Ele não voava apenas, o Hughes

Howard Robard Hughes Jr. não era apenas um “aviador”, um bilionário jovem industrial excêntrico como o filme The Aviator, numa excelente atuação de Leonardo di Capri, nos mostra.
Li o livro há muito tempo, porém, ao assistir ao filme de Martin Scorsese, fui remetida às lembranças dos momentos aterradores que passei, lendo sobre um milionário bizarro que assustou a todos em seus piores dias de vida, aqueles que antecederam sua morte.

Clichê à vista: Assisti ao filme, mas o livro é bem melhor.

Esta é outra produção cinematográfica: O incrível Howard Hughes

O vencedor do prêmio da Academia Tommy Lee Jones (O Fugitivo) estrela no papel do lendário Howard Hughes em sua trajetória, do seu início como um excêntrico jovem industrial até os seus últimos dias chocantes como o bilionário mais bizarro do mundo. Neste meio tempo, Hughes se torna um notório magnata de Hollywood e conquistador das mais belas atrizes, constrói um império internacional, desenha e pilota o infame “Spruce Goose” e aterrissa em um horrível abismo de paranóia e loucura, tudo isso visto através dos olhos de seu leal assistente e braço direito Noah Dietrich (Ed Flanders). A direção é do William Graham. Viva a loucura e a grana alta!

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Simplesmente amor.

Eu quero, antes de começar esta narrativa, informar que alguma parte é real, outra eu vou inventar porque ela pode saber. E ele também.
Não éramos amigos. Nem amantes. Embora ambos já tenham demonstrado um excessivo amor por mim, algo me dizia em meu íntimo que era melhor nem começar.
Andei até a feira. Envergonhado, não queria admitir para as pessoas que ela era meio rebelde por ser jovem. Era desleixada. Ele, bem, ele até era um belo rapaz, mas se pendesse para a genética da parte do pai, segundo soube, seria um mullerengo daqueles. Para mim não daria. Certamente tiraria-me o sono esperá-lo por toda a madrugada.
Os olhos dela eram azuis. Lindos e brilhantes. Atentos a tudo. Eu era seduzido a todo momento. Pecado. Sentia-me mal. Sempre morara sozinho, até recebê-los como hóspedes, meio sem gosto. Mas enfim.
Levei-os até a feira, com a desculpa de comprar comida. Peixe e frutas. Mas eu mentia. De forma cruel, o plano era me desvencilhar deles. Eu era um solteiro convicto. Nada de amores. Sem modernidades ou paixões. Era assim que eu era.
Quando perceberam o que estava acontecendo, estranhamente meus olhos ficaram úmidos. O dono da barraca meneou a cabeça, reprovando-me. Todos me olhavam. Eu chorei, mordendo uma cebola para disfarçar.
Paguei as frutas e legumes e saí andando, sem olhar para trás. Meu coração estava aliviado, e triste.
Entrei em meu apartamento, senti-me só. Eu estava apaixonado por eles. Os dois.
Corri até a feira com um grito na garganta. Onde eles estão? Foram em qual direção?
A moça gorda que vendia pastel com caldo de cana os apontou. Estavam encostados ao muro, atrás da máquina que moía a cana. Eu sentia meu peito ser espremido.
Eles me olharam nos olhos e eu sorri. Abracei-os e os beijei. A mulher gorda me disse, sem eu perguntar, onde ficava a barraca de ração para gatos. Agora só faltava dar-lhes nomes. E amor.

Amado e Famigerado Meme!

É simples. Escolha um filme inesquecível e mostre onde você está nele. Qual a ligação psicológica entre o personagem e você. Vale tudo! Publique em seu blog com foto, se possível, do referido personagem. MEME AUTO-RETRATO ATRÁS DAS LENTES.
Topas?


Minha resposta:

Sou, ou já fui, como a Janet Leigh, quer dizer, a Marion Crane. Digo, já fui inocente, achando legal arrumar uma graninha para mudar de vida. Não desviei dinheiro, quer dizer, até desviei porque era para dividir com meu irmão. No final, eu comprei um carrão na época. Tirei onda por um tempo, mas depois o carro foi perdido “estranhamente”, se acabou num depósito da prefeitura de Saquarema. Morri, de certa forma, indefesa, diante de minha consciência assassina que desferiu um golpe fatal. Sem carro, pedi perdão ao mano. Ele perdoou, diferente da senhora Bates.

PSICOSE

Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Robert Bloch, Joseph Stefano
Gênero: Suspense
Origem: Estados Unidos
Duração: 109 minutos
Tipo: Longa-metragem

Considerado pelos críticos a melhor obra-prima de Hitchcock, e pelo American Film Institute o melhor thriller de todos os tempos, Psicose é uma obra magnífica de suspense, com personagens maravilhosos e que ficarão eternamente gravados na história. Marion (Janet Leigh) acaba tendo que passar a noite em um motel na beira da estrada, mas não sabe que o lugar guarda seus segredos assustadores.

Passo o MEME para o cinéfilo JEFF. Mas pode participar quem quiser. Você também, LU. E me avisem. ERWIN, com seu gênio, seria interessante. he-he-he!

Saudades de um cara chamado Blog que queria ser Rei

Andei distante deste blog, mas não distante do amor que sinto pelo cinema, o audiovisual em geral. E descubro, boquiaberta, que eu amo esse cara aqui, meu bloguito solitário.
Vou recomeçar. E, de cara, recomendo o épico “Davi”. Independente de religiões ou crenças, o filme é magnífico por diversas razões, porém, exalto duas: a verdadeira história deste que é até hoje considerado o maior Rei de Israel. E a primorosa produção (super) que faz deste filme, um dos maiores épicos já concebidos pelo planeta cinema.

Viva o Rei Davi!

É a história de um jovem pastor que é aclamado como herói ao derrotar o poderoso Golias, guerreiro filisteu. Famoso por sua bravura destemida, torna-se o novo Rei de Jerusalém. Porém, seu futuro reinado é ameaçado quando ele se rende a um caso de amor ilícito, com uma mulher casada, e a engravida.
Por utilizr meios injustos a fim de resolver seus problemas, passa a sofrer graves punições divinas, e começa a perder gradativamente o controle sobre o seu povo e sua família. Mas seus esforços o tornaram um grande Rei e líder como um dos poucos indivíduos da história de Israel que conseguiu criar um reinado.

Ficha Técnica

Título original: David
Gêneros: Drama, Documentário
Tempo: 175min
Ano: 1996
Direção:
Robert Markowitz
Roteiro:
Larry Gross
Elenco:
Elenco:
Jonathan Pryce (Saul)
Nathaniel Parker (David)
Franco Nero (Nathan)
Leonard Nimoy (Samuel)
Sheryl Lee (Bathsheba)

Flor

Às vezes dá medo passar por aquela escada, cair em cima de mim mesma e ter que descobrir sozinha o porque de tantas coisas. Meu texto ficou grande demais, deve ser a idade, o tempo que corre como a chuva de problemas. O bom é saber que tudo vai passar. Talvez semana que vem. Muitas voltas depois daquele tempo, eu ainda estou apaixonada por mim. Estranho, ter uma crise no meio do trabalho. O jeito é desligar o computador, tomar um café e esquecer, por um momento, tantas personagens. Múltiplos de mim mesma. Sou homem, mulher, criança, má, e flor. Sou o início e o fim do renascer. Ainda pouco era tarde. Tudo era doce e se acabou. Música no meu ouvido. Música que não é mais rock, e também não é da terra. Sou uma rosa com amor. Amor sem jardim atômico. Melhor terminar. Como uma flor.