Expurgo

Sempre quando durmo assassinada por ti, ou melhor, por tuas palavras,

Fica um grito, uma coisa como um bicho na garganta, sensação inócua

Porque é pueril a realidade de tua existência em mim.

Pensa que pensa que pensa e nada, e nada faz sentido ou muda as coisas.

Homens não querem ser amados, não querem ser furtados em seu ser.

Expurga do meu pensamento lágrimas de asco e dor em minha face;

Como pude querer ser e estar ao teu lado, uma passageira e cinematográfica nuvem,

Um sol que não aquece que é estóico como um carrasco medieval, prurido de sal,

De beijos como os de Edward, e beijos franceses, mordidas de abelhas  in África.

Bondoso é teu coração, folhagem de independência, sexo oculto, mente brilhante!

Dormir é apenas fechar os olhos úmidos e odiar sonhar, pra quê sonhar?

Bendigo a distância entre mim e você, curumim de olhos claros, bonacha da terra…

Agora suspiro, vomitei, esbravejei minh’alma… Adormeci.

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