Sou gay, minha mulher é puta… e meu filho é corno!

Parece mentira, ou algo aparecido. Mas o cara era realmente enfadado das coisas. A mulher, fora linda. O filho também. E ele, o patriarca… Ele era o cara!
Foi quando soube que a mulher, a mais alta e mais bonita, além de desejar um que fosse mais bonito e mais alto que o seu,… – ridículo baixinho – talvez por um estranho redescobrir, ele viu seu filho viado, e sua mulher dando para todos da Vila… e, o que parece mais válido na vida deles: depois de se sentir traído por uma que dava para todos… lembrou d’o quanto ela era ruim e fria.
Repensou a felicidade. E emprestou seu carrão para o filho babaca.
E quem, num momento assim, não quer ser gay?

Nota – Esta é uma estória verdadeira, de uma família aqui do bairro. Vivem normalmente, até porque são diferentes e não anormais. Uns dizem, à luz da Bíblia, da religião, que isto é maldição de maus espíritos que sonham acabar com o homem e sua imagem e semelhança com o Homem. Outros atribuem à desorganização da família como grupo social. Não importa se a família é pobre ou não. Neste caso, são de classe média.
Depois de escrever este texto, até certo ponto tendencioso e quase vulgar, acordei com essas reflexões na caixola. Eu, pessoalmente não ficaria muito confortável em nenhuma dessas condições, seja gay, puta, ou sei lá. Todavia, devo registrar que eles vivem bem e parecem felizes. O pai, ontem, tinha um brilhante sorriso nos lábos, enquanto o filho – que divide a noiva com a rua – também passava tranquilo em seu Santana Quantum preto. A mãe, é dessas mulheres que não aparentam, e talvez não tenha mesmo, problemas como TPM, fracassos sexuais, ou solidão frustrante própria de casamentos. Assim sendo, eles podem estar longe de serem um modelo de família organizada, entretanto, aquela felicidade é real. Ninguém pode fingir estar feliz todos os dias. E se o que valer for ser feliz, caiam aqui preconceitos e conceitos de uma sociedade hipócrita. Tenho dito.

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