SARTRE – A eterna Existência

 

Jean Saudek’s photo

 EXISTENCIALISMO

“Que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber…” Jean-Paul Sartre

 O QUE DIRIA SARTRE HOJE, NESTE MOMENTO TECNOLÓGICO? O EXISTENCIALISMO MANTERIA A INDEPENDÊNCIA DO HOMEM, AINDA NEGANDO A DEUS?

AS IGREJAS ESTÃO MASSACRANDO HOMOSSEXUAIS E MULHERES QUANDO INTERFEREM NA ESCOLHA ÍNTIMA COMO NA QUESTÃO DO ABORTO. ONDE SE PRESERVA A ESSÊNCIA DAS MINORIAS ?

    

AS IGREJAS AINDA MANIPULAM EM NOME DE DEUS. EXISTENCIALISMO É ISSO. PERCEBER QUE QUANDO SARTRE FALOU, ESCREVEU E VIVEU NA INDEPENDÊNCIA DE SI PRÓPRIO, ERA PORQUE NÃO ACEITAVA QUE A ESSÊNCIA DO HOMEM PUDESSE SER SUBJUGADA.

  “… Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsablidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens.”
Jean-Paul Sartre

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10 comentários em “SARTRE – A eterna Existência

  1. E boniot o pensamento sartreano, e isso insenta de nós pormos responsabilidades nos moutros, quando estamos tendando nos eximir delas.porem Deus, amarra a responsabilidades em mnós mesmos, independente de crenças e valores.A essencia precede a existencia, o ser precede a existencia, pois o ser e a ausencia do nada

  2. Djabal,
    Desculpe, mas às vezes deixo para responder num próximo momento e acabo esquecendo de voltar.
    Porém não por acaso citei Francesco Alberoni e Salvatore Veca. Certamente fiquei com suas palavras na cabeça. E no coração. Amor é tudo.
    Beijo, meu lindo.

  3. Cesar,
    Fico imaginando quão penoso tenha sido pra ti, e muito corajoso se jogar nesse mar de possibilidades.
    Eu já sabia de seu perfil Jungiano, porém, o que se passa com você, na verdade está acontecendo no mundo ocidental de forma generalizada: o homem inconformado com conceitos fechados, busca um leque para ser aberto, pouco se importando com paradoxos ou contradições antes inaceitáveis.
    Mas isso pode ser um bom sinal, ou seja, ao desconstruirmos o ‘certo’ e questionarmos os ditos cânones, partimos para um mundo novo, menos escravizado por teorias e crenças que realmente subjugam e estripam os organismos humanos.
    Gosto do seu modo de encarar as coisas, de forma honesta, onde claramente sinto que você deixa prevalecer o seu ‘eu’, independentemente dos sistemas.
    “…E o que existe de bom e mal no mundo é culpa nossa. Unicamente nossa.”
    Sabe que às vezes fico propensa a acreditar que nos colocamos como únicos culpados, quando na verdade viemos parar aqui sem ‘manual de instrução’. Já cheguei a pensar que em muitos aspectos a natureza falhou. Mas isso é papo para um outro post. 😉
    Obrigada pela dissertação, você é muito bem vindo à minha casa, assim como nossos amigos de pura luz.
    Beijos querido.

  4. Fátima,
    Entendo que a natureza humana traz em si características que permeiam mente e todos os chamados corpos sutis – alma, espírito, e o próprio pensamento que nos governa. Este conceito de Intencionalidade muito bem citado por você, me fez pensar além das instituições religiosas ou qualquer tipo de organização social dita civilizada que envolva sentimentalismos decorrentes do ‘temor’.

