Confissão

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Confissão
é uma palavra, digamos, pesada. No mínimo forte, indutora. Eu preciso confessar. Sim, a consciência pesa depois de uma traição.
Há algum tempo eu me afastei da blogosfera e até escrevi um post meio despedida. Queria dar um tempo e sentia-me esposa da blog, e neste caso, estava perdendo o fogo da paixão, então cometi adultério! Traí a blogosfera com a TV, rádio e outras mídias. Para dizer a verdade até com gente eu traí a bloguinha nossa de cada dia.
Sinto-me um tanto arrependida, entretanto, confesso estar dividida entre dois amores. Dois amantes, cada qual com seus atrativos. Beijos metálicos, ósculos elétricos.
Dizem que ter mais de um amor é errado ou, sei lá, pecado. Mas se ambos nos cobrem de alegria, diferindo apenas nos defeitos…
Um é mais calmo, dá pra passar a noite acordada com ele. Já o outro, em contrapartida, dorme cedo e nem lembra da amante sedenta. Ficar com os dois me parece loucura.
E em meio a esta crise romântica fiquei um bom tempo sozinha, pensando na invalidez dos amores fugidios.
Aos poucos esqueço-me de um, e aos poucos considero a possibilidade de me entregar de corpo e alma para o que me parece mais adequado, o que mostra verdadeiro amor por mim e que aceita meus defeitos, até porque ele tem corretor de textos. Entende minhas falhas que são tantas.
Na madrugada, enquanto vigio meus pensamentos, sinto-me vulgar por constatar minha paixão que era pouca e se apaga a cada dia. Eu menti para o outro amor, caso contrário não estaria aqui, escrevendo no meu bloguinho, como disse um leitor aí.
Leviana, faço amor com outro. Deve ser pecado, mas se há o pecado vem no pacote o perdão. Neste caso minha consciência fica aliviada. Volto para meu primeiro amor, dizem que este é inesquecível. Palavras de poetas numa era eletrônica? Pode ser. Mas aviso que a qualquer momento o barco pode mudar de rumo. Existe um flerte chegando, um terceiro prazer, possivelmente o esposo definitivo.
E ainda quero fazer cinema. Leviana demais. Pode até ser. Ao menos confesso na rede que traí, tive um amante, mas sou humana e falho, entre um beijo e outro. Mesmo eletrônicos, nossos erros são de gente. Hum, acho que isso daria um bom argumento…

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Sobre Day

As pessoas que consideram que a coisa mais importante da vida é o conhecimento lembram-me a borboleta que voa para a chama da vela, e, ao fazê-lo, queima-se e extingue a luz. (Tolstoi)
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4 respostas para Confissão

  1. Daisy disse:

    Jhônatas, e aí? 🙂
    O que um poeta não me faz pela manhã… valeu, querido!
    Beijo

  2. Daisy disse:

    Erwin, matou a pau. Como sempre, tu justificas meus erros hehe.
    Beijos, amigão de sempre.

  3. Penso que nossos paixões são como os pássaros selvagens que adoram pomares domésticos, mas sempre voltam para a incerteza – o vôo livre. Que vivamos como eles nessa dualidade e confessemos os nossos pecados.

    beijo…

  4. Djabal disse:

    Quando a pessoa tem amor, é assim mesmo que funciona. A rotativa não para de imprimir a palavra, a palavra pede o gesto, o gesto pede o par, o par pede o ritmo. E a coisa não para. Portanto não há questão a ser resolvida, culpa a ser dirimida, muito menos confissão que dê jeito. Deveríamos rir mais, punir e julgar menos e amar mais ainda, botar pressão na rotativa que imprima tantas palavras quantas pudermos atender e é isso. Pronto. Desculpa-me por me traíres. Besos.

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