É. Eu vou voar…

É. Eu vou voar. No azul mais lindo eu vou pousar.

Eu quero um lugar que não tenha nome, qualquer lugar.

Algumas palavras vivem de tal forma que eu chego a pensar que as palavras sentem mais que eu.

Acreditem ou não, as palavras fazem amor comigo. E não só isso. Elas dormem junto a mim, e não me abandonam.

As palavras encantam o meu desencanto. Suspiram comigo quando choro.

Invariavelmente cantam como cotovias e sabiás. E dormem no berço do beija-flor.

Elas me dão banho, enxugam as lágrimas que não são delas. E ainda assim, ficam ruborizadas ante o meu clamor.

Às vezes quero gritar, quando sinto-me só. E nessas horas, eu reencarno Fernando Pessoa, e me justifico em várias eus.

As palavras são silenciosas. Ouça meu grito e comprove. Elas são a melhor companheira que eu sempre quis.

Bonitas ou feias. Inteligentes ou cabreiras. Elas são lindas.

Lindas como fonte que não secará jamais. Belas em suas imperfeições. Belas sempre.

Com elas, oramos. Erramos. Descremos.

Com elas, mentimos. E também acertamos. Elas são a essência de nós.

Com as palavras corrigimos os erros. E com elas, erramos de propósito.

Se não fosse por elas

Eu jamais estaria aqui a lamentar,

Ai, minhas palavras erradas!…

 

Para Jefferson que, mais sincero, assume que busca a luz das palavras.

E olha essas palavras…

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4 comentários em “É. Eu vou voar…

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