    Gosto muito de pensar com Francesco Alberoni e Salvatore Veca, filósofos contemporâneos, autores do livro ‘O Altruísmo e a moral’. Em um trecho que gosto muito, subentendido em Kant, eles dizem:
    “[…]Não nos podemos obrigar a amar alguém. Não nos podemos forçar a ter sentimentos e não podemos, portanto, impor a nós mesmos um mandamento como o do amor. A nossa razão, entretanto, pode conceber, como coisa necessária, o dever. O dever ocupa, por assim dizer, o vazio deixado pelo amor. Mesmo que eu não possa amar o meu semelhante, ainda assim posso forçar-me a fazer o bem dele, a agir em prol dele, a ser imparcial em relação a ele. O que Kant fez foi introduzir uma profunda mudança de perspectiva. Uma vez que não posso contar com amor, que é um sentimento espontâneo, ficarei com o seu equivalente proposital, o que tem as mesmas consequências práticas.
    A moral obriga-nos a agir como se estivéssemos amando. O dever é um ‘como se’ do amor. Na falta do sentimento, a razão pode herdar dele a intenção altruísta e realizá-la do mesmo jeito. A intenção continua boa, ainda que não seja alimentada pelo amor.”
    Creio que uma idéia possa completar a outra. Em suma, é de fato uma questão de orientação e educação. Minha filha jamais falaria algo como estas menias em relação ao morador de rua, e se você tiver filhos, sobrinhos, tenho certeza que serão plenos de consciência fraternal.
    Mas como sou rebelde até hoje, ainda considero o oportunismo das igrejas e afins religiosos, algo que se assemelha a um crime contra o bem estar do homem em seu próprio reduto existencial.
    Seu comentário abrilhantou meu pequeno artigo, fazendo com que eu voasse filosoficamente esta noite. Não tem preço ter você e sua sapiência presentes sempre.
    Um beijo, minha estimada amiga. Valeu! 🙂

  5. Sem tempo para ler a thead de comentários…
    Mas volto aqui para lê-las…

    Já tive crises por ser um existencalista e um junguiano ao mesmo tempo.
    Duas liberdades. Sarte diz que não temos nada em nós e Jung que temos tudo.
    como bem definiu a língua portuguesa, artigos indefinidos. Nada e Tudo.
    Possibilidade para tudo.
    E o que existe de bom e mal no mundo é culpa nossa. Unicamente nossa.

    É incrível que ainda seja o maior desejo das ideologias ver o homem subjulgado pelo homem, mesmo que seja sempre um homem mascarado por algo superior a ele, como o mercado dos liberais, a igualdade dos comunistas ou o deus dos religiosos.

    Mas não é surprendente.
    A nossa naturza é vier em bando, rebanho. Somos um grupo de macacos, lobos, cavalos e qualquer outro animal que vive em rebanho.
    Nem somos sociáveis como as abelhas e nem individuais como os orangotangos.
    Nossa natureza é subjulgar se formos líderes e acitar a dominação se formos rebanho.
    A postura de Sartre é admitir que o existencilismo é assustador às pessoas e a de Jung é explicar que a individuação é um trabalho lento e penoso.
    Mas hoje em dia não consigo separa os dois. Sem libertar-mo-nos de nós msmos através de um trabalho pasicológico o trabalho fica pela metade.
    fomos construídos antes de conseguirmos escolher por uma sociedade Durkheiniana/Marxista autoreprodutora e razão não é o bastante.

    No entnao as pessoas que fazem parte do rebanho e tem um pai por cima de si dando segurança, seja pastor, seja presidente seja ministro da fazenda não vão querer trilhar ssa longa e penosa estrada

  6. Dai:

    Quando vc mencionou o ‘direito das minorias’, me fez lembrar de Axel Honneth, que ‘criou’ uma teoria onde defende que a luta por respeito e reconhecimento intersubjetivo seria o motor último dos conflitos sociais.

    Na esteira da idéia de reconhecimento do outro como sujeito ‘moral’ como único meio de reconhecer-se no outro um sujeito que tenha os mesmos direitos que nós, ele aduz que os conflitos surgem quando determinado grupo (ou indivíduo isolado) não reconhecendo no outro um sujeito ‘igual’ (moral), desrespeita-o e que o revide do outro (que exige dito reconhecimento e respeito) é que acaba por trazer todos os conflitos existentes.

    Já John Searle, fala sobre a ‘Intencionalidade’:

