Sobre ‘quasecristais’

Um pouco de silêncio nas páginas
Da minha vida… só isso.
Que a ciência se cale por um instante,
E que o Nobel do israelense
Não prejudique os cristais
Da minha alegria.

Que neste silêncio
Haja luz natural e forte
O suficiente para conduzir-me
Ao mais profundo abismo
Das estrelas cadentes. Não quero crer em nada.

Apenas num silêncio de surdez
Abandonar o navio fantasma do milênio
E descansar de ser humano.

Pesquisar minha vida
E com a língua apagar a chama
Das incertezas. Quero ter razão,
E depois do silêncio
Gritar ‘eu consegui!’

Escrevi isto depois que li isto.

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