Chuvas

chuva1

Num dia como o de hoje,
Eu poderia falar de qualquer coisa.
Poderia fazer qualquer coisa.
Errar, acertar. Errar de novo.
Fazer um bolo ou tomar uma batida.
Entretanto, insisto em ligar a televisão.
Só depois me dou conta de que estou sem tv a cabo.
Tarde demais. Estatísticas o comprovam.
Morreu mais um. Um aí. Deve ser preto e ladrão.
O ibope prefere os sádicos e as crianças.
Tudo estatística. E vaidade.
Quando parar de chover vou querer um namorado.

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4 comentários em “Chuvas

  1. Violência hipnotiza. Nem só de sangue e horror vive o mundo. Há muitos sorrisos por ai. Na falta de encontrá-los… tente o espelho.
    Beijos moça.

  2. Está no inconsciente coletivamente carioca. Muito barulho e poucos esclarecimentos. Tem muita coisa podre no reino das maravilhas. Encontro-me bem. Moro longe da violência, quer dizer, longe o suficiente para aumentarem minhas chances de estar viva e ver um Rio melhor.
    Beijo, lindão.

  3. Não parece que vivemos uma época da peste? Tudo parece empesteado, a desconfiança impera. Ninguém se dá com ninguém. Aliás, até se dá, desde que receba mais do que oferece. Só negócios. Ganância e sentimentos derivados. Uma coisa. Eu senti isso ao ler o seu texto, conto, ou poesia. Poesia, mais poesia.Cuide-se, minha querida. Cuide-se muito bem. Beijos. Sempre.

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