Se Fosse Possível

Quantas opções de vida e morte trago em mim não saberia dizer. Arde-me ânsia quase etérea de mudar todas as coisas. Data de nascimento, origem das galáxias, a cor dos planetas e até Deus eu posso mudar. Tudo enjoa, e nada muda se eu não mover o inferno e as estrelas cadentes. Antes que me torne eu mesma decadente, vou rasgar os céus, engolir pedras de gelo, adoecer e me curar, a verdade é que a felicidade é a ausência da dor. Eliminando minhas dores poderei sorrir. Parir nunca mais, esperar o trem do Raul não vou mais, e se qualquer vizinho me chamar para uma festa, escolho a do enterro do velho da esquina. É. Quando morre alguém a vida desperta em mim. Egoísmo? Talvez seja, mas só me sinto viva matando. E mato as estrelas, e faço chover. Na realidade ou na ficção, Deus sou eu.

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