Será arte?…

 

Pode-se analisar pelo ângulo da “moral e bons costumes”. Numa primera ótica, nossos pais e avós diriam: “falta do que fazer!”, ou, “o mundo está perdido!”

Mas a coisa vai mais além. O artista – infelizmente não tenho o nome -, pertence a uma frente libertária. Talvez de uma nova escola vanguarda. Já nesta era, estamos a desconstruir e questionar valores. Sejam estéticos, culturais, artísticos ou religiosos (aí entram sexo e nudez).

O vanguardista pintor usa sua arte pós-moderna e discute alguns aspectos do comportamento humano. Fica muito clara sua ousada intenção de desmitificar a nudez, buscando a comparação ou equalização entre animais, num reino racionalizado pelo poder executivo das leis de comportamento.

Aproveitando a oportunidade, informo que não sou visionária nem pertenço a grupos ativistas anti-igrejas, anti-semitas, ou seja lá o que for. Sou a favor da soltura artística. E defenderei sempre o direito e a liberdade de expressão.

Se a sociedade tivesse tido melhor oportunidade de se organizar, acredito que antropologicamente seríamos mais esclarecidos e felizes no amor. Conseqüentemente no sexo. Algumas palavras eu dispenso quando escrevo. Por exemplo, pudor. Principalmente o falso.

É arte sim. E das boas.

Bom domingo! 🙂

 

 

 

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Sobre Day

As pessoas que consideram que a coisa mais importante da vida é o conhecimento lembram-me a borboleta que voa para a chama da vela, e, ao fazê-lo, queima-se e extingue a luz. (Tolstoi)
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18 respostas para Será arte?…

  1. Bem, quem vai ficar escandalizado com nudez, se é o que mais temos hoje por aí?

    Teria que conhecer melhor o trabalho do artista, mas a princípio é válida a expressão sim!

    Beijos!

  2. Daisy disse:

    Sou meio prolixa hehe… Mas posso tentar sim 😉

  3. JLM disse:

    Eae Dai, não vai encarar o desafio da vez do http://www.duelodeescritores.com.br?

    Eu já escrevi os meus microcontos, queria ver a tua audácia traduzida em uns seus tb.

    1 abraço.

  4. Daisy disse:

    Pois é Eu.ALMA, como eu disse, falsos pudores são uma espécie de câncer na humana sociedade.
    Abraço, valeu.

  5. Daisy disse:

    He-he-he! Tinha que ser você, né Jeff?… Mas a idéia é boa, mais moderninho impossível 😉

  6. Eu. ALMA disse:

    A arte se expressa por si mesma.
    Indiferente de sexo.

    Pudor? Sera o temor da nudes?
    Inposta por dogmas catolicos.

    Quase sempre humanos.

    beijos.

  7. JLM disse:

    É do tipo “olhe mas não ponha o dedo”. Pelo menos não sem levar a pintura pra jantar antes ou mandar flores pra ela, 😉

    1 abraço.

  8. Daisy disse:

    Erwin, meu amor,
    De você eu só poderia esperar essa genial analogia. Fiódor, ah, que querido. Concordo plenamente com você. É isso.
    Beijão, passarei lá mais tarde, to com saudades. 🙂

  9. Daisy disse:

    Oi Fá 🙂
    Ele tem outras bem interessantes…
    É engraçada mesmo, legal esta reação sua hehe.
    Beijo, lindona 🙂

  10. Djabal disse:

    Dostoiévski levou às últimas consequências a sua visão. Ele pensou e pintou o elefante. Pagou integralmente o seu preço. Aliás, bem elevado tendo em vista as circunstâncias de sua vida.
    Além de elefantes pintou índios e padres também, dos bons e dos maus. Isso num país como a Rússia. Dá pra imaginarmos. Talvez não seja inútil acrescentar que ele foi um jogador inveterado. Artista que viveu a sua criatividade até o fim, se teve ou não medo da crítica, não posso responder. Mas, acreditando que sim, ele a canalizou para a criatividade e matou literariamente todos seus inimigos. Caso o medo seja o nome do sentimento. E falando de medo…
    Ah, o sexo. Quantas barbaridades foram feitas em seu nome. Quanto o desconhecemos. Parece aula de teoria de composição. Gostamos apenas do efeito e não de se aprender como se compõe. E como não sabemos compor, teorizamos. Não?
    Beijos, querida.

  11. Fátima disse:

    A do elefante ficou muito engraçada!

  12. Daisy disse:

    Quando você disse “nenhum artista…”, eu até achei que era radicalizar a coisa, mas pensando melhor, é e deve ser desta forma, pois não consegui lembrar de nenhum, por mais libertário ou pós-moderno que seja, mesmo os marginais, beats e afins, certamente passaram e passam por crises como você citou.
    E quando me posiciono contra qualquer coisa, de fato estou escolhendo um lado, o que pode ser prejudicial à minha própria liberdade. Eu só não suporto a hipocrisia, ou aquela coisa de gado, caminhão da Rica cheio de frangos iguais. Porém, esta tua análise me fez pensar, Cris… Percebi o quão perigoso pode ser radicalizar uma visão artística. Mas enfim. Eu devo dizer que este post já estava prondo há algum tempo, eu mesma estive refletindo a respeito dos limites das artes. Mas não deve haver limites, a alma da arte repousa num lugar chamado liberdade.
    Adorei sua visita e sua esclarecida visão de Liberdade.
    Um beijo carinhoso, minha linda amiga. 🙂

  13. Nenhum artista está pronto o suficiente pra não ter medo da sua arte se tornar destrutiva, porque ela sempre é associada à personalidade de quem a produz, e os julgamentos não atingem a própria arte mas atingem os artistas, que por mais coragem que sintam de enfrentar as hipocrisias que existem em qualquer mundo, em qualquer região, em qualquer povo, no íntimo eles temem as condenações pessoais, que são um fato humano, sempre julgamos, escolhemos um lado da realidade para atacar ou defender. E usamos os nossos argumentos de defesa pra mostrar que um lado ‘deve ser melhor’ do que o outro (ou que nós somos melhores do que outros), todos fazemos isso, porque algumas vezes não suportamos as dúvidas, ou nos perdemos nos condicionamentos sociais que estabelecem a competição como meta.
    Nada é mais belo do que um ser descobrindo outro, desnudando-se para o outro, sem ataques ou acusações, porque se elas surgem o sentido passa a ser outro, não o de descoberta, de liberdade, de crescimento, mas o de tentativa de anular, submeter, isso é ruim, ninguém gosta de estar preso ou ser refém de coisa alguma. Ou talvez haja quem goste, não se pode afirmar que não.
    Esse seu post tem poder de fazer renascer uma criatividade morta, o que pode ser o grande temor dos artistas, a morte da criatividade, a perda de vida naquilo que cria.

  14. Daisy disse:

    Pois é Malzinho, pois é. Por isso nós nos orgulhamos de nossos índios. 😉
    Beijo

  15. Maladito disse:

    esse pudor ocidental não tá com nada, sempre pintamos os corpos desde sei lá quando, cultura…

    bjos Dai

  16. Daisy disse:

    Algumas pessoas preferem esses quadros pintados em série hehehe. Gosto é gosto. Mas vale discutí-lo.
    Valeu querido…
    Beijo pra ti também 🙂

  17. Beto Júnior disse:

    Olá, Dai
    É arte sim, o nome já o diz.
    E das boas.
    Beijos.

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