Castelo de Cartas – Luiz Guilherme Volpato

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Castelo de cartas

De tanto empilharmos sonhos

tentamos alcançar o céu

Construimos algo grande

Baseado no que não somos

Nosso construto foi invejado

por todos ao redor

algo que erigimos, com sonhos e suor

Superando as nuvens, almejando o céu

Nem vimos quando ruíu

A nossa torre de Babel

Hoje falamos línguas diferentes

e mal podemos nos comunicar

e entre dois pares de braços

um abismo se criou

E ficamos distantes,

ficamos pequenos no horizonte

Nunca mais voltei a torre

nunca mais empilhei meus sonhos

nunca mais dei as costas ao mundo

nunca mais

nunca mais

Porém ainda olho para cima

e assim, contemplo o céu

E sinto falta de nós dois, em nossa torre de babel

Alheios a tudo

Alheios ao mundo

felizes

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9 comentários em “Castelo de Cartas – Luiz Guilherme Volpato

  1. Vamos unir forças, gente, porque o facebook tá danado de viciante. É muito veloz e então a arte se perde um pouco por lá. 😉

  2. Concordo que os anos 80 estavam pululando de ideias e que foram gradativamente se apagando aos nossos olhos. Mas nossos olhos envelheceram também. Existem novas ideias e formas de expressão que ainda temos dificuldade para reconhecer. embora a geração “Y” viva na lei do menor esforço, reconheço que suas ideias são simples, rápidas e as vezes sem necessidade de muita explicação.
    Ainda tenho minhas resistências, mas acredito no ser humano. E por vezes ele me é capaz de surpreender.

    Louis, obrigado pelo convite.
    Day, seu blog é de um conteúdo de muito bom gosto!

    Luiz Guilherme

  3. Olá, querido Okarruna. Sua posição é bem interessante. Seja sempre bem vindo. O espaço é nosso.
    Abraços e muito obrigada. 🙂

  4. Mas vc Lou, é daqueles que captam as energias das outras gerações, assim como a minha captou power flower, beatniks, e por aí vai… Vc e o Luiz não contam 😉

  5. Tua geração é a última mais criativa-criadora… depois veio pouco, até o meio dos anos 90… em comparação aos 80… a minha geração não contribuiu….depois só o vazio… nós perdidos sem referenciais marcantes…

  6. Eu estava conversando com um amigo sobre os anos 80, e a sensação que tenho é que nossos castelos de sonhos de liberdade, Nietzsche, etc, foram, gradativamente, substituidos pelos internautas e suas referências dúbias. Fazer o quê? A fila anda, e… nunca mais… nunca mais. Lindo!!!

Sua opinião me interessa ;)

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