    …A Intencionalidade é aquela propriedade de muitos estados mentais pela qual estes são dirigidos para, ou acerca de, objetos e estados de coisas no mundo. Se, por exemplo, eu tiver uma crença, deve ser uma crença de que determinada coisa é desse ou daquele modo; se tiver um temor, deve ser um temor de alguma coisa ou de algum acontecimento; se tiver um desejo, deve ser um desejo de fazer alguma coisa, ou de que algo aconteça ou seja; se tiver uma intenção, deve ser uma intenção de fazer alguma coisa; e assim por diante em uma longa série de outros casos.[…] apenas alguns estados mentais, e não todos, têm Intencionalidade. Crenças, temores, esperanças e desejos são Intencionais, mas há formas de nervosismo, exaltação e ansiedade não-direcionada que não o são. Uma chave para essa distinção é fornecida pelas restrições que envolvem o relato de tais estados. Se eu disser que tenho uma crença ou um desejo, fará qualquer sentido perguntar: ‘Em que, exatamente, você acredita?’, ou: ‘O que é que você deseja?’, e não poderei responder, ‘Ah, eu só tenho uma crença e um desejo sem acreditar em nada nem desejar coisa alguma’. Minhas crenças e meus desejos devem ser sempre referentes a alguma coisa. Mas meu nervosismo e minha ansiedade não-direcionada não poderiam ser referentes a alguma coisa, neste sentido. Tais estados são caracteristicamente acompanhados por crenças e desejos, mas os estados não-direcionados não são idênticos às crenças e desejos. Segundo minha explicação, se um estado E é Intencional, deve haver uma resposta para perguntas como: A que se refere E? Em que consiste E? O que é um E tal que? Alguns tipos de estados mentais possuem modalidades em que são Intencionais e outras em que não o são. Por exemplo, assim, como há formas de exaltação, de depressão e de ansiedade em que se está simplesmente exaltado, deprimido ou ansioso sem se estar exaltado, deprimido ou ansioso a respeito de coisa alguma, há também modalidades desses estados e que se está exaltado porque ocorreu isso e aquilo, ou deprimido ou ansioso com a perspectiva disso ou daquilo. A ansiedade, a depressão e a exaltação não-direcionadas não são Intencionais, enquanto os casos direcionados o são.”

    Pq eu mencionei tudo isso? Por dois motivos:
    a) creio que Honneth pode estar certo no que concerne à motriz dos conflitos (como sendo causados pela luta pelo reconhecimento que cada indivíduo enfrenta em toda sua vida),
    b) creio também que no quesito intencionalidade, enquanto ligada às ações humanas, Searle está certo quando aduz que nem todas ações ‘intencionais’ são conscientes. A exemplo cito uma situação narrada numa reportagem da revista Caros Amigos: a colunista contou que estava na varanda de seu apto quando viu uma movimentação estranha em frente ao seu prédio. Desceu e descobriu que havia um aglomerado de pessoas já voltando de um determinado ponto da rua.

    Um mordor de rua havia sido assassinado e ela soube de um modo terrível: duas meninas, com idade entre 8 e 10 anos, estavam falando entre si e uma delas disse: ‘Ah, foi SÓ um mendigo’.

    A colunista ficou horrorizada e passou a discorrer sobre o não-reconhecimento (por aquelas meninas) do morador de rua como uma pessoa, alguém que tivesse importância suficiente para se lamentar o assassínio cruel.

    Bom….também acho terrível, mais terrível ainda o fato de que aquelas meninas não devem ter a menor CONSCIÊNCIA do quão sério foi o que falaram.

    Assim, no que se referem aos ‘direitos das minorias’, entendo que muita gente que fere esses direitos, o faz sem ter consciência do que estão a fazer, pois o comportamento (de desrespeitar o direito dos mais fracos) está tão arraigado na mente da maioria que somente uma profunda mudança na educação poderia acabar com isso.

    É muito difícil modificar personalidades já formadas, o caminho seria impedir a formação de pré-conceitos na pessoa jovem.

    Acho que filosofei demais.

    🙂

    Desculpe aí.
    Beijão.
    😉

  7. O amor é inexplicável. As suas palavras sempre o defendem, de todos os ataques do medo e da intolerância. Tanto quanto você e a Cristina, acredito no triunfo da coragem, no avanço inevitável do auto conhecimento que destruirá gradativamente as nossas incompreensões atuais. Tempo. Esse é o segredo. Tempo. Não o nosso tempo, o dele. Bjs.

  8. Gosto muito do existencialismo, que vai contra os determinismos, tanto biológico quanto social, defendendo que o ser é algo em formação, sem uma essência definitiva, previamente dada ou construída, de uma vez para sempre. Isso proporciona aos homens o estado de liberdade, possibilidades de mudanças. Mesmo para aqueles que crêem em Deus, a existência enquanto construção é viável, se for considerado o livre arbítrio, então não se pode falar em natureza, uma coisa já formada, imutável, que condena os homens a uma essência acabada, a serem sempre o que são, independente de vontade, de aprendizados, de influência do que vivem. Também traz à tona a nossa responsabilidade em nos fazermos, o que gera esperança, isso torna possível mudar o mundo pra melhor, mesmo não sendo algo fácil de tentar conseguir. Beijão

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