Conto rápido

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A Moderninha

Ela passou as mãos pelos cabelos. Tossiu. Levantou a saia e sentou ao vaso. Incrédula com o ocorrido. Estivera sonhando? Fornicando? Talvez babando no travesseiro. Banho. Perfume. Email. De novo. Queria de novo.
Olhou o calendário no monitor. Tantos meses assim? Tão rápido. Tão triste.
Desceu as escadas. Morava no segundo andar. Entrou na padaria. Pão doce. Boca doce. Vermelha. Fresca. Ávida. Sete meses? Saudades. Falta de vergonha, mulher!
Aquilo começara com um papinho bobo. No meu blog ou no seu? O amor é ridículo, Fernandinho! (já falei isso?).
Acendeu o último cigarro. Pararia com aquela merda. Sorriu para o mundo.
Na porta da padaria, olhou para ele. Que lindo. Fortinho, hein. Deixou o isqueiro de prata cair, de propósito.
(Será que ele tem um blog?)

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2 comentários em “Conto rápido

  1. É exatamente isso. Aguardar uma nova chance. A memória como forma de esquecimento. Não jamais conseguiremos aprender. A vida não tem o menor sentido e o amor dentro dela? Idem e ibidem. Eu deixarei cair tantos isqueiros quantos eu tiver. O último era de prata, agora comprei um bic.Beijos.

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