A solidão dos clones

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Acordei, nesta maravilhosa manhã de sábado, tentando ficar bem, tipo não pensar em nada aborrecido. Doce engano. Liguei o computador, para ler, escrever, distrair-me. Sabe como são as coisas da internet. Quando dei por mim, fui parar numa matéria bizarra, de um certo cientista do século passado, o doutor soviético Vladimir Demikhov que sonhou com transplantes de cabeça para outro corpo e vice-versa. Ele tentou com cãe.Aliás, a polêmica continua sobre o uso indevido de animais em experiências científicas. Os cientistas, os loucos e os nem tanto, buscam, incansavelmente a perfeição da vida. A criação perfeita.
Chegamos aqui, com esses pesados rumores sobre a clonagem humana. Óbvio está que ficará difícil para os pesquisadores seguir em frente com essas obscuras idéias. Estas clonagens, como todos sabem, são artificiais. Nossa reprodução, ou seja, a reprodução humana, se dá através das células sexuais (os velhos e bons óvulos e espermatozóides). Na clonagem, esta experiência se utiliza de células somáticas, que são células responsáveis pela formação de órgãos, ossos e peles. Complicado.
Aquela ovelhinha, a Dolly, envelheceu precocemente e morreu. Dei uma pesquisada e descobri que a morte prematura do bicho foi devido ao telômero, que é a parte do cromossomo responsável pela divisão celular. Cientistas de todo o mundo passaram a pesquisar o telômero.
A explicação sobre as primícias experiências do russo Vladimir Demikhov tem a ver com curas de paraplégicos e até tetraplégicos. Entretanto, dói ver as imagens de dois cachorros unidos que viveram pouco tempo, mas, certamente angustiados, pois os cães têm memória e inteligência, o que certamente os maltratou, por não entenderem o porquê daquele dolorido estado de estar ligado a outro ser, impossibilitados de sua individualidade.
Não sou radical com relação a experiências com animais. Só acho que o homem, acometido de soberba fáustica, quer reinventar a vida e, quem sabe, sonham fazê-la eterna. Ha-ha-ha. Como somos patéticos.
Religiosos, em sua maioria cristãos, posicionam-se contra a sandice da clonagem humana. Eu, sou contra porque sei e não sei bem por que eu sei, que isso jamais dará certo. Há algo mais que células somáticas e embriões na vida humana.
De qualquer forma, taí um artigo para pensar.
Meu sábado foi pro beleléu, eu que só queria escrever poemas.
Espero que não fiques chateado pelo post. Afinal, ciência é interessante, mesmo que muitas vezes bizarro.

Bom final se semana!

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Sobre Day

As pessoas que consideram que a coisa mais importante da vida é o conhecimento lembram-me a borboleta que voa para a chama da vela, e, ao fazê-lo, queima-se e extingue a luz. (Tolstoi)
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7 respostas para A solidão dos clones

  1. Daisy disse:

    Oi, Felipe 🙂
    Eu estudo roteiro com especificação em teledramaturgia. Devo fazer pós graduação em cinema, que é o que realmente me interessa, pois tenho projetos para cinema, Documentários, para ser mais precisa. Porém, gosto de dramaturgia, nós escrevemos novelas, minisséries, e tudo relacionado com TV.
    O mercado é difícil na televisão, o que não me desanima, porque pretendo ter minha produtora e assim, fazer o que quiser. TV é bom para ganhar dinheiro. Se aparecer uma oportunidade, é claro que eu quero, né?
    Quanto ao seu projeto, posso dar uma olhada sem compromisso. Não é por nada, é que temo me comprometer e depois não cumprir na colaboração. Mas estou interessada em conhecer suas idéias. O Cochise tá nessa? Ele é bom hehe.
    Obrigada pelos comentários. Vamos nos falar. É só roteiro ou existe produção para filmar??? Boa sorte, amigão!!
    beijo, manda um beijo pro Cochise 🙂

