O Que Há de Errado?…


Com os domingos nas praças, cadê os namorados?
Com os shows nas areias das praias? Violência?
Com os dedos de minhas mãos, dormência? Demência?
Cadê a poesia, a música, os livros e livreiros?
Internet se mete se mete se met!
Cadê meu gibi e meus discos, minhas fotos feias?
E no bar, mataram a garçonete, coitada!
Foi ela, foi a net, foi a internet
Que matou a Margaret…

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Arte, Filosofia & Estética – Vídeo Acadêmico

Ao assistirem a este vídeo entenderão o porquê de um coração entristecido pelo roubo da Arte por falsos artistas da vida! Meus pêsames aos que morrem em vida, acreditando que são artistas! Viva o Rio de Janeiro! E viva a Arte!

http://www.youtube.com/watch?v=CVfcJNB7Vlc

Do Engodo Filosófico Ao Sofisma Virtual

Platão

É impressionante a quantidade de homens que se dizem filósofos na rede virtual. Homens que não conhecemos pessoalmente; não convivemos, e não observamos seus hábitos, o que não nos impede o deciframento de sua personalidade, sem muita dificuldade.

A Filosofia, segundo Platão, trata de generosidade acima de tudo. O homem que, de fato, consegue enxergar um novo mundo, certamente, e vide o Mito da Caverna, necessariamente volta ao lugar primitivo da ignorância e “salva” aos demais.

Então, me pergunto como um ser humano de caráter duvidoso, desonesto em suas ações, parcial e radical poderia se considerar um filósofo, se nas entrelinhas de sua obscura alma, ele vitupera os direitos das pessoas, conspira massacrar sua psiquê, alienando essas pessoas segundo seus pessoais propósitos. E, acima de tudo, vulnerável, deixa claro que alguns arquétipos jungianos o direcionam peremptoriamente.

Arquétipos estes que os denunciam, tais como a persona, que é a máscara que usam para mostrarem-se às pessoas como desejam ser vistos (hipocrisia). Anima e animus, arquétipos que mostram o lado feminino no homem e vice-versa, por isso, não raro estes homens dão “chiliques” diante de situações extremas.

Contudo, considero o arquétipo sombra – o self, o mais visível e risível nestes homens, que é a parte animalesca da personalidade que conota desejos imorais, violentos e inaceitáveis. Estes homens geralmente não conseguem omitir o self. Têm ataques de fúria constantemente.

Dormem e acordam com a consciência “limpa” porque faz parte de sua personalidade não sentir culpa; retrato de psicopatia, uma vez que não lhes resta boa consciência para medir seus atos. Jamais sentem empatia, que é o dom de se colocar no lugar do outro, todavia, almejam toda a atenção para si.

Muitos desses ignóbeis seres estudam Direito, o que geralmente justifica o gosto pela Filosofia, mas não a tendência para filosofar, não a capacidade de pensar a vida. São, em sua maioria, dignos de compaixão pelos verdadeiros filósofos que o analisam, desde Platão.

Citei Platão e passei por Jung, porém não quero me estender. Apenas deixar um alerta sobre esta estranha “dobradinha” filósofo/advogado.

Neste caso de evidente engodo, pura falácia existencial, o conselho é que nunca se confie em um jurista que se diz filósofo, sem antes verificar  se há generosidade neste ser. Desta forma, qualquer leigo poderá perceber a fraude em tal homem.

Platão disse que “você pode descobrir mais a respeito de uma pessoa numa hora de jogo do que num ano de conversação”. Experimente jogar, seja o jogo que for, com este tipo de homem e você descobrirá coisas que o espantarão, a princípio, mas que fará com que você mesmo cresça sobre a desgraça do fraudulento jogador.

Geralmente, estes atores da filosofia, deixam marcas e rastros que podemos, facilmente, identificar. Por exemplo, disse Platão ainda que “a coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento”. Em geral, esses filósofos leem muito, devoram livros, e passam uma imagem de muito conhecimento, grande sapiência, contudo, como pensou e descobriu Platão, são enganadores, no momento em que não sabem fazer uso de tais conhecimentos. Antes, agem como quaisquer estúpidos ou néscios.

Este artigo é uma reflexão a respeito do que passei, recentemente, no blog Duelo de Escritores quando, sem percebê-lo, fui sendo levada por uma corrente maligna que visou deixar-me em profundas águas amargas. Todavia, tornar-se-á toda maldição em bênção, pois que voltei a fazer o que mais gosto: pensar o ser humano. Independente de quem ou o que seja, eu termino por amar o que eles me fazem passar, pois cresço e sinto-me melhor, afinal, Platão, mais uma vez, concorda com meus sentimentos ao dizer que “quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado.”

