Leviana literatura

Andei em uma estrada escura,

Tinha muita bebida, porém pouca leitura.

O tempo foi longo, demorado…

Nem luz de velas, nem de lampião:

Estava sempre escuro

E era sem energia meu coração.

Algumas vezes até tropecei em livros,

Entretanto, o fogo das velas

Lambia as páginas, antes de lê-los.

A estrada parecia infinita,

As curvas derrapantes não eram bonitas.

Foi quando pensei: livro, por que de ti me privo?

E assim, como num romance

No espaço entre a curva e o nada,

De alguns tornei-me enamorada.

Acenderam-me mente e olhos – eu estava apaixonada!

Não por um, ou por dois,

Eruditos ou hereges,

Talvez sejam muitos…

Ainda hoje, levo uma vida dura,

E apesar de leviana, iluminada

Nas páginas da literatura.

 

Parceria – Beto Júnior

Anúncios

12 comentários em “Leviana literatura

  1. Ah! Se todos se descobrissem nos livros…

    Belo poema em parceria.
    Apesar de tudo, um (bom) livro ainda é (e sempre será) um companheiro irresistível.

    Beijos!

  2. Nunca! Jamais será besteirol. Sabe que viajei nesses versos, menina. Lembrei da velha estante herdada de meu vô.
    Achei muito legal hehe o desfecho, amiga.
    Manda o link do outro blog, aquele que vc escreve.

    Desculpe a falta de tempo, não tenho visitado os amigos… ainda estou em lan-houses, de mudança…
    Beijo, amei tudo! 😀

  3. Nas curvas daquela estante,
    derrapei de frente a um livro,

    Peguei-o com cuidado,
    relutante….

    Quase que o deixei cair,
    de tão pesado que era…..

    O título dizia ‘história de sua vida’,
    Abri as páginas em desespero,
    ofegante….

    A cada página virada,
    uma nostalgia….
    a cada ilustração colorida,
    uma pequena e doce alegria….

    Haviam cachos doirados,
    de minha mãe a me sorrirem,
    havia o bigode desleixado,
    de meu pai, a me ferirem com uma bronca,
    que, levada, mereci!

    Vi então meu avô,
    com as mãos sujas de cimento,
    tomando cerveja após a labuta,
    brincando com seu cão (Ringo),
    e ouvindo o rádio, que dizia:

    …Rimas de vento e de vela,
    rimas que vem e que vai,
    a a solidão, que fica e entra,
    me arrebentando contra o ca-ais…

    Chorei qual criança,
    ao lembrar da infância,
    larguei o livro de lado,
    fui explorar aquel’ estante….

    Até que um som distante,
    quase um sussurro,
    me chamou para outro corredor,

    Então vi que ali existiam livros reluzentes,
    abri o primeiro e li ‘os amigos que vc fará, um dia’

    E comecei a folheá-lo…

    Ao deparar-me com as fotos,
    pensei nas vidas de cada um,
    nos avatares de felicidade que eles perseguiririam,
    De onde eles viriam?
    Quem seriam?

    Temerosa das respostas,
    coloquei aquele livro em seu lugar:
    na prateleira do futuro do presente,

    Então fui à outra prateleira,
    a do futuro do pretérito,

    Lá encontrei livros de amores,
    que tive um dia…

    Paixões que dilaceraram o peito,
    que me trouxeram correria….

    Então fechei o livro….

    Opa! Uma voz me chama!
    Diz ela: ‘Fátima, vá cuidar de sua vida,
    deixe o blog de sua amiga em paz! 😀 ‘

    ::::::
    Dai,
    desculpe o besteirol,
    Agora, falando sério: livros são minha paixão,
    como bem o sabes.

    Adorei seu texto,
    grande abraço!
    🙂 😉 😀

  4. Marcela, oooie!
    Não fique sem chão. Às vezes é preciso pôr a mão na massa e construir tudo outra vez. Vale a pena 😉
    Beijo, meu amor…

  5. Professor Gasparetto,
    Um presente assim é pra levar e guardar por toda a vida. O poema é meu, se parece comigo. Sob encomenda.
    Beijo, Dom Gaspar. 🙂
    Obrigada, muito…

  6. Queria viver , queria ver , andar , comer , dormir e acordar mas minha estrada nao tem estrada nao tem chão nao vejo o vento então vento pra dentro de um livro e é infinita as possibilidades de um ESCRIBA!

  7. Oi! Como vai a minha literata?

    Sempre to navegando e não deixo de te visitar…

    Fiz um pro C, espero que gostes:

    Insinuações: últimos atos

    Me traga teus valores
    e muito colares,
    que serei só tua…

    e numa noite nua,
    muitos cachos de uva,
    te direi que és só meu…

    faremos dos luares,
    os nossos suores
    em banhos de espumas!

    Domando o teu corpo
    me trazendo conforto
    te cravar minhas unhas!

    E quando estiveres
    já pelas paredes,
    vou te maltratar!

    Com beijos molhados,
    morderei de agrado,
    o que agora me pertence!

    Me traga teus valores
    que te darei favos de mel…

    quando não mais
    valores tiveres,
    é hora de partires!

    E este sempre será o meu jeito
    de sentir!

    Felicidades e até…

    Dom Gaspar I

Sua opinião me interessa ;)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s