Violência e Carnaval

Tirar das mãos de uma criança o que ela tem de mais valioso: sua infância.
A inocência foi levada embora por um ódio que saiu não se sabe de onde.
E entrou na tv. Mídia imediata, pow! Lá se vão hímem, bonecas e carrinhos.
Culpe-se a quem?
Os governantes. Talvez não.
Fala-se tanto neles e nada acontece.
Temo ser algo mais profundo, subterrâneo.
E por que não diabólico?
Disseram-nos que há muito mais coisas entre o céu e a terra.
Terra nostra, terra de ninguém, Haiti e Rio de Janeiro. Sudão sem ongs, mundão sem Governante.
Inocência se foi, e a criança chora quando acaba o crack.
Mamãe tem aids e papai foi trabalhar com balas perdidas.
Papai é a bala. Papai é o gerente.
Ainda ouço o choro do menino apanhando.
Dois policiais, ele chorava criancinha.
Não há um justo sequer.
E o calor continua
No país do carnaval.
Já comprou sua fantasia? Isso é bom.
Esconda-se.

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2 comentários em “Violência e Carnaval

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