) antiga as mulheres para terem a permissão de se casar tinham que servir no templo de Inana, a deusa da fertilidade, como prostitutas da Deusa. É claro que havia o cunho religioso da coisa, mas era um “Trabalho” remunerado.
    Como atividade não remunerada temos a suspeita os ritos de Beltane que Bradley usou nas suas Brumas.

    Mudando de assunto de referências históricas…
    Amar é natural?
    sinceramente não sei.
    todo o conehcimento acumuldo sendo cruzado, analisado, extrapolado sem parar tentando chegar a uma resposta e ela continua sendo não sei.

    Difícil acreditar que não seja, dada a realidade sensorial, mas por outro lado há muita poluição do romantismo (modelo de pensamento do século XVIII) atrapalhando a análise.
    Chego a minha dedução particular que independente de ser ou não é um coisa que defendo.
    A infância é uma invenção vitoriana ou não?
    Sei lá. Sei que a defendo com unhas e dentes.
    Assim como o amor.
    Assim como o amor.

    Se acho a prostituição abominável?
    Estou me treinando para não condenar as pessoas antes de um julgamento caso a caso. Crio em liberdade. A decisão tomada livremnte por aquelas pessoas que querem inclusive legalizar a profissão, tenho que apoiar. As que são empurradas para ela pela necessidade, precisam de ajuda.
    Não creio que crianças possam tomar essa decisão. Creio também que devemos defender a infância com unhas e dentes.
    Creio que a pessoa que procura o sexo como mrcadoria, produto de consumo está com algum problema emocional ligado a carência, auto estima , etc ou então mais cicatrizes no coração do que consegue suportar.

  3. Seus escritos não são e nunca serão escatológicos. Talvez você assim quisesse para esconder essa alma dançarina e otimista. Aquela que crê, tem medo de passar por boba. Liga não, menina. Todos ‘semos’ ou ‘seremos’ um dia, mais dia ou menos dia. Seus textos são emotivos, lindos e batem fundo. Bjs.

  4. Daniel,
    Meu grande amigo, virtual e pessoal =]
    Vamos nos falar. Sabe como é… mania de dissecar almas hehe. Nos falaremos, aguarde.
    Beijos. Amei a visita 🙂

  5. Djabal, meu grande amor,
    Meu parceiro da esperança. Sou tão careta que acredito que a era de aquárius trará mudanças. E quero acreditar num final feliz para nosso mundo. Sabemos que independente de tantas profecias, o Bem tende a prevalecer. Se faço posts escatológicos, são apenas momentos, momentos apenas de desesperança. Vou me policiar mais 😉
    Beijos.

  6. Fátima, acho que me expressei mal. Quando escrevi romântica, eu pensava nas versões de cinema e nas prostitutas de séculos passados. Ou no sentido de que em algum momento elas quiseram se legalizar em sindicatos. Quando denunciaram violência e discriminação… A profissão é mesmo a mais antiga do mundo, ou o mundo sempre foi macho? De qualquer forma eram um classe. Mas e essa nova moda depois de ‘Capitu’ e ‘Bebel’ das novelas da Globo?
    Para nós que fazemos audiovisual, elas são muito respeitadas pq são sempre personagens viscerais, verossímeis e representantes de várias caras da natureza humana.
    Mas realmente dói saber que a prostituta nasceu em remotos e podres reinos de trogloditas gozadores da humilhação.

    Beijo minha linda. Gostei muitíssimo do seu parecer.

  7. Nós estamos desaprendendo a amar. A não ser a nós mesmos. Careta não é amar a natureza, só. Careta hoje é amar. Você parece que passa por bobo. Aquela que ama um homem incondicionalmente, é idiota, assim como aquele que ama uma mulher, igualmente é. Aquele que ama o igual, também. Tudo é ou está instrumentalizado. Amar reduzido ao ato, pensando bem, é a coisa mais fácil. Bateu ali, subiu aqui, pá, pum. Pronto.
    Mas que nada. É difícil. Esquecemos de amar. Esquecemos que a felicidade só existe quando compartilhada. Ser feliz na Ilha de Páscoa não é ser feliz. Esquecemos de amar, de tolerar, de compreender, e finalmente de compartilhar. Cada um na sua. O nome dessa árvore? Que importa? Qual a utilidade para a vida prática. Assim iremos. O caminho é longo, dizem os testemunhos que desde o início do consulado romano. Assim contou Petrônio. Eu, particularmente, apesar de ver, ainda acredito muito que conseguiremos. Beijos querida.

  8. Dai,

    Assunto espinhoso…

    Nunca achei a prostituição romântica. Prá mim o ato sexual é muito mais do que uma simples ‘trepada-gozada’, sabe?

    Meu romantismo me faz pensar em ‘duas almas que se tocam’, sabe?

    O mais assustador da prostituição é a infantil…nooossssa como isso me afeta, como isso me enoja, como isso me dói!

    Pensar que existem homens (animais, não?) que liberam tais instintos perversos, que existem outros que vendem sua própria prole, e que meninas/meninos (crianças!!!!!!) são subjugados desta maneira, vilipendiados de forma tão profunda, ignóbil.

    Quando assisti aquele filme brasileiro (Acho que é ‘Anjos do Sol’), senti engulos de vômito e depois quedei-me em lágrimas.

    Tá, alguns dirão que é hipocrisia, haja vista que não faço nada para mudar a situação e que depois continuo minha vidinha….pode ser, penso nisso constantemente, apesar de não tratar-se de hipocrisia.

    Queria poder fazer algo, assim como queria poder fazer algo com relação à todos (homens ou animais) que estão em situação de risco, assim como queria mudar o mundo…as perguntas seriam: o quê? como?

    Não logro êxito em encontrar respostas.
    Viver, às vezes, dói; conviver com ignomínia, mais ainda.

    Enfim. Boa postagem, por ser convite à reflexão.
    Abraços, querida!

  9. Há muito não apareço por aqui, e logo vejo uma Dai pacífica e careta, me deixando feliz!

    Você conhece a minha opinião sobre o texto: “o que os olhos não vêem, o coração não sente”. Posso ser clichê ou até antiquado, mas antes de tudo preservo a minha saúde psíquica, se é que me entende.

    Já sobre o texto de beleza em parceria com o Ask the Dust… Estou animado! Aquele post em que você comentou foi o primeiro que fiz. Hoje postei a confirmação da tendência do verão 09 do SPFW, um post contínuo do pioneiro sobre o lançamento de make up no Fashion Rio. Mando o link para sua leitura.

    http://askthe-dust.blogspot.com/2008/06/beleza-minimalista.html

    Aguarto comentário/resposta…

    Um abraço,

    Daniel.

Sua opinião me interessa ;)

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