Advento – Day

Enquanto os homens se debatem e debatem por qualquer motivo, achando que defendem suas posições, esquecendo-se de que há algo de misterioso nos céus, um inimigo ataca, e vai minando nossos pensamentos, inventando mentiras, subtraindo de nós a liberdade que jamais tivemos acesso por conta de sua maldade.

O inferno assiste de camarote os irmãos brigando, odiando-se, discriminando-se entre si; ele reinventa seitas, argumentos para, no fim das contas, conseguir o que quis desde o princípio: a desunião e a condenação dos homens.

O anjo que caiu do céu, já não é mais anjo. Ninguém gosta de falar dele, mas todo mal que se vê em volta, não se enganem, ele está por trás.

Fala-se em ecumenismo, ateísmo, e tantos ismos, indicando claramente que, aparentemente, as coisas estão ficando fora de controle. Apesar de Lutero, Tolstoi ou Calvino, apesar da História, o que se vê é descrença por toda parte.

Mas não seria esse o cenário propício para o cumprimento da Profecia? O amor morno, a distração, quando todos estão dando festas, divertindo-se de forma libidinosa? Vangloriando-se em uma permissividade onde, certamente, até mesmo um temporal de uma semana os pegaria de surpresa?

“Não me peça para crer em seu Deus”, dizem alguns. Ou: “Já tenho meus deuses!”, ou ainda: “Eu nego a Deus, sou ateu.”

Panteísmo a parte, é sabido que fazemos parte de uma cadeia universal, onde um alimenta o outro. Entretanto, quem nos alimenta a todos?

Que as distrações contemporâneas encontrem o amor e misericórdia do Criador, naquele dia.

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