Sendo assim, espero que este depoimento reflexivo o ajude a entender melhor as falácias do homem/advogado/filósofo. Eles estão em toda parte, principalmente nesta era de pós-modernidade. Buscam, ora a luz, ora a escuridão. Nada seria condenável se tal homem incluísse algumas almas em sua luz.

Observe as características supracitadas e te sairás ileso das armadilhas destes seres humanos. Os modernos sofistas da rede virtual.

Jack On The Road Kerouac

Para mim, falar de livros, além de ser sempre um prazer, me remete à cultura, ao tempo e espaço onde o escritor se inspirou para escrever seu livro. Eles são eternos, porém datados política e socialmente. Quando um escritor tem sua inspiração para desenvolver sua obra, ele está cercado pelo espaço e pelo tempo e, assim, não tem como não catalogar em seu livro, questões sociais, comportamentais e filosóficas.

Hoje vou falar de Jack Kerouac, para mim um dos maiores e mais sensíveis escritores de sua geração. Vou falar de revolução cultural. Revolução! Uma revolução cultural que ficou conhecida como a Geração Beat.

Em 1957, Jack Kerouac publicava On The Road e iniciava uma revolução cultural nos Estados Unidos. Este livro tornou-se o manifesto da geração beat, que rompia com o compromisso do american Way of life e pregava a busca de experiências autênticas, um compromisso selvagem e espontâneo com a vida até seus mais perigosos limites. Diante de uma sociedade que aniquilava o indivíduo, os beatniks queriam uma consciência nova, liberta de padrões. Escolhiam a marginalidade, no melhor dos sentidos.

Não queriam continuar numa sociedade morna, desprovida de vida, de ação e liberdade de pensar e viver.

Apesar das experiências com o êxtase através das drogas, isto pode ser apenas um detalhe, dada a importância desta revolução. A geração beat marcou nova era no mundo cultural. O homem tem direitos de indivíduo e o mais sagrado é, possivelmente, o de mudar o Status quo. Perceber que pode repensar as coisas e, diga-se de passagem, estamos falando de uma revolução artística – literatura!

Descendente de uma família de franco-canadenses, Jack Kerouac recebeu uma educação católica e, graças às suas aptidões de atleta, foi estudar na Universidade de Colúmbia.

No Campus, conheceu Allen Ginsberg, também estudante, e William Burroughs, formado em Harvard. Os três iriam se tornar os principais representantes da geração beat.

Por intermédio de Burroughs, Kerouac teve notícias de escritores como Kafka, Céline, Spengler e Wilhelm Reich. Kerouac, Burroughs e Ginsberg passaram a conviver com as barras pesadas do Times Square.

Em 1947 Kerouac resolveu sair viajando pelo mundo e pegou a estrada. Associou-se com vagabundos, caroneiros. Terminou o livro On The Road em 1951. Seu estilo é notável e inconfundível, com suas longas frases, onde descartava o uso da pontuação.

Mas sempre foi um individualista. Terminou dividindo um apartamento com sua mãe, onde pintava quadros com Cristos tristes. Ficava horas a fio diante da televisão. Ou seja, era, no fundo, um espírito conservador e não entendia como influenciara pessoas como Allen Ginsberg. (!)

Considerado um rebelde existencial, quedou-se ao budismo, mas foi sempre um inadaptado ao mundo em que vivemos.

Escreveu vários romances, como “O Subterrâneo”, Desolate Angels”, “The town and the city”, entre outros.

Trechos de On The Road

Casualmente, uma gostosíssima garota do Colorado bateu aquele shake pra mim; ela era toda sorrisos também; eu me senti gratificado, aquilo me refez dos excessos da noite passada. Disse a mim mesmo: Uau! Denver deve ser ótima. Retornei à estrada calorenta e zarpei num carro novo em folha, dirigido por um jovem executivo de Denver, um cara de uns trinta e cinco anos. Ele ia a cento e vinte por hora. Eu formigava inteiro; contava os minutos e subtraía os quilômetros. Bem em frente, por trás dos trigais esvoaçantes, que reluziam sob as neves distantes do Estes, eu finalmente veria Denver. Imaginei-me num bar qualquer da cidade, naquela noite, com a turma inteira; aos olhos deles, eu pareceria misterioso e maltrapilho, como um profeta que cruzasse a terra inteira para trazer a palavra enigmática, e a única palavra que eu teria a dizer era: “Uau!” (…)

E não deixem de assistir ao filme – Lançamento de 2012 do diretor Walter Salles, estrelando Garrett Hedlund, Sam Riley e Kristen Stewart.