MegaBytes

De imediato me vem à cabeça uma imagem obscura quando pretendo refletir a respeito de meus anseios literários. Tantos estilos desembocaram nesta era de mentira, fragmentos e superficialidade, que me bastava apenas folhear minha memória tão antiga quanto Almeida Garrett e seus românticos teatros. O que faria eu em Lisboa, hoje? Sem honorários a Castro Alves ou Fernando Pessoa, o mundo ficou mais frio. Os hiperlinks e mídias imediatas, destroem os livros de papel. Não sei mesmo viver sem este perfume, e quanto mais antigo mais digno é o odor das folhas amareladas. Sinceramente já não me alegro com a

 

Literatura pós-moderna, que se vale da tecnologia para esquecer parnasianos, congelando Olavo Bilac, alienando toda esperança de uma nova arte. Apenas vejo o reflexo do Realismo e Naturalismo, mas submerso no lodo político, na ganância do capital. Século XIX deixou em mim nostalgia, sepultando para sempre qualquer expectativa de uma revolução artística, por conta da computação gráfica e da celeridade internética. Empunho minha alma, mas a arte não sai. Não há motivo para se fazer arte; não há apelo mais. O interior humano está cravejado de megabytes. E poesias são como uivos, mas não como os de Allen Ginsberg.

Anúncios

Sua opinião me interessa ;)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s