Da mentira


Li um artigo de um amigo escritor, onde me deparei com um assunto inóspito – a mentira do homem moderno. Deu um aperto no peito e uma vontade de gritar. De fato, estamos todos mergulhados nas agruras da pós-modernidade, um sentimento de medo (nuclear, adultério, perdas, falta de dinheiro)… Um medo que, na verdade, nem é tão profundo já que o homem deveria saber em que momento se perdeu. Os aborígenes sabem. Aquela velha história de natureza, preservação, etc. Entretanto, natureza é Deus, é amizade, cultura preservada, e economia estável – quem aguenta ver tanta criança fumando a morte? E quem poderia imaginar o Brasil já ser aí a sétima economia mundial com tantos analfabetos sem poder ler o que escrevemos? É tudo mentira. Engodo do homem moderno. Há um Ser acima desta mentira. Há o mundo inteiro. Estaremos perdidos? Uma espécie de Arca de Noé, ou era do gelo? Corações frios, então…
A mentira nega nossos valores. E os meus. A mentira esconde nossas origens. Quem é branco de fato? Somos negros como a neve?!
Oxalá uma hecatombe desfaça esses laços hipócritas. Sejamos um povo sem espelhos. Um povo novo, renascentismo pós-moderno. Que sejamos um endereço bom para morar. Onde a Verdade seja o nosso Deus desmitificado. Um lugar de alegria, sem mortes.
E, por favor, esqueçam os primatas. Pois se até Darwin…