Sobre ‘quasecristais’

Um pouco de silêncio nas páginas
Da minha vida… só isso.
Que a ciência se cale por um instante,
E que o Nobel do israelense
Não prejudique os cristais
Da minha alegria.

Que neste silêncio
Haja luz natural e forte
O suficiente para conduzir-me
Ao mais profundo abismo
Das estrelas cadentes. Não quero crer em nada.

Apenas num silêncio de surdez
Abandonar o navio fantasma do milênio
E descansar de ser humano.

Pesquisar minha vida
E com a língua apagar a chama
Das incertezas. Quero ter razão,
E depois do silêncio
Gritar ‘eu consegui!’

Escrevi isto depois que li isto.

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4 comentários em “Sobre ‘quasecristais’

  1. Por isso, Marcello, estamos aqui, juntos e amigos num projeto que independe do que falam os caras da ciência e da sabedoria.
    Hoje não devo mexer no reino de caltos.
    mas confie em mim 🙂

  2. manuel, só em ter um poeta português por aqui já me deixa tranquila, porque algo que a ciência me traz é a possibilidade de compartilhar os teu poemas. se não percebeu, para mim a fila anda, então, confesso: houve tempo em que em minha estante eu cultuava livros de poetas portugueses. fernando pessoa, castro alves, e por um período até saramago ( q não é poeta). o bom é eu vir confirmado que a fila anda. vc é um poeta da atualidade. és português, e eu não vou largar-te! beijos..

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