  2. Mais uma coisa que vi aqui… voce está se formando para a produção audiovisual? muito bom, muito bom mesmo. Eu também estou mais ou menos nessa. Minha meta é mesmo o cinema, como você, apesar de estar me preparando para iniciar Psicologia. Quero voltar a psicologia nos meios de comunicação, cinema e TV. Doido, mas quero. Estou trabalhando num curta metragem agora, acho devíamos trocar uma idéia, o que você acha? Estou ministrando uma oficina de formação de atores através do Ponto de Cultura aqui em MG, que culminará nesse curta. Mas o roteiro ainda não está fechado, tenho apenas um argumento inicial. Pensei nessa parceria com o Cochise, e ele sempre me é um bom autor. Sempre à base de café, nossos roteiros rendem boas histórias. E nesse curta, quero o nome dele no roteiro também. Se quiser conhecer melhor isso e trocar idéias, seria uma parceria explêndida, minha querida.
    Aguardo um sim ou um não, mesmo que seja um quem sabe.
    Aqui, ó: lipelacerda@yahoo.com.br (EMAIL) – felipellacerda@gmail.com (orkut) – felipellacerda@hotmail.com (MSN).

    LONGAS IDÉIAS para você.

  3. Acho assim: A ciência deve caminhar indiferente de noções religiosas. Que se clone, que se ferre ou que se melhore as coisas. Deve-se fazer de todo o possível para melhorar o mundo, que discordo dos entusiastas criacionistas, tá é muito longe de ser essa perfeição toda.

    Mas vem cá…. daí a deixar isso ferrar o seu sábado?

    Pede uma pizza e procura abrigo nas asas de algum anjo apoplético por aí.

    Pode ser a salvação dos dias ruins quando tudo dói.

    Beijo, criança. continue assim.

  4. Daisy disse:

    Erwin, sempre ao lado da razão. Acho que nada detém o homem mesmo.
    É outro dia e estou muito feliz!
    Beijão, amigo. 🙂

  5. Daisy disse:

    EDmundo, hehe. Agora tá explicado, desculpe, mas é que essa net é grande e eu visito muitas coisas. Legal, obrigada pela indicação e visita. Vá em frente com suas idéias, a rede precisa de seriedade.
    Abração 🙂

  6. Djabal disse:

    Eu tenho a impressão que a nossa curiosidade é infinita. Não há como nos deter. Parece que tudo que fazemos todos os dias é para esquecer a finalidade da nossa vida: o fim.
    Sendo assim…
    Beijos.

    ps. Hoje é um outro dia.

  7. Olá Daisy,

    Como de costume belo texto esse. Sem fanatismo, mas criticando essa estranha busca pela imortalidade, que os homens em sua maior parte buscam, quando na verdade devíamos todos estar buscando seria uma “completitude” da vida no tempo que ela naturamente ofeecer.

    Venho também agradecer sua visita em meu blog, e dizer que bom que você gostou da abertura desse espaço democrático (é sempre bom que haja espaços democráticos, e que as pessoas gozem dele e o valorizem). De fato, não nos conhecemos, mas já trocamos uma idéia via blogs, li umtexto seu do Lavoura Arcaica (o livro), comentei e você agradeceu. Daí te indiquei o meu texto sobre o Lavoura Arcaica (o filme), você veio leu e comentou.

    Como eu achei o seu texto bacana, tanto no escrever, quanto no pensar, comecei a acompanhar o teu blog, via googlereader… E neste momento de agora em que resolvi, tanto utilizar mais aquele espaço, e explorar mais a idéia que tive para criar o blog, resolvi escrever mais e integrá-lo mais a rede. Daí pus as indicações e os feeds dos blogs de amigos, de conhecidos, e os que uso como fonte e que acompanho por quaisquer motivos. Dentre eles o seu, pessoa que gostaria inclusive de convidar para evedntualmente escrever aqui também. Um Abraço.

Sua opinião me interessa ;)

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