Curta primavera

camera

Quanto tempo passará até que não mais haja pressa de correr no tempo. Quantas vezes ainda terei de voltar aqui, abrir o blog, a cabeça, e tentar me comunicar de forma a não sentir-me meio morta e meio viva.

Por que eu tenho que escrever. Posso ficar lendo e dormindo. Posso desistir de fazer roteiros. Não, não posso. Começo a filmar meu média ano que vem. Mais fácil o curta. E aí? Ainda faltarão pedaços de mim. De mim em ti.

De qualquer forma, ando buscando inspiração na primavera. Não vou falar de amor, este ano não invento nada. Cresci, acho. Preocupada com meu roteiro, e uma casa grande para cuidar, penso se compro ou não um rottweiler.

Olho para a academia e quase entro. Olho para a loja de roupas e quase entro. Olho o bar. Não! Engorda distrair a mente com rodadas geladas de cervejas veneno. Qual carro afinal vou comprar? O que o dinheiro der, ou financio um até morrer.

Droga, meu roteiro não tá bom, personagens de vários outros contos e roteiros marcam encontro. Não se entendem. São todos heróis. Onde está o mal? Preciso de um vilão!

Preciso de sossego, de amigos, de um assistente de roteiros. Acho que decidi. Não quero mais cachorro. Vou andando de vans e taxis. Por enquanto. Somente por enquanto não preciso de mais nada. Ou melhor, é primavera!

Flores!

Flores!

Eu vejo flores em você.

Kane_voce_250

Remexendo aqui e ali achei meu primeiro roteiro de curta, que escrevi em dois mil e seis para uma prova na faculdade. Não editei, tá igualzinho, portanto não considerem algumas falhinhas.

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4 comentários em “Curta primavera

  1. o vilão pode encontrar os heróis em um lugar onde essa diferença não faça mais sentido.
    Sei lá, o bar do fim do universo por exemplo.
    Eles podem conversar sobre o passado e descobrir que sem um o outro não faria sentido.
    Pode ser um jogo de poquer para termos um caráter competitivo, mas aí uma competição de todos contra todos (te parece muito nietzsche?)
    E flashbacks baseados nas situações de vitória e derrota de cada um…
    Gosto de poquer e flashbacks.
    Beijos

  2. Brigada. E nem sei se será necessário um VILÃO mesmo. As desconstruções elevam o antigo vilão a herói e vice-versa. Coisas de pós modernidade. Mas sem vilão não tem graça. É a base da dramaturgia, né?
    Beijo, Erwin. 🙂

  3. E tem que ser um vilão, vilanesco, e que ria muito. De tudo e de todos.
    Marque um encontro de heróis e de um vilão. Tenha paz no espírito, incorpore a história e manda bela bala. Esperaremos. Beijos.

Sua opinião me interessa ;)

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